"A Ucrânia está no ponto de lançar uma ofensiva contra a Republica. Actualmente, Kiev dispôs 65.000 soldados na frente posta em disposição de combate. Os acordos de Minsk são então sabotados. Nós não temos outra escolha que não seja ganhar esta guerra, vencer é o nosso dever!"
O ponto sobre a situação pelo comentador militar Boris Rojine dito colonelcassad:
"No que concerne a ameaça de uma ofensiva iminente, a agência Regnum informa que durante a noite do 16 a 17 de Agosto de 2015 o comandante das FAU (forças armadas ucranianas) poderia lançar uma ofensiva generalizada. Ontem, segundo dados oficiais pelo menos 5 civis foram mortos durante o curso de hostilidades, sem contar com perdas desconhecidas no meio militar, conta-se dezenas de feridos, habitações e estructuras destruídas. O bombardeamento e uma grande actividade dos MLRS (lança-foguetes múltiplos) foi ontem um dos mais potentes desde o último inverno e atingiu a maior parte das zonas da linha da frente da RPD (Republica Popular de Donetsk). Hoje Slavianoserbsk subiu bombardeamentos. A tensão continua a subir. Nos esperamos ver como a situação evolui."
Complemento de actualidade respeitante á iminente ofensiva.
A escalada militar nestes últimos dias conduzirá nas próximas horas a um bombardeamento massivo sobre as posições da RPD. Segundo as informações dadas á agência Regnum por uma fonte fiável de Kiev, entre 16 a 17 de Agosto o comandante das FAU prevê lançar uma ofensiva geral sobre as posições das Forças Armadas da Novorrossia.
Conforme os dados do reconhecimento militar, a ofensiva deve ser lançada na próxima semana. As autoridades da RPD observam um constante aumento e concentração de armas, em especial blindados, em todos os pontos quentes e todos os zonas de onde as forças do regime ucraniano são susceptíveis de lançar uma ofensiva. Segundo eles, cerca de 90.000 soldados ucranianos estão dispostos ao longo da linha de contacto.
FONTE
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segunda-feira, 17 de agosto de 2015
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015
Jacques Sapir : Acordo no Donbass.
Jacques Sapir, 12 de Fevereiro de 2015
Acordo no Donbass.
A reunião de Minsk
soldou-se por um acordo, embora frágil, mas que abre pela primeira
vez uma perspectiva de esperança para o povo do Donbass. Este acordo
deverá portanto, dar origem a um cessar-fogo que será aplicado no
domingo, 15 de Fevereiro às 00:00. É claro que grandes combates
podem ocorrer até essa data. No entanto, as condições políticas
marcam uma vitória significativa para os rebeldes, mas também -
mais subtilmente - para a Rússia.
Os termos do acordo.
O acordo prevê a
retirada de armas pesadas num raio de 50 a 150 km dependendo do
alcance e natureza dessas armas, a partir da actual linha de fogo
para as tropas de Kiev e da linha de cessar-fogo, do 19 de Setembro
de 2014 para os rebeldes. Isto só concerne as armas pesadas. Isso
significa que a verdadeira linha divisória será a actual linha de
fogo. Esta é uma vitória para os rebeldes. Organizando o recuo de
lançadores múltiplos de foguetes, este acordo irá impedir as
forças ucranianas de bombardear as áreas rebeldes, garantindo o
retorno à paz para a população de Donetsk, Lugansk e áreas
circundantes. Esta é uma segunda vitória para os rebeldes. Isto
será feito no prazo de 14 dias após o cessar-fogo, sob a supervisão
da OSCE.
Uma ampla amnistia
está prevista para todos os crimes e delitos cometidos em relação
com a situação e todos os presos deverão ser trocados (pontos 5 e
6). Forças estrangeiras, e mercenários devem abandonar o território
e ser desarmados sob a supervisão da OSCE (ponto 10).
Estão previstas
eleições em « conformidade com as leis da Ucrânia » nas regiões
insurgentes, mas o parlamento ucraniano (a Rada) deve votar dentro de
30 dias após a implementação do acordo um texto sobre o estatuto
especial destas regiões. A natureza exacta desse estatuto não é
especificada. Mas, está claro que vamos na direcção de um regime
de grande autonomia. Está especificado que uma nova Constituição
deve ser introduzida na Ucrânia antes do final de 2015 para
incorporar o princípio da descentralização como um elemento-chave
desta Constituição (pontos 9 e 11). As discussões devem ser feitas
com os representantes dos insurgentes. A « nota 1 » anexada ao
documento prevê entre outras :
. Direitos
linguísticos.
. Direitos das
autoridades locais de nomear designar os procuradores locais.
. Direito do governo
central para celebrar acordos específicos com estas regiões em
matéria de seu desenvolvimento sócio-cultural e económico.
. Reconhecimento
pelo governo central da cooperação transfronteiriça entre estas
regiões e a Rússia.
. Criação de uma
milícia dependente das autoridades destas regiões.
. A autoridade dos
eleitos não poderá ser questionada pelo parlamento ucraniano.
Uma vez as eleições
passadas e a nova Constituição votada (ponto 11), a autoridade do
governo será restaurada na fronteira com a Rússia. Este ponto pode
levar a graves confrontos com as autoridades dos rebeldes.
Globalmente, este
acordo acorda muito aos insurgentes, tudo em mantendo a aparência de
uma autoridade ucraniana em todo o território. Podemos pensar que,
se é aplicada e respeitada, conduzirá à criação de uma região
autónoma, com a sua própria polícia, suas próprias forças
armadas e uma relação especial com a Rússia. É um status próximo
da região autónoma do Curdistão, no Iraque.
As vantagens da Rússia.
A Rússia obteve que
a Ucrânia não entre na NATO nem na União Europeia. Que mais, no
texto preliminar ao acordo, ela obtém:
Eles asseguram igualmente as discussões trilaterais entre a UE, a Ucrânia e a Rússia para encontrar soluções prácticas ás preocupações levantadas pela Rússia no que diz respeito ao desenrolar do Acordo de Livre Comércio Completo e Aprofundado entre a Ucrânia e a UE.
Os dirigentes ficarão focados na perspectiva de um espaço humanitário e económico comum do Atlântico ao Pacifico fundado sobre o pleno respeito do Direito Internacional e os princípios da OSCE.
Este ponto é
importante. Volta-se a ter em conta as objecções da Rússia com o
acordo de livre comércio entre a Ucrânia e UE, e põe fim às
pretensões dos Estados Unidos « para isolar a Rússia ». A França
e a Alemanha se prontificam a reconstruir as infraestruturas dos
sistemas de pagamento, e a Ucrânia compromete-se a retomar o
pagamento das prestações sociais que foram suspensos para os
habitantes do Donbass. É incontestavelmente uma victória da Rússia.
A questão que resta
em suspenso é o de saber se este acordo será aplicado e respeitado.
Isso depende, em grande medida do que será a atitude dos Estados
Unidos. O fato de que estes não estiveram envolvidos no acordo lança
dúvidas sobre a sua vontade de alcançar uma paz duradoura na
Ucrânia. Este acordo é certamente imperfeito. Notoriamente frágil
em certos pontos e - a este respeito – na ausência de observadores
imparciais (se for a OSCE) o cessar-fogo é uma fonte de preocupação.
Mas ele existe, e isto é o essencial.
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