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quinta-feira, 16 de julho de 2015

Quem é Alexis Tsipras ?

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Agora que Tsipras vem de trair o povo grego, que tinha votado "não" á
austeridade no referendo, este vigarista mandou ás urtigas a vontade do
povo no intuito de defender interesses obscuros...estranha personagem esta, é no mínimo o que se pode deduzir deste abutre.

Quem é afinal, Alexis Tsipras
?

Alexis Tsipras (aliás Alexis Cipra) é um judeu sefaradita, filho de Pavlos Tsipras (Pavlos Cipra), milionário grego que morreu em 2012 e com ligações ao Mossad. Seus ascendentes eram comerciantes judeus em África, que ganhavam a vida com o comércio de escravos africanos, mandando-os para a Grécia para exploração, helenizaram o nome quando chegaram á Europa, passando de "Cipra" a "Tsipras".

Os Avós de Alexis Tsipras, imigraram para a Grécia (desde a Turquia) nos anos 20. O nome da cidade de origem da familia "Cipra" (Tsipras), é Babaeski que é situada na província Turca de Kirklareli.

A empresa familiar do Pai do fundador do Syriza (Pavlos Tsipras) chamava-se "SKPANAEA" e era especialista em trabalhos públicos na Grécia, em particular na restauração e construção de Igrejas Ortodoxas e também passaram pela radiotelevisão, isto desde a época da Junta dos Coronéis. Bem ao estilo da Máfia Italiana.

No que toca ao movimento Trotskista do Syriza, suas ligações com o multimilionário George Soros que o financia, como deixa claro o site Gazetawarsza.

A ascensão fulgurante de Tsipras parece ter sido facilitada pela Oligarquia Financeira Internacional para impedir a chegada ao poder na Grécia do movimento "ultra-nacionalista" Aurora Dourada (opostos á UE e á NATO) cujos principais dirigentes estão em prisão á quase dois anos.

Alexis Tsipras aparece então como uma forma de "oposição controlada" ao "sistema". Não é de espantar que Tsipras sempre tenha militado pela manutenção da Grécia na zona Euro.

FONTE 1
FONTE 2
FONTE 3
FONTE 4
FONTE 5

domingo, 5 de julho de 2015

Estatisticas interessantes sobre intenção de voto na Grécia

Numa publicação grega, encontrei umas estatísticas muito interessantes, mas sobretudo ressalta esta aqui, clique na imagem para fazer zoom:





Ainda faltam umas horas para o fim dos votos, mas nota-se, neste gráfico, um fenómeno muito intrigante : são os jovens que sentem que algo deve ser mudado. Á medida que a idade vai avançando, o espírito de revolução, de mudança, percebe-se de menos em menos. Será por comodismo ?

FONTE

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Grécia na borda do precipicio (Paul Krugman)

Artigo de Paul Krugman, outro Prémio Nobel de Economia, que mais uma vez afirma que a criação do euro foi um erro e deseja que o "não" ganhe no referendo da Grécia.

« É evidente, já há bastante tempo, que a criação do Euro foi um grande equívoco. A Europa nunca teve as condições prévias necessárias para manter uma moeda única que desse certo, e mais que isso, o tipo de união fiscal e bancária que, por exemplo, assegura que quando a bolha imobiliária estoura na Flórida, Washington possa proteger automaticamente a terceira idade de qualquer ameaça sobre sua proteção social e seus depósitos bancários.

Abandonar uma união monetária é, contudo, uma decisão muito mais difícil, e mais assustadora que nunca. Até agora, as economias do continente, quando apresentaram maiores problemas, decidiram dar um passo atrás antes de chegar às margens do abismo. Mas de uma vez, os governos se submeteram às exigências de dura austeridade dos credores, enquanto o Banco Central Europeu agia para conter o pânico dos mercados.

Mas a situação na Grécia alcançou o que parece ser um ponto sem retorno. Os bancos estão fechados temporariamente e o governo impôs controles de capital (limites ao movimento de fundos ao exterior). Parece ser muito provável que o Poder Executivo logo terá que iniciar o pagamento das aposentadorias e pensões, além dos salários do serviço público, o que, na prática, criaria uma moeda paralela. E, na semana que vem, o país vai celebrar um plebiscito sobre a conveniência de aceitar as exigências da troica – as instituições que representam os interesses dos credores –, o que significaria multiplicar as medidas de austeridade.

A Grécia tem que votar no “não” nesse plebiscito, e seu governo deve estar pronto para, se for preciso, abandonar a Zona Euro.

Para entender porque digo isso devemos, primeiro ser conscientes de que a maioria das coisas – não todas, mas a maioria – que ouvimos sobre o desperdício e a irresponsabilidade grega são falsas. Sim, o governo grego estava gastando mais do que podia no final da década passada. Mas, desde então, realizou diversos cortes no gasto público e aumentou a arrecadação fiscal. Os empregos públicos foram reduzidos em mais de 25% e as aposentadorias (que eram, certamente, bastante generosas) foram recortadas drasticamente. Todas as medidas foram mais que suficientes para eliminar o déficit original e transformá-lo num amplo superavit.

Por que isso não ocorreu? Porque a economia grega desabou, muito por causa dessas importantes medidas de austeridade, que afetaram demais a arrecadação.

Esse colapso, por sua vez, teve muito a ver com o euro, que colocou a economia grega numa camisa de força. Em geral, os casos de sucesso em políticas de austeridade – aquelas em que os países conseguiram frear seu déficit fiscal sem cair em depressão económica – trazem consigo uma importante desvalorização monetária, que fazem com que suas exportações sejam mais competitivas. Isso aconteceu, por exemplo, no Canadá, nos Anos 90, e recentemente na Islândia. Mas a Grécia, sem sua própria divisa, não teve essa opção.

Quero dizer com isso que seria conveniente um Grexit – a saída da Grécia da Zona Euro? Não necessariamente. O problema do Grexit sempre foi o risco do caos financeiro, por um sistema bancário bloqueado pelos saques que vieram com o pânico e por um setor privado afetado tanto pelos problemas bancários como pelas incertezas sobre o status legal das dívidas. É por isso que os sucessivos governos gregos aceitaram as exigências de austeridade, e até mesmo o Syriza, a coalizão de esquerda que chegou ao poder, estava disposta a aceitar uma austeridade que já havia sido imposta. Apenas pediu para que se evitasse uma maior dose de austeridade.

Mas a troica fechou as portas para essa opção. É fácil se perder nos detalhes, mas agora, o ponto principal é que os credores ofereceram à Grécia um “pegar ou largar”, uma oferta de aprofundamento das políticas dos últimos cinco anos.

Essa oferta estava e está destinada a ser rejeitada pelo primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras: não pode aceitá-la porque isso significaria jogar fora a razão de ser do seu movimento político. Portanto, suas intenções podem levá-lo a abandonar seu cargo, algo que provavelmente acontecerá, se os eleitores gregos votarem baseados no temor à confrontação com a troica, e decidirem pelo “sim” na semana que vem.

Mas não deveriam fazê-lo, por três razões. A primeira, porque sabemos que a austeridade é cada vez mais dura, e pode levar o país a ficar encurralado economicamente: após cinco anos dessas medidas, a Grécia está numa situação pior que nunca. A segunda, porque praticamente todo o caos que poderia ocorrer num possível Grexit já tem sucedido. Os bancos estão fechados e os controles de capital continuam vigentes, não há como fazer danos muito maiores que esses.

Por último, a adesão ao ultimato da troica levaria ao abandono definitivo de qualquer pretensão de independência da Grécia. Não nos deixemos enganar por aqueles que afirmam que os funcionários da troica são somente técnicos, que explicam aos gregos ignorantes o que devem fazer. Esses supostos tecnocratas são, na verdade, vendedores de fantasias, que omitiram todos os princípios da macroeconomia, e que fracassaram em cada passo dado até aqui. Não é uma questão de análise, é uma questão de poder: o poder dos credores para tirar a economia grega da tomada, que persistirá enquanto a saída da Zona Euro seja considerada impensável.

Portanto, é hora de colocar fim a esse inimaginável. Caso contrário, a Grécia enfrentará as consequências da austeridade infinita e uma depressão da qual não poderá se livrar tão cedo. »

FONTE

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Syriza: o roubo e desmoronamento. Quando a esquerda radical abraça as politicas da direita radical.

Este é um pequeno texto da conclusão de um artigo. Mostra-nos outro ponto de vista sobre o Syriza. Realmente, pergunta-se como é que um Partido que não deseja a austeridade e ao mesmo tempo ficar na Zona Euro ? Sabendo de antemão, que UE e Euro, nada mais significam que "ditadura, submissão" . Falta de tempo, só uma pequena parte foi traduzida, a conclusão.

«« A decisão política do Syriza de "integrar" a todo o preço a UE e a zona Euro, significa que a Grécia continuará de ser um Estado-Vassalo, traindo o seu programa e adoptando políticas extremamente reacionárias, tudo em ditando a sua falsa retórica esquerdista e fingindo "resistir" á Troika. Bem que o Syriza tenha pilhado a Caixa Nacional de Pensões e as Tesourarias Locais, inúmeros esquerdistas enganados por essa Europa e nos Estados-Unidos, continuam a aceitar e de apoiar as decisões do Partido, que qualificam de "compromissos realistas e pragmáticos".

O Syriza afundou a Grécia ainda mais profundamente na hierarquia dominada pela finança Alemã, abandonando o seu poder Soberano de impôr uma moratória sobre a Dívida, de sair da Zona Euro, gerir os recursos financeiros, restabelecer uma moeda Nacional, impôr o controlo de capitais, confiscar os milhões de euros em contas ilícitas no estrangeiro, mobilizar os fundos locais para financiar a retoma económica e reactivar o sector público e privado. Várias vezes, o falso "sector de esquerda" do Syriza, formulou magras "objecções", enquanto a mascarada Tsipras-Varoufakis procediam á última capitulação.

No fim de contas, o Syriza agravou a pobreza e o desemprego, aumentou o controlo estrangeiro da economia, desbastou ainda mais o sector público, facilitou o despedimento de trabalhadores e reduziu as indemnizações de despedimento, tudo isto em aumentando o role das Forças Armadas,  serrando ainda mais as ligações com a NATO e Israel. »»

Ler artigo completo AQUI

Christine Lagarde sobre a Grécia...

Lagarde afirma que a Grécia deve antes de tudo reformar a sua Economia antes de um acordo sobre a reestruturação da dívida Grega, mas o problema, e essa é a razão pela qual o Syriza quitou as negociações, é que nenhum membro da Troika, está inclinado para assinar um compromisso nesse sentido. De boas intenções, está o inferno cheio, quanto ás palavras, o vento leva-as, mas um escrito, uma assinatura, fica. E é esse ponto pelo qual Alexis Tsipras lutou, se bem que infrutífero até ao momento. Pois que é inútil e absurdo, que se conceda um empréstimo para pagar outro empréstimo. Não tem sentido, sobretudo que agora a economia Grega apresenta um excedente, suficientemente saudável, para nem sequer precisar de um cêntimo da Troika. Isto caso os ditadores da UE e companhia se dignem discutir e assinar um compromisso sobre a dívida.

O Ataque da Europa à Democracia Grega (Joseph Stiglitz)

Um artigo datado do 29/06/2015 do Prémio Nobel da Economia, Joseph Stiglitz, em que critica a União Europeia, tudo em defendendo a causa Grega.

« A União Europeia, é a antítese da Democracia » Joseph Stiglitz, Prémio Nobel de Economia.

O crescendo de quezílias e acrimónia na Europa pode parecer a quem está de fora o resultado inevitável do amargo final de jogo que decorre entre a Grécia e os seus credores. Com efeito, os líderes Europeus estão a começar finalmente a revelar a verdadeira natureza da disputa existente sobre a dívida, e a resposta não é agradável: tem muito mais a ver com poder e democracia do que com dinheiro e economia.

Evidentemente, a natureza económica subjacente ao programa que a “troika” (a Comissão Europeia, o Banco Central Europeu, e o Fundo Monetário Internacional) impôs à Grécia há cinco anos atrás foi terrível, tendo provocado um decréscimo de 25% no PIB do país. Não consigo pensar numa depressão, em altura alguma, que tenha sido tão deliberada e tenha tido consequências tão catastróficas. A taxa de desemprego juvenil na Grécia, por exemplo, é hoje superior a 60%.

É surpreendente que a troika tenha recusado aceitar responsabilidades por qualquer uma destas situações, ou admitir a grande medida em que falharam as suas previsões e modelos. Mas o que ainda é mais surpreendente é que os líderes da Europa nem sequer aprenderam. A troika ainda exige que a Grécia atinja um excedente orçamental primário (excluindo os pagamentos de juros) de 3,5% do PIB até 2018.

Economistas em todo o mundo já condenaram essa meta como punitiva, porque tentar atingi-la levará inevitavelmente a uma recessão ainda maior. Na verdade, mesmo que a dívida Grega seja reestruturada para além de tudo o que é imaginável, o país permanecerá em depressão se os eleitores se comprometerem com a meta da troika, no referendo-relâmpago que decorrerá este fim de semana.

Quanto a transformar um grande défice primário num excedente, poucos países conseguiram algo semelhante ao que os Gregos alcançaram nos últimos cinco anos. E, embora o custo em termos de sofrimento humano tenha sido extremamente elevado, as recentes propostas do governo Grego foram bastante alteradas no sentido de cumprir as exigências dos seus credores.

Devemos ser claros: quase nada da enorme quantidade de dinheiro emprestado à Grécia acabou por lá chegar. Desapareceu para pagar aos credores do sector privado, incluindo bancos Alemães e Franceses. A Grécia só conseguiu uma ninharia, mas pagou um elevado preço para preservar os sistemas bancários destes países. O FMI e outros credores “oficiais” não necessitam do dinheiro que está a ser pedido. Numa situação, o dinheiro recebido seria muito provavelmente apenas emprestado de novo à Grécia.

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terça-feira, 30 de junho de 2015

Economistas e Profissionais a favor da Dracma ( Jacques Sapir )

Economistas e Profissionais a favor da Dracma ( Jacques Sapir, 21/06/2015 )

Uma vez não é costume, publico aqui uma chamada de atenção, de Economistas, Universitários e Profissionais, que se pronunciam a favor de um retorno da Grécia á moeda Nacional.

Depois de 6 anos de sacrifícios humanos "pedidos" á população, a dívida Grega aumentou e representa hoje 180% do PIB (no principio da crise, ela era de 120%), e é evidente que ela não é viável. Este desastre é devido ao plano imposto pela Troika que resulta num completo falhanço, pois fez cair o PIB, entre 2008 e 2015, de 26%. Jamais um País havia subido um desastre de uma tal amplitude em tempo de Paz: o desemprego oficial embarca 27% da população activa, a excessiva austeridade, ideia fixa dos Dirigentes da UE e que visa directamente a estabilidade do Euro, destruiu a economia e ao mesmo tempo mergulhou toda a Europa numa recessão permanente e num equilíbrio de emprego-precário. A Grécia, é frustrante, mas é utilizada como animal de laboratório. Estas linhas são escritas a um momento em que as negociações estão em curso, entre o Governo Grego do Syriza e os credores.

A obsessão da Troika, que pede medidas ainda mais inumanas sem portanto garantir o reembolso da dívida, intensificando o empobrecimento da população, é absolutamente inaceitável, criminal e contas feitas, sem conteúdo. Por que a  a partir do momento em que as medidas impostas á economia são totalmente ineficazes e que se traduzam por uma baixa contínua do PIB, aumentação do desemprego e a intolerável (nessas condições) desmoronamento das receitas públicas, claro que esse plano arrogante de austeridade asfixiante deveria ser abandonado, sem a menor hesitação. A saber que, apesar dos riscos e complicações inerentes á saída (algo sem precedentes) da zona Euro, ficar não oferece alguma solução. A economia Grega está devastada e é urgente recorrer a um plano de reconstrucção e desenvolvimento.

A implementação de um tal plano não é possível com a liquidez fornecida ao conta-gotas pela BCE. Na prática, jamais uma economia consegui desenvolver-se no passado, sem liquidez confortável e sem uma inflação sob controle. Por consequência, só um retorno á moeda Nacional poderia, com certas condições, assegurar á economia Grega devastada, a sua reconstrucção e um desenvolvimento rápido, necessário para permitir o reembolso desta parte da dívida que não é odiosa nem vergonhosa.

FONTE : Blog de Jacques Sapir

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Grécia : em defesa da Democracia ( Jacques Sapir)

Alguns trechos de um artigo de Jacques Sapir sobre o caso Grego...


 Grécia : em defesa da Democracia ( Jacques Sapir, 29 Junho 2015)

« A decisão de excluir a Grécia de uma reunião qualificada informal, após término, do Eurogrupo no sábado 27 Junho, representa o equivalente de um golpe de força por parte do Presidente do Eurogrupo, Srº Jeroen Dijsselbloem. É questão de um acto estranho que viola tanto o espírito como a letra dos tratados da União Europeia. A falta de reacção dos outros participantes é também grave. Este dia foi um dia negro para a Democracia. Neste domingo, 28 de Junho, as pressões sobre a Grécia recomeçaram. Os dias que se seguem podem ser dias negros para a Democracia na Europa e Grécia. Tem de se analisar a extensão das consequências.

A posição do Ministro Varoufakis

Os argumentos avançados pelo Ministro Varoufakis são dos mais sérios, e ele recebeu o apoio de vários economistas de reputação mundial, como por exemplo Paul Krugman e Joseph Stiglitz, dois Prémios Nobel da Economia.

Sempre é possível contestar os elementos da lógica de Varoufakis, Mas teremos então, de nos situar ao mesmo nível que ele. Força é de constatar que não é o caso com as ditas "proposições" formuladas pelo Eurogrupo. Na realidade, este último, não abordou ma só vez a questão do desenvolvimento económico da Grécia, mas unicamente quais os meios e procedimentos para continuar a extorquir desse País, os pagamentos que ele nem pode fornecer. O Eurogrupo, seguiu uma lógica política e não uma lógica económica. »

Para ler o artigo completo, clicar AQUI

sábado, 27 de junho de 2015

Grécia apenas usufruiu de 10% dos empréstimos da Troika







Extracto da intervenção de Eric Toussaint, da Comissão de Auditoria á Dívida Grega, pedida pelo Parlamento Grego. É questão de um trecho, que vai do mn 29:10 a 30:43, da intervenção completa de Eric Toussaint que pode ser vista na totalidade aqui : https://www.youtube.com/watch?v=x_Y3C...

Resumo da Auditoria á Dívida Grega a ler aqui : http://cadtm.org/Leia-aqui-as-conclus...

Intervenção de María Lúcia Fattorelli, ver tradução na descrição do vídeo : https://www.youtube.com/watch?v=LpY_U...

Cerca de 90% dos empréstimos da Troika, escapam á Auditoria, o Banco Central da Grécia, sob tutela do BCE, recusa fornecer os documentos relativos aos movimentos financeiros da Dívida, ao Parlamento Grego. Mais que evidente, que cerca de 90% dos empréstimos, foram parar nos bolsos dos banqueiros.

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Conclusões da auditoria á divida Grega

   Eis um relatório sobre a divida Grega, no qual se realça que os empréstimos ao Estado-Grego, en nada beneficiaram os cidadãos gregos, mas sim unicamente a Banca. Portanto, os Bancos devem arcar com a divida, não os cidadãos.

Um pequeno extrato :

"Capítulo 8

A dívida aos credores privados deve ser considerada ilegal porque os bancos privados atuaram de forma irresponsável antes da criação da troika, falhando o respeito pela devida diligência (due dilligence), enquanto alguns credores privados como os hedge funds atuaram também de má fé. Pares das dívidas aos bancos privados e hedge funds são ilegítimas pelas mesmas razões pelas quais são ilegais; por outro lado, os bancos gregos foram recapitalizados pelos contribuintes de forma ilegítima. As dívidas aos bancos privados e aos hedge funds são odiosas, já que os maiores credores privados tinham consciência de que estas dívidas não foram contraídas em nome do interesse da população, mas para seu benefício próprio. "

Ler a totalidade do artigo no CADTM

sábado, 18 de abril de 2015

O FMI já fez 2,5€ Md de benefícios sobre os seus empréstimos à Grécia

Jubilee Debt Campaign mostra que o FMI já fez 2,5€ Md de benefícios sobre os seus empréstimos à Grécia desde 2010, e isto antes do pagamento de 462€ milhões de quinta-feira, 9 de Abril. Se a Grécia reembolsa o FMI na íntegra, este número ascenderá a 4,3€ Md em 2024.

O FMI aplica uma taxa de juros efectiva de 3,6% nos seus empréstimos á Grécia. Isto é muito mais que a taxa de 0,9%, que a instituição actualmente precisa para cobrir os seus custos. A esta taxa de juro, a Grécia teria pago 2,5€ Md a menos ao FMI.

O conjunto de todos os empréstimos a todos os países em crise de dívida entre 2010 e 2014, o FMI fez um lucro total de 8,4€ Md, do qual mais de um quarto provém da Grécia. Todo este dinheiro foi adicionado ás reservas do Fundo, totalizando um total de 19€ Md. Estas reservas são destinadas a cobrir os custos do não pagamento da divida. A dívida total da Grécia para o FMI é actualmente de 24€ Md.

Tim Jones, economista no Jubilee Debt Campaign, disse:

- Os empréstimos do FMI á Grécia não só têm recuperado os bancos que emprestaram irresponsavelmente, mas eles na verdade têm tirado ainda mais dinheiro ao País. Este juros usurários adiciona a dívida injusta imposta sobre a população Grega.





quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Jacques Sapir : Momento Nacional.

Jacques Sapir “Momento Nacional”. 11 de Fevereiro 2015

A delegação Grega é esperada esta quarta-feira 11 de Fevereiro para uma reunião com os Ministros das Finanças da zona Euro. Quinta-feira 12, será a vez dos chefes de governo se reunirem. Os rumores se espalham sobre o que Atenas poderia –ou não poderia- aceitar. Sabemos que o Ministro das Finanças da Alemanha declarou que o programa existente devia ser aplicado, o que rejeita categoricamente o Governo Grego. Quaisquer que sejam os resultados desta negociação, há uma coisa que visivelmente não foi tomada em conta por todos esses dirigentes europeus confinados na austeridade alemã: é o retorno do sentimento nacional.

A luta contra a Troika como uma luta de independência nacional.


Podemos constatar em todas as declarações feitas desde o 25 de Fevereiro à noite pelos novos eleitos gregos, e em particular por Alexis Tsipras e seu Ministro das Finanças, Yanis Varoufakis: a luta contra a “troika”, essa mistura de FMI, de Banco Central Europeu e Comissão Europeia, é veiculada como uma luta de independência nacional. A declaração feita por Yanis Varoufakis em 20 de Fevereiro, ou seja antes da eleição, o demonstra. Ele faz uma comparação clara entre a rejeição dos planos de austeridade impostos à Grécia e o que ele chama de “espírito do 28 de Outubro” : «O verdadeiro défice da Grécia, é um défice de dignidade. É por causa dessa falta de dignidade que nós aceitamos medidas estúpidas e isso alimentou um circulo vicioso de indignidade que, ela mesmo, conforta o descontentamento, o medo e o ressentimento. Tudo isto não está bem. Nós devemos reencontrar nossa dignidade, o espírito que, no 28 de Outubro de 1940 nos fez dizer “não” ao ultimato da Itália de Mussolini. Nesse momento, nós também não tínhamos nenhuns meios para dizer “não” e portanto nós o fizemos».


Imaginemos um Ministro das Finanças francês (ndt: ou “português” para o nosso caso) comparando a sua politica, se ela estivesse em ruptura com a politica da União Europeia, clamando pelo 18 Junho (ndt: ou “25 de Abril” para nós). Pois é disto que se trata. O Governo Grego tinha recebido da Itália de Mussolini um ultimato. Ele o rejeita e escolhe, apesar da diferença de forças aparentemente desfavorável, a opção de guerra. Assim, os Militares gregos retiveram as tropas italianas até à intervenção da Alemanha nazi. Para os Gregos, o 28 de Outubro é o equivalente do nosso 18 Junho (ndt: nosso 25 de Abril). Este é o nível de confrontação que o governo grego parece estar pronto. Isso justifica a aliança entre o SYRIZA e o partido de direita “anti-memorando” o AN.EL (os “Gregos Independentes”). Este acordo não é nenhuma “aliança devido ao azar” como afirmam certos jornalistas. É um verdadeiro acordo patriótico destinado a unir as forças existentes num combate para a dignidade do povo grego.

Ndt: o texto não foi traduzido na sua integralidade.                      Tradução: Gang da Ervilha


Há algum politico português que se digne de falar como este Homem ? Vamos ver se este Yanis Varoufakis atende os desejos da Nação que depositou confiança no Syriza... pessoalmente, duvido muito. Mas cá estaremos para ver.