Um imposto sobre a moeda física está a chegar!
Para fazer frente á crise de 2008, a FED e outros Bancos Centrais, escolheram uma opção bombástica. Imprimiram mais de 11 triliões de dollars e mantêm as taxas de juros próximas de zero desde á 6 anos para cá.
Todos esses esforços se concentraram sobre um objectivo : reduzir a atractividade do dinheiro líquido e impulsionar os investidores e depositantes para os activos a risco.
Mas essas políticas falharam em relançar o crescimento.
Em vez de admitirem o erro, os Bancos Centrais estão agora a tomar medidas extremas para destruir o dinheiro líquido e assim atirar contra-vontade os investidores para os activos a risco.
As coisa complicaram-se mais no mês de Junho de 2014, quando a BCE decidiu passar as taxas de juro abaixo de 0%, obrigando assim os depositantes a pagar para conservar o seu capital sob a forma de divisas.
Desde então, a Dinamarca, a Suíça e outros seguiram o seu exemplo.
Os Bancos também seguiram o mesmo exemplo. Julius Baer, da JP Morgan, e outras firmas, começaram a impôr taxas de depósito aos seus maiores clientes. JP Morgan declarou abertamente querer perder 100 mil milhões de dollars em depósitos.
E isto é só o princípio. Há cada vez mais indicadores de que os Bancos Centrais tentam impôr uma taxa aos clientes que não gastam seu dinheiro depositado...ver mesmo fazer desaparecer todo dinheiro líquido.
Mas vejamos o que há mais de interessante nisto tudo. Tudo indica que assistimos a uma guerra de inovação no que diz respeito ás taxas de juro. Nós conseguimos assistir a uma crescente criatividade da parte da Banca, para "empurrar" ainda mais as taxas de juro em território negativo, indo mesmo ao completo abandono de dinheiro líquido e sua depreciação.
Enquanto que a moeda física será disponível como alternativa aos consumidores que desejem retirar dinheiro líquido de seus depósitos, a capacidade da Banca para influenciar os juros será limitada.
http://www.bloomberg.com/news/articles/2015-04-23/negative-interest-rates-may-spark-existential-crisis-for-cash
Como diz um velho ditado : "podemos levar o cavalo até á água, mas não o podemos obrigar a beber". A FED e outros Bancos Centrais, levaram o cavalo á água. Mas o cavalo não quis beber. Agora pensam em forçar a cabeça do cavalo dentro da água até que beba.
Um imposto sobre o dinheiro líquido é muito próximo. A FED e outros, farão todo o possível para desaparecer com os depósitos. Na Europa, mais de 40% das Obrigações Soberanas (divida soberana) estão negativas em termos nominais ( os investidores pagam para as conservar).
E isto é só o principio.
Pode parecer uma loucura, mas eu posso assegurar que a Banca toma este tipo de proposições muito a sério. O QE ( quantitative easing) parecia muito insensato em 1999, mas depois atravessamos três episódios, num total de mais de 3 triliões de dollars.
Em 1999, ninguém pensava que a FED pudesse imprimir em toda a impunidade 3 triliões de dollars de QE. Foi portanto o que se passou. E visto que esses programas não conseguiram relançar o consumo nem o crescimento económico, não seria surpreendente ver a FED tomar medidas mais radicais nos próximos meses.
FONTE : 24hgold.com
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domingo, 7 de junho de 2015
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015
Mikhaïl L. Khazine: o PIB vai cair em todo o mundo
Entrevista do 28 Janeiro de 2015 ao jornal Svobodnaia Pressa.
Khazine : Aqueles que não vêem a catástrofe a vir, não a podem impedir.
Os economistas prometem ás grandes potências choques mais terríveis do que o de 1929. Mas o essencial é : o que devemos esperar,nós ? Pois as trafulhices de Washington afectam a cada um de nós.
Durante o período que Obama dirigiu os EUA, a divida do pais subiu para 70%, para atingir a extraordinária quantidade de 18 triliões de dollars. O problema fundamental está nas colossais despesas em benefício de todas as guerras travadas pelos Estados Unidos na nossa parte do mundo. A parte leão da dívida nas contas do Estado americano situa-se nos programas sociais. O país gasta o seu dinheiro para “alimentar” a população afim de evitar qualquer terramoto social. Nos Estados-Unidos, há um terrível abismo entre as receitas e despesas das famílias. As pessoas gastam mais do que ganham. Vivem a crédito. E até agora tem existido um mecanismo permitindo às pessoas realizar despesas para além das sua possibilidades. Isso não punha qualquer problema. Em si mesmo, a divida não joga um role essencial. O que é essencial, é assegurar o serviço. O país que imprime a moeda de reserva mundial não tem problema em matéria de serviço da dívida. O seu problema é diferente. Isto é, dar às pessoas a oportunidade de trabalhar para ganhar o que eles vão dispensar. Mas se, em permanência, as pessoas gastam mais do que ganham, então o sistema económico entra em colapso. Com efeito, em 2008 começou a desmoronar o sistema que fornecia aos cidadãos uma renda adicional, e em 2014, esse sistema deixou de funcionar completamente.
Khazine : Aqueles que não vêem a catástrofe a vir, não a podem impedir.
Os economistas prometem ás grandes potências choques mais terríveis do que o de 1929. Mas o essencial é : o que devemos esperar,nós ? Pois as trafulhices de Washington afectam a cada um de nós.
Durante o período que Obama dirigiu os EUA, a divida do pais subiu para 70%, para atingir a extraordinária quantidade de 18 triliões de dollars. O problema fundamental está nas colossais despesas em benefício de todas as guerras travadas pelos Estados Unidos na nossa parte do mundo. A parte leão da dívida nas contas do Estado americano situa-se nos programas sociais. O país gasta o seu dinheiro para “alimentar” a população afim de evitar qualquer terramoto social. Nos Estados-Unidos, há um terrível abismo entre as receitas e despesas das famílias. As pessoas gastam mais do que ganham. Vivem a crédito. E até agora tem existido um mecanismo permitindo às pessoas realizar despesas para além das sua possibilidades. Isso não punha qualquer problema. Em si mesmo, a divida não joga um role essencial. O que é essencial, é assegurar o serviço. O país que imprime a moeda de reserva mundial não tem problema em matéria de serviço da dívida. O seu problema é diferente. Isto é, dar às pessoas a oportunidade de trabalhar para ganhar o que eles vão dispensar. Mas se, em permanência, as pessoas gastam mais do que ganham, então o sistema económico entra em colapso. Com efeito, em 2008 começou a desmoronar o sistema que fornecia aos cidadãos uma renda adicional, e em 2014, esse sistema deixou de funcionar completamente.
Em termos simples,
isso significa que o Estado imprime dinheiro e distribui-o aos
cidadãos através do sistema bancário, sob a forma de créditos, ou
ajudas monetárias diversas tendo as pessoas uma oportunidade de
obter algum dinheiro extra para gastar. E é no contexto de um
excesso de demanda que tem sobrevivido a economia americana. Hoje,
esta opção desapareceu. A única via é a diminuição das
despesas. Os cidadãos dos Estados Unidos devem reduzir as suas
despesas. Eles devem trabalhar muito mais e gastar menos. Se os
cidadãos reduzem suas despesas, isso significa que eles deixam de
pagar, de transferir o dinheiro em troca de bens e serviços dentro
dos Estados Unidos. Isso implica uma queda do PIB dos
Estados-Unidos... A questão fundamental é saber onde se situa o
ponto de equilíbrio entre as receitas e despesas das famílias, é
tudo. Segundo as nossas estimativas, o equilíbrio se situa sob o
actual volume de gastos, avaliado em 7,5 triliões de dollars. Isso
equivale a uma queda do PIB dos Estados Unidos, a um pouco mais de
50%.
No resto do mundo,
vai haver uma queda semelhante, provavelmente de reduzida extensão.
A estimativa de queda do PIB é de 55-60% para os Estados Unidos,
cerca de 50% na Europa e cerca de 35% no resto do mundo.
Estamos às portas
de um período muito interessante. É claro, os Estados recusam
absolutamente falar e discutir sobre este assunto tabou. Tudo é
feito como se aqueles que não vêm o desastre a chegar devessem ser
poupados. No entanto, informalmente, se fala muito mais. Nós
viveremos grandes dificuldades. E é impossível prever os eventos
específicos, mas o cenário já é visível.
Fonte Tradução: Gang da Ervilha
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