Por: Egon von Greyerz
" A maioria das pessoas ignoram totalmente que 2007-2008 foi o aperitivo do que nós iremos em breve conhecer. Os 60 mil milhões suplementares de crédito e de moeda imprimida desde então, assim que a baixa das taxas de juros a zero, deram ao mundo a impressão de que tudo vai pelo melhor.
Vou ser muito claro: nada vai bem. Oito anos depois do começo da Grande crise financeira, a economia da bolha especulativa estendeu-se até á 2ª maior economia, a China. A China aumentou a sua divida de maneira exponencial; fazendo-a passar de 2 mil milhões dollars a 28 mil milhões desde o começo deste século. Uma grande parte desta dívida serviu a financiar "elefantes brancos" e cidades fantasma. Seria surpreendente que o total das más dívidas da China sejam inferiores a 10 mil milhões dollars logo que isto acabará.
Esta bolha também infectou a maior parte dos mercados emergentes. Com uma aumentação massiva das dívidas, um dollar forte e os preços das matérias primas a descerem, quase todas as economias emergentes estão na borda do precipício. Como Michael Snyder, do Economic Collapse Blog, recentemente remarcou, 23 bolsas mundiais estão actualmente em queda. Dentre essas 23, 22 são de economias emergentes, e a 23ª é a Grécia que, definitivamente, não é uma economia emergente, mas que se agrava no Mediterrâneo. Mas não pensem que esta epidemia afectará só as economias emergentes... Não, esta contagião estende-se para o Oeste e nós veremos brevemente os mercados financeiros caírem, o que causará espanto a muitas pessoas e provocará o pânico na economia mundial. Este outono poderia marcar o principio do fim desta experiência, velha de 100 anos, de manipulação e repressão do sistema financeiro pelos banqueiros e bancos centrais.
Estou consciente que estas predições são alarmantes e parecem-se com um cenário do Apocalipse. Espero sinceramente estar enganado. Mas infelizmente o risco de que tal se realize, ao menos em parte, é muito grande [...] "
FONTE
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segunda-feira, 24 de agosto de 2015
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015
Mikhaïl L. Khazine: o PIB vai cair em todo o mundo
Entrevista do 28 Janeiro de 2015 ao jornal Svobodnaia Pressa.
Khazine : Aqueles que não vêem a catástrofe a vir, não a podem impedir.
Os economistas prometem ás grandes potências choques mais terríveis do que o de 1929. Mas o essencial é : o que devemos esperar,nós ? Pois as trafulhices de Washington afectam a cada um de nós.
Durante o período que Obama dirigiu os EUA, a divida do pais subiu para 70%, para atingir a extraordinária quantidade de 18 triliões de dollars. O problema fundamental está nas colossais despesas em benefício de todas as guerras travadas pelos Estados Unidos na nossa parte do mundo. A parte leão da dívida nas contas do Estado americano situa-se nos programas sociais. O país gasta o seu dinheiro para “alimentar” a população afim de evitar qualquer terramoto social. Nos Estados-Unidos, há um terrível abismo entre as receitas e despesas das famílias. As pessoas gastam mais do que ganham. Vivem a crédito. E até agora tem existido um mecanismo permitindo às pessoas realizar despesas para além das sua possibilidades. Isso não punha qualquer problema. Em si mesmo, a divida não joga um role essencial. O que é essencial, é assegurar o serviço. O país que imprime a moeda de reserva mundial não tem problema em matéria de serviço da dívida. O seu problema é diferente. Isto é, dar às pessoas a oportunidade de trabalhar para ganhar o que eles vão dispensar. Mas se, em permanência, as pessoas gastam mais do que ganham, então o sistema económico entra em colapso. Com efeito, em 2008 começou a desmoronar o sistema que fornecia aos cidadãos uma renda adicional, e em 2014, esse sistema deixou de funcionar completamente.
Khazine : Aqueles que não vêem a catástrofe a vir, não a podem impedir.
Os economistas prometem ás grandes potências choques mais terríveis do que o de 1929. Mas o essencial é : o que devemos esperar,nós ? Pois as trafulhices de Washington afectam a cada um de nós.
Durante o período que Obama dirigiu os EUA, a divida do pais subiu para 70%, para atingir a extraordinária quantidade de 18 triliões de dollars. O problema fundamental está nas colossais despesas em benefício de todas as guerras travadas pelos Estados Unidos na nossa parte do mundo. A parte leão da dívida nas contas do Estado americano situa-se nos programas sociais. O país gasta o seu dinheiro para “alimentar” a população afim de evitar qualquer terramoto social. Nos Estados-Unidos, há um terrível abismo entre as receitas e despesas das famílias. As pessoas gastam mais do que ganham. Vivem a crédito. E até agora tem existido um mecanismo permitindo às pessoas realizar despesas para além das sua possibilidades. Isso não punha qualquer problema. Em si mesmo, a divida não joga um role essencial. O que é essencial, é assegurar o serviço. O país que imprime a moeda de reserva mundial não tem problema em matéria de serviço da dívida. O seu problema é diferente. Isto é, dar às pessoas a oportunidade de trabalhar para ganhar o que eles vão dispensar. Mas se, em permanência, as pessoas gastam mais do que ganham, então o sistema económico entra em colapso. Com efeito, em 2008 começou a desmoronar o sistema que fornecia aos cidadãos uma renda adicional, e em 2014, esse sistema deixou de funcionar completamente.
Em termos simples,
isso significa que o Estado imprime dinheiro e distribui-o aos
cidadãos através do sistema bancário, sob a forma de créditos, ou
ajudas monetárias diversas tendo as pessoas uma oportunidade de
obter algum dinheiro extra para gastar. E é no contexto de um
excesso de demanda que tem sobrevivido a economia americana. Hoje,
esta opção desapareceu. A única via é a diminuição das
despesas. Os cidadãos dos Estados Unidos devem reduzir as suas
despesas. Eles devem trabalhar muito mais e gastar menos. Se os
cidadãos reduzem suas despesas, isso significa que eles deixam de
pagar, de transferir o dinheiro em troca de bens e serviços dentro
dos Estados Unidos. Isso implica uma queda do PIB dos
Estados-Unidos... A questão fundamental é saber onde se situa o
ponto de equilíbrio entre as receitas e despesas das famílias, é
tudo. Segundo as nossas estimativas, o equilíbrio se situa sob o
actual volume de gastos, avaliado em 7,5 triliões de dollars. Isso
equivale a uma queda do PIB dos Estados Unidos, a um pouco mais de
50%.
No resto do mundo,
vai haver uma queda semelhante, provavelmente de reduzida extensão.
A estimativa de queda do PIB é de 55-60% para os Estados Unidos,
cerca de 50% na Europa e cerca de 35% no resto do mundo.
Estamos às portas
de um período muito interessante. É claro, os Estados recusam
absolutamente falar e discutir sobre este assunto tabou. Tudo é
feito como se aqueles que não vêm o desastre a chegar devessem ser
poupados. No entanto, informalmente, se fala muito mais. Nós
viveremos grandes dificuldades. E é impossível prever os eventos
específicos, mas o cenário já é visível.
Fonte Tradução: Gang da Ervilha
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