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domingo, 7 de junho de 2015

[ALERTA] A caminho de um imposto sobre o dinheiro líquido ?

 Um imposto sobre a moeda física está a chegar!

Para fazer frente á crise de 2008, a FED e outros Bancos Centrais, escolheram uma opção bombástica. Imprimiram mais de 11 triliões de dollars e mantêm as taxas de juros próximas de zero desde á 6 anos para cá.
Todos esses esforços se concentraram sobre um objectivo : reduzir a atractividade do dinheiro líquido e impulsionar os investidores e depositantes para os activos a risco.

Mas essas políticas falharam em relançar o crescimento.

Em vez de admitirem o erro, os Bancos Centrais estão agora a tomar medidas extremas para destruir o dinheiro líquido e assim atirar contra-vontade os investidores para os activos a risco.

As coisa complicaram-se mais no mês de Junho de 2014, quando a BCE decidiu passar as taxas de juro abaixo de 0%, obrigando assim os depositantes a pagar para conservar o seu capital sob a forma de divisas.

Desde então, a Dinamarca, a Suíça e outros seguiram o seu exemplo.

Os Bancos também seguiram o mesmo exemplo. Julius Baer, da JP Morgan, e outras firmas, começaram a impôr taxas de depósito aos seus maiores clientes. JP Morgan declarou abertamente querer perder 100 mil milhões de dollars em depósitos.

E isto é só o princípio. Há cada vez mais indicadores de que os Bancos Centrais tentam impôr uma taxa aos clientes que não gastam seu dinheiro depositado...ver mesmo fazer desaparecer todo dinheiro líquido.

Mas vejamos o que há mais de interessante nisto tudo. Tudo indica que assistimos a uma guerra de inovação no que diz respeito ás taxas de juro. Nós conseguimos assistir a uma crescente criatividade da parte da Banca, para "empurrar" ainda mais as taxas de juro em território negativo, indo mesmo ao completo abandono de dinheiro líquido e sua depreciação.

Enquanto que a moeda física será disponível como alternativa aos consumidores que desejem retirar dinheiro líquido de seus depósitos, a capacidade da Banca para influenciar os juros será limitada.

http://www.bloomberg.com/news/articles/2015-04-23/negative-interest-rates-may-spark-existential-crisis-for-cash

Como diz um velho ditado : "podemos levar o cavalo até á água, mas não o podemos obrigar a beber". A FED e outros Bancos Centrais, levaram o cavalo á água. Mas o cavalo não quis beber. Agora pensam em forçar a cabeça do cavalo dentro da água até que beba.

Um imposto sobre o dinheiro líquido é muito próximo. A FED e outros, farão todo o possível para desaparecer com os depósitos. Na Europa, mais de 40% das Obrigações Soberanas (divida soberana) estão negativas em termos nominais ( os investidores pagam para as conservar).

E isto é só o principio.

Pode parecer uma loucura, mas eu posso assegurar que a Banca toma este tipo de proposições muito a sério. O QE ( quantitative easing)  parecia muito insensato em 1999, mas depois atravessamos três episódios, num total de mais de 3 triliões de dollars.

Em 1999, ninguém pensava que a FED pudesse imprimir em toda a impunidade 3 triliões de dollars de QE. Foi portanto o que se passou. E visto que esses programas não conseguiram relançar o consumo nem o crescimento económico, não seria surpreendente ver a FED tomar medidas mais radicais nos próximos meses.

FONTE : 24hgold.com

Mais informações aqui

domingo, 15 de março de 2015

Quantitative Easing na zona Euro, os custos e os riscos não são mais importantes que os efeitos positivos?

Por mais que nos queiram fazer crer, que graças á injecção de milhões de euros nas economias europeias, isso resultará na retoma económica, ora talvez não seja bem assim. Esta medida desesperada, de último recurso, comporta muitos riscos e as consequências podem ser gravíssimas para as economias europeias. Este artigo dá algumas luzes sobre o assunto.

Quantitative Easing na zona Euro: os custos e os riscos não são mais importantes do que os efeitos positivos?

" O Quantitative Easing na zona Euro vai conduzir a importantes transtornos financeiros:

  • taxas de juro negativas;
  • risco de bolha em acções europeias;
  • desmoronamento dos prémios de risco ( de défaut e divida soberana);
  • desmoronamento dos prémios de termo ( term premiums ) e nivelamento da curva de taxas de juro;
  • acumulação para os investidores de activos financeiros de risco sem os respectivos prémios de risco (risk premiums) normalmente associados;
  • e como consequência  um risco de degradação irreversível da política monetária extremamente expansionista;
  • incitação para os governos a não corrigirem o défice público.
Estes transtornos e riscos são aceites pelo BCE; Qual é o objectivo que o conduziu a  aceitá-los ?

Não se deve sobre-estimar estes custos e riscos : o que vai acontecer no futuro quando o BCE parar o Quantitative Easing ?

Ler o artigo ao completo na FONTE.
Mais sobre o sujeito AQUI.

Resta ainda saber, se o dinheiro que o BCE injectará nos Bancos Centrais, servirá mesmo a relançar o crescimento económico, ou será, para a Banca, ir especular no mercado financeiro, "esquecendo-se" assim de fornecer o crédito necessário ás PME ?