O acordo de Schengen foi assinado em 1985, mas entra em vigor só a partir de 1995.
Das condições tratadas para cessar o acordo Schengen, figura o artículo 2 que diz o seguinte:
« O Tribunal de Justiça não tem competência, em caso algum, para se pronunciar sobre medidas ou decisões relativas à manutenção da ordem pública e à garantia da segurança interna. »
Deste modo a camela da Merkel reconhece com toda a evidência que errou, pois a chegada massiva de clandestinos perturbou a ordem pública e provocou insegurança interna! Muitas violações de jovens alemãs, roubos, faltas de respeito... Não é só questão de falta de acolhimento. Até porque para acolhe-los, nada mais fácil que mandar os alemães pobres saírem de suas habitações sociais para dar lugar aos clandestinos, e esses que se desenrasquem.
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quinta-feira, 17 de setembro de 2015
terça-feira, 18 de agosto de 2015
O verdadeiro objectivo da "terapia de choque" na Grécia.
12,5 milhões de Alemães vivem abaixo do limiar da pobreza. Apesar deste resultado desastroso, Angela Merkel pretende impor o "modelo Alemão" ao mundo inteiro. Michel Collon nalisa o exemplo da Alemanha.
Na verdade, o modelo Alemão não funciona. E é lógico: se se baixa os salários, se multiplica os empregos precários (viu-se mesmo pessoas receberem 1 euro á hora!), enfim se aumenta os benefícios das multinacionais ruinando os trabalhadores, o que lhes resta para comprar ? A quem essas mesmas multinacionais podem elas vender se não não existe poder de compra ? Os únicos beneficiários do modelo Alemão, são os acçionários das multinacionais exportadoras: Siemens, Thyssen, Mercedes, BASF. Os tais 1%.
Apesar desta falência, Merkel e as multinacionais alemãs exercem desde então chantagens odiosas para fazer baixar ainda mais o nível de vida dos trabalhadores gregos. Portanto, este já perderam enormemente: salários -37%, reformas -48%, consumo -33%. E todos os analistas com um pouco de reflexão o dizem: esta "terapia de choque" made in Berlin agravará a crise económica grega e diminuirá a capacidade do país para sair da crise.
Tudo isto, dizem-nos, "para ajudar os Gregos a reembolsar a divida". Falso por três razões:
A divida é ilegítima, mostrou Eric Toussaint, pesquisador internacional de dividas. Contraída pelos 1% Gregos que são cúmplices dos bancos alemães e internacionais, tal não serviu de proveito aos outros 99%.
A divida grega não é pior que a dos Estados-Unidos que toda a gente louva.
Os que deveriam reembolsar são: o banco americano Goldman Sachs que aldrabou expressamente os números da divida grega, Merkel e Sarkozy que venderam armas inúteis á Grécia em plena crise financeira, os bancos alemães que impuseram taxas de ladrão, Barroso que passava as suas férias com o riquíssimo armador grego Latsis e ao qual a sua Comissão disponibilizou 10 milhões de euros de subsídios, e a lista dos aproveitadores é ainda muito longa...
O verdadeiro objectivo desta terapia de choque não é a de ajudar os Gregos, mas de pô-los de joelhos. Com três objectivos diferentes:
Privatizar para roubar as empresas publicas, seus portos, suas ilhas turísticas. Para tentar resolver a crise, as sociedades alemãs pilham as sociedades estrangeiras.
Transformar a Grécia numa nova Roménia: deserto económico, e portanto um reservatório de mão de obra praticamente gratuita.
Fazer disso um exemplo para amedrontar os outros povos europeus que se revoltem contra esta política injusta. É questão de matar a esperança.
Depois dos Gregos, será a nossa vez (o autor refere-se á França). É tempo de desencadear uma protestação dos cidadãos europeus, para apoiar os gregos.
FONTE
Na verdade, o modelo Alemão não funciona. E é lógico: se se baixa os salários, se multiplica os empregos precários (viu-se mesmo pessoas receberem 1 euro á hora!), enfim se aumenta os benefícios das multinacionais ruinando os trabalhadores, o que lhes resta para comprar ? A quem essas mesmas multinacionais podem elas vender se não não existe poder de compra ? Os únicos beneficiários do modelo Alemão, são os acçionários das multinacionais exportadoras: Siemens, Thyssen, Mercedes, BASF. Os tais 1%.
Apesar desta falência, Merkel e as multinacionais alemãs exercem desde então chantagens odiosas para fazer baixar ainda mais o nível de vida dos trabalhadores gregos. Portanto, este já perderam enormemente: salários -37%, reformas -48%, consumo -33%. E todos os analistas com um pouco de reflexão o dizem: esta "terapia de choque" made in Berlin agravará a crise económica grega e diminuirá a capacidade do país para sair da crise.
Tudo isto, dizem-nos, "para ajudar os Gregos a reembolsar a divida". Falso por três razões:
A divida é ilegítima, mostrou Eric Toussaint, pesquisador internacional de dividas. Contraída pelos 1% Gregos que são cúmplices dos bancos alemães e internacionais, tal não serviu de proveito aos outros 99%.
A divida grega não é pior que a dos Estados-Unidos que toda a gente louva.
Os que deveriam reembolsar são: o banco americano Goldman Sachs que aldrabou expressamente os números da divida grega, Merkel e Sarkozy que venderam armas inúteis á Grécia em plena crise financeira, os bancos alemães que impuseram taxas de ladrão, Barroso que passava as suas férias com o riquíssimo armador grego Latsis e ao qual a sua Comissão disponibilizou 10 milhões de euros de subsídios, e a lista dos aproveitadores é ainda muito longa...
O verdadeiro objectivo desta terapia de choque não é a de ajudar os Gregos, mas de pô-los de joelhos. Com três objectivos diferentes:
Privatizar para roubar as empresas publicas, seus portos, suas ilhas turísticas. Para tentar resolver a crise, as sociedades alemãs pilham as sociedades estrangeiras.
Transformar a Grécia numa nova Roménia: deserto económico, e portanto um reservatório de mão de obra praticamente gratuita.
Fazer disso um exemplo para amedrontar os outros povos europeus que se revoltem contra esta política injusta. É questão de matar a esperança.
Depois dos Gregos, será a nossa vez (o autor refere-se á França). É tempo de desencadear uma protestação dos cidadãos europeus, para apoiar os gregos.
FONTE
segunda-feira, 6 de julho de 2015
OXI ! (por Jacques Sapir)
OXI !
A victória do "Não" no referendo é um evento histórico. Vai fazer data. Apesar das inúmeras pressões para um voto "Sim" tanto da parte dos médias gregos como dos dirigentes da União Europeia, com a agravante da organização do BCE de condições de pânico bancário, o povo grego fez entender a sua voz. Se fez entender contra as mentiras que foram veiculadas continuamente sobre a situação na Grécia estas últimas semanas. Nós teremos aqui algo a dizer sobre esses editorialistas que expressamente mascararam a realidade, deixando entender uma ligação entre o Syriza e a extrema-direita Aurora Dourada. Mentiras que não nos surpreendem mais, mas não as esqueceremos. O povo fez entender a sua voz com uma força rara, porque contrariamente ao que deixavam pensar as sondagens realizadas á saída das urnas, a victória do "Não" obteve-se com uma margem importante, por volta dos 60%. Isso reforça ainda mais o governo de Alexis Tsipras e deverá fazer meditar os seus interlocutores. Nós veremos rapidamente como será. Mas devemos dizer que as reacções, sejam de Martin Schulo (perdão, ler "Martin Schulz") no Parlamento Europeu, de Jean-Claude Juncker da Comissão, ou de Sigmar Gabriel, Ministro da Economia e aliado do SPD da Srª Merkel na Alemanha, não deixam entrever margem para optimismo.
Esta victória do "Não", também, e mais que evidente, soou a nostalgia na França. Ela teve lugar quase 10 anos depois do "Não", no nosso País (também na Holanda). Era questão nesse tempo, em 2005, do projecto do Tratado Constitucional Europeu. Este projecto foi rejeitado no nosso País por mais de 54% dos votos. Também nesse tempo, as campanhas dos médias e adeptos do "Sim" passaram todos os limites do razoável. Os adeptos do "Não" foram insultados de injúrias e ameaças. Mas eles se mantiveram. Daí data o divórcio, que não pára de aumentar, entre franceses e a casta mediática, divórcio que se lê nas estatísticas decadentes dos médias "oficiais" e na explosão da audiência de blogs, como este.
O voto marcou uma clara diferença entre o que pensavam os eleitores das classes populares e aqueles das classes mais ricas. Tinha-o qualificado então como a victória dos prolos ( termo relatio a "proletariado") sobre os bobos. Parece que assistimos a um fenómeno da mesma ordem na Grécia, pois que as zonas ricas de ATenas votaram "Sim" com mais de 80%, e foi numa proporção inversa que o "Não" ganhou nas zonas populares. O voto "Não" dos gregos é um éco directo do "Não" francês. Portanto após multiplas manobras, um texto quase similar, o "Tratado de Lisboa", foi adoptado no "congresso" anos mais tarde graças a uma aliança sem principio entre o UMP e PS ( UMP, actualmente "les Républicains", é o equivalente ao PSD da Coelhada). Desde então data a ruptura entre que se constata entre as elites políticas, mediáticas e os eleitores. Esta negação da democracia, esse roubo de um voto soberano, é uma profunda ferida para muitos franceses. A larga victória do "Não" grego vem acordar essa ferida e poderá impulsionar os eleitores a pedir contas de um passado que decidamente não passa.
O sentido de um "Não".
Mas tem de se compreender o profundo sentido deste "Não". Ele se opõe aos comportamentos anti-democráticos dos responsáveis do Eurogrupo, da Comissão Europeia ou do Parlamento Europeu. Ele desacredita pessoas como Jean-Claude Juncker, Dijssenbloem ou ainda Martin Schulz, o Presidente do Parlamento. Ele se opõe sobretudo á lógica que foi posta em obra desde o 27 de Junho, quando Dijssenbloem, Presidente do Eurogrupo, decidiu excluir o Srº Varoufakis, Ministro das Finanças grego, de uma reunião. Esse insensato gesto significava excluir a Grécia da zona Euro. Devemos então tomar atenção á estranha passividade do Ministro Francês, Michel Sapin. Aceitando ficar na sala, ele foi conivente do abuso de poder cometido por Dijssenbloem. Mesmo se o governo francês diz actualmente desejar que a Grécia fique na zona Euro, o comportamento de um dos seus eminentes membros, que para mais próximo do Presidente da Républica, vem trazer um desmentido, senão pelo menos deixa dúvidas sobre a realidade deste compromisso. O governo grego não pôde certamente de o deixar de notar. Assim nós ficamos excluídos de uma batalha onde a Alemanha, seja indirecta ou directamente, largamente inspirou as posições europeias.
O facto é que o BCE organizou durante a semana do 28 Junho ao 5 Julho. a asfixia financeira dos bancos gregos, provocando uma emoção compreensível no seio da população, isto é a prova que as Instituições Europeias não tinham em conta continuar as negociações com Alexis Tsipras, mas tentavam obter, seja a demissão voluntária, ou a destituição numa dessas assembleias enganosas que o regime parlamentar grego permite. O referendo foi também uma tentativa para se opôr a essas manobras. A victória do "Não" garantiu que o governo de Tsipras fique ao abrigo desse tipo de manobras.
Será possível uma retoma das negociações ?
Mas isso não significa que as negociações sobre a dívida grega, portanto necessárias, justificadas como o recorda um relatório do FMI oportunamente publicado apesar das tentativas de embargo por parte do Eurogrupo, podem retomar. Todos os economistas que examinaram este dossier, personalidades ilustres como Paul Krugman e Joseph Stiglitz (prémios Nobel), especialistas internacionais como James Galbraith ou Thomas Piketty, explicam desde á semanas que sem uma reestruturação da divida acompanhada de uma anulação desta ultima, a Grécia nunca poderá retomar o caminho do crescimento. E seria lógico acordar á Grécia o mesmo que, em 1953, foi acordado á Alemanha. Mas tem de ser rápido, sem dúvida em 48h, e não é dito que as Instituições Europeias, que tentaram impedir o relatório do FMI, o queiram. A declaração de Martin Schulz, Presidente do Parlamento Europeu, ou a de Sigmar Gabriel dizendo que tudo estava rompido, não augira nada de bom.
A decisão de Varoufakis de se demitir de seu posto de Ministro das Finanças criou espanto. Ele é sem dúvida, um dos grandes vencedores do referendo. Mas esta decisão é muito lógica. Sua substituição por Euclid Tsakalotos vai mais longe que uma simples concessão táctica acordada aos "credores". Foi assim que Varoufakis apresentou a sua demissão. Mas o novo Ministro poderia também significar a chegada de um homem mais apto a uma ruptura. Tsakalotos não esconde que ficou um "Eurocéptico". Não o mediram ainda muito bem a Bruxelas, mas Varoufakis era apaixonadamente ligado ao Euro e á ideia Europeia. Não é o caso de Tsakalotos. Este poderá trazer consequências muito importantes nos próximos dias.
No entanto, se o BCE não se decide a aumentar muito rapidamente o teto do acordo de urgência (ELA), a situação poderá rapidamente ser muito critica na Grécia e as negociações perderão todo sentido. Foi o que disse Tsipras na noite da victória do "Não". Um acordo poderá ser possível, se as duas partes o quiserem. Mas justamente, teremos de ter o direito á dúvida, e mais ainda, sobre as intenções das Instituições Europeias.
Se o BCE não aumenta o teto máximo do ELA, o governo grego não terá outra escolha. Ele deverá pôr em circulação "certificados de pagamento", que constituirão uma moeda paralela, ou tomar o Banco Central através de decreto (uma requisição) e forçá-lo a meter em circulação tantas notas como as que tem em reserva, como as que são conservadas nos bancos comerciais sob sua autorização. Se uma tomada do Banco Central seria totalmente justificado por causa do comportamento do BCE e do Eurogrupo que violaram o fundo como a letra dos Tratados, é mais +provável que a primeira opção será a escolhida. Em todos os casos, essa não era a posição de Yanis Varoufakis. Não sabemos á hora actual qual será a posição de Tsakalotos. Se o governo grego se decide então a emitir certificados de pagamento, isso conduziria rapidamente a um sistema de duas moedas na Grécia, e daqui a algumas semanas, pode-se pensar que uma da duas desapareceria. Seriamos confrontados á saída do Euro, o "Grexit". Convém aqui dizer que esta saída do Euro, seria totalmente da responsabilidade das Instituições Europeias.
Estará em curso a saída da Grécia do Euro ?
Tem de se lembrar que uma saída do Euro não passa obrigatoriamente por uma decisão clara e acordada. Esse ponto foi particularmente focado por Frances Coppola num artigo publicado pelo magazine Forbes. Pode resultar da lógica de circunstancias e reacções do governo grego face ao duplo jogo tanto do Eurogrupo que do BCE, que tem legalmente a responsabilidade de manter estável o sistema bancário nos Países da zona Euro, organize na realidade o estrangulamento dos bancos e suas falências.
=========================Em actualização
Fonte : Blog de Jacques Sapir
A victória do "Não" no referendo é um evento histórico. Vai fazer data. Apesar das inúmeras pressões para um voto "Sim" tanto da parte dos médias gregos como dos dirigentes da União Europeia, com a agravante da organização do BCE de condições de pânico bancário, o povo grego fez entender a sua voz. Se fez entender contra as mentiras que foram veiculadas continuamente sobre a situação na Grécia estas últimas semanas. Nós teremos aqui algo a dizer sobre esses editorialistas que expressamente mascararam a realidade, deixando entender uma ligação entre o Syriza e a extrema-direita Aurora Dourada. Mentiras que não nos surpreendem mais, mas não as esqueceremos. O povo fez entender a sua voz com uma força rara, porque contrariamente ao que deixavam pensar as sondagens realizadas á saída das urnas, a victória do "Não" obteve-se com uma margem importante, por volta dos 60%. Isso reforça ainda mais o governo de Alexis Tsipras e deverá fazer meditar os seus interlocutores. Nós veremos rapidamente como será. Mas devemos dizer que as reacções, sejam de Martin Schulo (perdão, ler "Martin Schulz") no Parlamento Europeu, de Jean-Claude Juncker da Comissão, ou de Sigmar Gabriel, Ministro da Economia e aliado do SPD da Srª Merkel na Alemanha, não deixam entrever margem para optimismo.
Esta victória do "Não", também, e mais que evidente, soou a nostalgia na França. Ela teve lugar quase 10 anos depois do "Não", no nosso País (também na Holanda). Era questão nesse tempo, em 2005, do projecto do Tratado Constitucional Europeu. Este projecto foi rejeitado no nosso País por mais de 54% dos votos. Também nesse tempo, as campanhas dos médias e adeptos do "Sim" passaram todos os limites do razoável. Os adeptos do "Não" foram insultados de injúrias e ameaças. Mas eles se mantiveram. Daí data o divórcio, que não pára de aumentar, entre franceses e a casta mediática, divórcio que se lê nas estatísticas decadentes dos médias "oficiais" e na explosão da audiência de blogs, como este.
O voto marcou uma clara diferença entre o que pensavam os eleitores das classes populares e aqueles das classes mais ricas. Tinha-o qualificado então como a victória dos prolos ( termo relatio a "proletariado") sobre os bobos. Parece que assistimos a um fenómeno da mesma ordem na Grécia, pois que as zonas ricas de ATenas votaram "Sim" com mais de 80%, e foi numa proporção inversa que o "Não" ganhou nas zonas populares. O voto "Não" dos gregos é um éco directo do "Não" francês. Portanto após multiplas manobras, um texto quase similar, o "Tratado de Lisboa", foi adoptado no "congresso" anos mais tarde graças a uma aliança sem principio entre o UMP e PS ( UMP, actualmente "les Républicains", é o equivalente ao PSD da Coelhada). Desde então data a ruptura entre que se constata entre as elites políticas, mediáticas e os eleitores. Esta negação da democracia, esse roubo de um voto soberano, é uma profunda ferida para muitos franceses. A larga victória do "Não" grego vem acordar essa ferida e poderá impulsionar os eleitores a pedir contas de um passado que decidamente não passa.
O sentido de um "Não".
Mas tem de se compreender o profundo sentido deste "Não". Ele se opõe aos comportamentos anti-democráticos dos responsáveis do Eurogrupo, da Comissão Europeia ou do Parlamento Europeu. Ele desacredita pessoas como Jean-Claude Juncker, Dijssenbloem ou ainda Martin Schulz, o Presidente do Parlamento. Ele se opõe sobretudo á lógica que foi posta em obra desde o 27 de Junho, quando Dijssenbloem, Presidente do Eurogrupo, decidiu excluir o Srº Varoufakis, Ministro das Finanças grego, de uma reunião. Esse insensato gesto significava excluir a Grécia da zona Euro. Devemos então tomar atenção á estranha passividade do Ministro Francês, Michel Sapin. Aceitando ficar na sala, ele foi conivente do abuso de poder cometido por Dijssenbloem. Mesmo se o governo francês diz actualmente desejar que a Grécia fique na zona Euro, o comportamento de um dos seus eminentes membros, que para mais próximo do Presidente da Républica, vem trazer um desmentido, senão pelo menos deixa dúvidas sobre a realidade deste compromisso. O governo grego não pôde certamente de o deixar de notar. Assim nós ficamos excluídos de uma batalha onde a Alemanha, seja indirecta ou directamente, largamente inspirou as posições europeias.
O facto é que o BCE organizou durante a semana do 28 Junho ao 5 Julho. a asfixia financeira dos bancos gregos, provocando uma emoção compreensível no seio da população, isto é a prova que as Instituições Europeias não tinham em conta continuar as negociações com Alexis Tsipras, mas tentavam obter, seja a demissão voluntária, ou a destituição numa dessas assembleias enganosas que o regime parlamentar grego permite. O referendo foi também uma tentativa para se opôr a essas manobras. A victória do "Não" garantiu que o governo de Tsipras fique ao abrigo desse tipo de manobras.
Será possível uma retoma das negociações ?
Mas isso não significa que as negociações sobre a dívida grega, portanto necessárias, justificadas como o recorda um relatório do FMI oportunamente publicado apesar das tentativas de embargo por parte do Eurogrupo, podem retomar. Todos os economistas que examinaram este dossier, personalidades ilustres como Paul Krugman e Joseph Stiglitz (prémios Nobel), especialistas internacionais como James Galbraith ou Thomas Piketty, explicam desde á semanas que sem uma reestruturação da divida acompanhada de uma anulação desta ultima, a Grécia nunca poderá retomar o caminho do crescimento. E seria lógico acordar á Grécia o mesmo que, em 1953, foi acordado á Alemanha. Mas tem de ser rápido, sem dúvida em 48h, e não é dito que as Instituições Europeias, que tentaram impedir o relatório do FMI, o queiram. A declaração de Martin Schulz, Presidente do Parlamento Europeu, ou a de Sigmar Gabriel dizendo que tudo estava rompido, não augira nada de bom.
A decisão de Varoufakis de se demitir de seu posto de Ministro das Finanças criou espanto. Ele é sem dúvida, um dos grandes vencedores do referendo. Mas esta decisão é muito lógica. Sua substituição por Euclid Tsakalotos vai mais longe que uma simples concessão táctica acordada aos "credores". Foi assim que Varoufakis apresentou a sua demissão. Mas o novo Ministro poderia também significar a chegada de um homem mais apto a uma ruptura. Tsakalotos não esconde que ficou um "Eurocéptico". Não o mediram ainda muito bem a Bruxelas, mas Varoufakis era apaixonadamente ligado ao Euro e á ideia Europeia. Não é o caso de Tsakalotos. Este poderá trazer consequências muito importantes nos próximos dias.
No entanto, se o BCE não se decide a aumentar muito rapidamente o teto do acordo de urgência (ELA), a situação poderá rapidamente ser muito critica na Grécia e as negociações perderão todo sentido. Foi o que disse Tsipras na noite da victória do "Não". Um acordo poderá ser possível, se as duas partes o quiserem. Mas justamente, teremos de ter o direito á dúvida, e mais ainda, sobre as intenções das Instituições Europeias.
Se o BCE não aumenta o teto máximo do ELA, o governo grego não terá outra escolha. Ele deverá pôr em circulação "certificados de pagamento", que constituirão uma moeda paralela, ou tomar o Banco Central através de decreto (uma requisição) e forçá-lo a meter em circulação tantas notas como as que tem em reserva, como as que são conservadas nos bancos comerciais sob sua autorização. Se uma tomada do Banco Central seria totalmente justificado por causa do comportamento do BCE e do Eurogrupo que violaram o fundo como a letra dos Tratados, é mais +provável que a primeira opção será a escolhida. Em todos os casos, essa não era a posição de Yanis Varoufakis. Não sabemos á hora actual qual será a posição de Tsakalotos. Se o governo grego se decide então a emitir certificados de pagamento, isso conduziria rapidamente a um sistema de duas moedas na Grécia, e daqui a algumas semanas, pode-se pensar que uma da duas desapareceria. Seriamos confrontados á saída do Euro, o "Grexit". Convém aqui dizer que esta saída do Euro, seria totalmente da responsabilidade das Instituições Europeias.
Estará em curso a saída da Grécia do Euro ?
Tem de se lembrar que uma saída do Euro não passa obrigatoriamente por uma decisão clara e acordada. Esse ponto foi particularmente focado por Frances Coppola num artigo publicado pelo magazine Forbes. Pode resultar da lógica de circunstancias e reacções do governo grego face ao duplo jogo tanto do Eurogrupo que do BCE, que tem legalmente a responsabilidade de manter estável o sistema bancário nos Países da zona Euro, organize na realidade o estrangulamento dos bancos e suas falências.
=========================Em actualização
Fonte : Blog de Jacques Sapir
sábado, 14 de fevereiro de 2015
Valeryi Korovine. Acordos de Minsk: sem garantia. Decisão de guerra...
Eis aqui a tradução de uma pequena parcela, de um artigo de Valeryi Korovine. Não é uma análise muito optimista, nem muito pessimista, apenas e simplesmente, realista.
Valeryi Korovine. Acordos de Minsk: sem garantia. Decisão de guerra...
Desde esta
quinta-feira (onte-ontem), 12 de Fevereiro 2015, no final da manhã, para
nós, Valeryi Korovine fornece uma análise «a quente» das
negociações que se terminaram em Minsk. Aqui está o texto que
surpreende pela visão oposta que ele propõe.
Ao aceitar as
negociações no formato «Normandia», o lado russo e as repúblicas
de Donetsk e Lugansk tentaram elevar o nível de maneira a atingir um
patamar de respeito para os acordos alcançados durante essas
negociações. Vendo o que se tornaram os anteriores acordos
assinados em Minsk, os nossos representantes se esforçaram para
garantir a boa execução dos presentes acordos, esperando que a
presença de destacados representantes ocidentais talvez oferecesse
esta garantia. Mas do meu ponto de vista, o actual formato «Normandia» contém um elemento sistémico que impede qualquer das
partes intervir como garante. Esta é a razão pela qual este
contrato não está assinado, embora concluído. Isto é simplesmente
dado ao feito de que nenhuma das partes é capaz de responder pelo
que Pietro Poroshenko será em medida, capaz de executar esses
acordos. Porque de facto, a Ucrânia já deixou de existir enquanto
Estado. Ainda existe de um ponto de vista nominal, nós estamos
habituados, o tomamos como uma referencia, mas na verdade, a pessoa
que senta-se em Kiev, desde o início, não controla toda a situação,
sem falar dos militares, milícias e forças da ordem, que nós
sabemos serem muito diversas. Trata-se dos ditos batalhões
punitivos, imediatamente subordinados aos oligarcas, como o «sektor
pravda» do maïdan, os ditos SBU, insatisfeitos, também eles, e com
falta de motivação para seguir as directivas de Kiev. Eles não
recebem de Kiev, nenhuma garantia, nem meios, nem ajuda, nem status
social. Para Poroshenko, a situação está fora de contrôlo; isto
significa que mesmo com a melhor vontade do mundo, ele não poderá
tomar a seu cargo nenhuma obrigação.
Depois de treze
horas de negociação, ainda estávamos em busca de uma forma de
mecanismo que assegurasse a observação de qualquer um, mesmo
qualquer um, item dos acordos. O conteúdo dos acordos não será
essencial. O essencial, é quem irá responder pela execução dos
acordos. Ninguém! Foram necessárias treze horas para compreênder
que ninguém garantirá o respeito dos acordos, e se os líderes
europeus o assinam, chegaremos tal e qual como no tempo de
Yanukovich, um maïdan. Serão como pálidos idiotas incapazes de nada executar do que foi acordado. É por isso que se trata de um
problema sistémico, e aqui, apesar de todas os apelos dos líderes
europeus, afirmando que o problema não pode ser resolvido pela
guerra, eu estou convencido do contrário. Este problema não pode
ser resolvido a não ser pela guerra, ao abrigo do qual a Ucrânia
deve ser limpa dos representantes da junta e dos «batalhões
punitivos» que massacram pessoas inocentes.
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015
Jacques Sapir : Acordo no Donbass.
Jacques Sapir, 12 de Fevereiro de 2015
Acordo no Donbass.
A reunião de Minsk
soldou-se por um acordo, embora frágil, mas que abre pela primeira
vez uma perspectiva de esperança para o povo do Donbass. Este acordo
deverá portanto, dar origem a um cessar-fogo que será aplicado no
domingo, 15 de Fevereiro às 00:00. É claro que grandes combates
podem ocorrer até essa data. No entanto, as condições políticas
marcam uma vitória significativa para os rebeldes, mas também -
mais subtilmente - para a Rússia.
Os termos do acordo.
O acordo prevê a
retirada de armas pesadas num raio de 50 a 150 km dependendo do
alcance e natureza dessas armas, a partir da actual linha de fogo
para as tropas de Kiev e da linha de cessar-fogo, do 19 de Setembro
de 2014 para os rebeldes. Isto só concerne as armas pesadas. Isso
significa que a verdadeira linha divisória será a actual linha de
fogo. Esta é uma vitória para os rebeldes. Organizando o recuo de
lançadores múltiplos de foguetes, este acordo irá impedir as
forças ucranianas de bombardear as áreas rebeldes, garantindo o
retorno à paz para a população de Donetsk, Lugansk e áreas
circundantes. Esta é uma segunda vitória para os rebeldes. Isto
será feito no prazo de 14 dias após o cessar-fogo, sob a supervisão
da OSCE.
Uma ampla amnistia
está prevista para todos os crimes e delitos cometidos em relação
com a situação e todos os presos deverão ser trocados (pontos 5 e
6). Forças estrangeiras, e mercenários devem abandonar o território
e ser desarmados sob a supervisão da OSCE (ponto 10).
Estão previstas
eleições em « conformidade com as leis da Ucrânia » nas regiões
insurgentes, mas o parlamento ucraniano (a Rada) deve votar dentro de
30 dias após a implementação do acordo um texto sobre o estatuto
especial destas regiões. A natureza exacta desse estatuto não é
especificada. Mas, está claro que vamos na direcção de um regime
de grande autonomia. Está especificado que uma nova Constituição
deve ser introduzida na Ucrânia antes do final de 2015 para
incorporar o princípio da descentralização como um elemento-chave
desta Constituição (pontos 9 e 11). As discussões devem ser feitas
com os representantes dos insurgentes. A « nota 1 » anexada ao
documento prevê entre outras :
. Direitos
linguísticos.
. Direitos das
autoridades locais de nomear designar os procuradores locais.
. Direito do governo
central para celebrar acordos específicos com estas regiões em
matéria de seu desenvolvimento sócio-cultural e económico.
. Reconhecimento
pelo governo central da cooperação transfronteiriça entre estas
regiões e a Rússia.
. Criação de uma
milícia dependente das autoridades destas regiões.
. A autoridade dos
eleitos não poderá ser questionada pelo parlamento ucraniano.
Uma vez as eleições
passadas e a nova Constituição votada (ponto 11), a autoridade do
governo será restaurada na fronteira com a Rússia. Este ponto pode
levar a graves confrontos com as autoridades dos rebeldes.
Globalmente, este
acordo acorda muito aos insurgentes, tudo em mantendo a aparência de
uma autoridade ucraniana em todo o território. Podemos pensar que,
se é aplicada e respeitada, conduzirá à criação de uma região
autónoma, com a sua própria polícia, suas próprias forças
armadas e uma relação especial com a Rússia. É um status próximo
da região autónoma do Curdistão, no Iraque.
As vantagens da Rússia.
A Rússia obteve que
a Ucrânia não entre na NATO nem na União Europeia. Que mais, no
texto preliminar ao acordo, ela obtém:
Eles asseguram igualmente as discussões trilaterais entre a UE, a Ucrânia e a Rússia para encontrar soluções prácticas ás preocupações levantadas pela Rússia no que diz respeito ao desenrolar do Acordo de Livre Comércio Completo e Aprofundado entre a Ucrânia e a UE.
Os dirigentes ficarão focados na perspectiva de um espaço humanitário e económico comum do Atlântico ao Pacifico fundado sobre o pleno respeito do Direito Internacional e os princípios da OSCE.
Este ponto é
importante. Volta-se a ter em conta as objecções da Rússia com o
acordo de livre comércio entre a Ucrânia e UE, e põe fim às
pretensões dos Estados Unidos « para isolar a Rússia ». A França
e a Alemanha se prontificam a reconstruir as infraestruturas dos
sistemas de pagamento, e a Ucrânia compromete-se a retomar o
pagamento das prestações sociais que foram suspensos para os
habitantes do Donbass. É incontestavelmente uma victória da Rússia.
A questão que resta
em suspenso é o de saber se este acordo será aplicado e respeitado.
Isso depende, em grande medida do que será a atitude dos Estados
Unidos. O fato de que estes não estiveram envolvidos no acordo lança
dúvidas sobre a sua vontade de alcançar uma paz duradoura na
Ucrânia. Este acordo é certamente imperfeito. Notoriamente frágil
em certos pontos e - a este respeito – na ausência de observadores
imparciais (se for a OSCE) o cessar-fogo é uma fonte de preocupação.
Mas ele existe, e isto é o essencial.
Mikhaïl L. Khazine «Putin, Lavrov: não haverá mais recuos».
Mikhaïl Khazine,
combina as suas competências económicas e geopolíticas para
analisar uma série de factos muito interessantes em matéria de
geopolítica que se desenvolveram nos últimos dias. Num artigo posto
online do 9 de Fevereiro no site (em lingua russa) World Crisis.
Em primeiro lugar,
arranjo nesta série de eventos a visita inesperada de Merkel e
Hollande, seguindo a visita de Lavrov durante a Conferencia sobre
Segurança, e finalmente a declaração de Serguei Karaganov. Tudo
isto merece ser analisado e começo pela declaração de Karaganov na
medida em que ultimamente, suas declarações públicas são raras.
Fervoroso adepto do
Ocidente, se absteve de toda a tomada de posição intelectual
radical e tentou nos últimos anos não atrair a atenção. Razão
pela qual sua declaração é de uma certa importância para ser
examinada. Ele se exprimiu da seguinte maneira: «Nós queremos que
nossos parceiros e vizinhos compreendam que o jogo que eles jogam
desde à 20 anos acabou. Nós traçamos o perímetro dos nossos
interesses geopolíticos e lutaremos por esta zona de tal forma que
poucos o imaginam». Na verdade, o contexto desta afirmação, e a
escolha da pessoa que a emitiu significa inequivocamente que
Karaganov nada mais faz que comunicar uma informação para aqueles
que hoje são chamados de «nossos parceiros».
Lembro aqui a minha
análise da intervenção de Putin na sessão do Clube Valdai,
durante o qual ele, ao que parece, enviou um ultimato aos Estados
Unidos: se eles não pararem sua política imperialista, a Rússia
será obrigada a pôr fim a uma colaboração que terá perdido seu
significado e adoptar uma política mais dura. A julgar pelos
acontecimentos, esse momento chegou.
Sobre um ponto de
vista teórico, a atitude de Putin não parece lá muito razoável. A
situação económica do país é quase catastrófica e a catástrofe
é organizada por um grupo de altos-funcionários pró-americanos,
que até agora têm dirigido a economia da Rússia. Temos todas as
razões para acreditar que eles vão continuar esse trabalho (e por
que não?) tendo como resultado o fecho das ultimas empresas de
construção mecânica do pais, o PIB vai cair, as reservas cambiais
diminuirá. O nível de vida da população também diminuiu, e
continuará a diminuir.
A Rússia tem poucos
aliados. Os Estados Unidos dedicaram muita energia para isso, e o
declaram abertamente. As esperanças de cooperação com a China se
revelaram bastante ilusórias (facto que os especialistas tinham avisado o
poder, mas este se fez surdo), os preços dos produtos petrolíferos
(e nossas receitas) diminuem, na Ucrânia, uma guerra em grande
escala se anuncia gradualmente. Além disso, e neste caso é o mais
desagradável, falta-nos uma «imagem de vitória», nesta guerra.
Sem tal imagem, não conseguiremos, e parece estranho ter um discurso
positivo. E é precisamente a ausência desta imagem que prova não
haver nenhum «plano secreto de Putin, para a vitória». Apenas é
questão, de temporárias temporárias, tácticas, ás acções do
Ocidente. Por outro lado, já é muito bom não assinar uma
capitulação imediata, como era costume entre 1990 e 2000.
Aqueles que
desejarem tomar consciência da obstrução manifestada a Lavrov em
Munique. Porque repentinamente uma tal obstrução? Se nós somos
supostos, como é hábito, perder, então por que veicular todo esse
ódio? E além disso, formulada de forma tão propagandista. Era
previsivel que estas pessoas soltassem a cólera e que isso não foi
um cenário acordado de avanço. Lavrov expressou coisas
desagradáveis para o Ocidente, mas coisas já conhecidas à muito
tempo e além disso, coisas lógicas. Isso parecia uma pequena
resposta bem elaborada, mas então porquê a obstrução? Qual era o
sentido ? Demonstrar que Lavrov seria persona-non-grata ? Ele, o
Ministro dos Negócios Estrangeiros ? Uma pessoa dependente ? Que
delírio ?
Uma questão se põe.
Vou tentar responder. Esta resposta é que a situação económica
dos Estados Unidos não é mais favorável do que a da Rússia,
talvez bem pior (em todos os casos do ponto de vista psicológico).
É precisamente sob
esta perspectiva que a sabotagem dos acordos de Minsk, pelo regime de
Kiev é compreensível: os Estados Unidos compreenderam que têm
pouco tempo e decidiram forçar a solução da questão do Donbass.
Se ocorrer uma recessão, ser-lhes à extremamente difícil apoiar
Kiev. E sem apoio, a Ucrânia entrará em colapso muito rapidamente
(a UE também não dará dinheiro), coisa que não convém ao
Ocidente. Em conformidade com o costume de que a Rússia acabará por
ceder, os Estados Unidos lançaram a última ofensiva.
Tenho tendência a
considerar que as intervenções de Lavrov e Putin (na assembleia dos
sindicatos) demonstraram claramente que não haverá nenhum recuo.
Isso significa que os Estados-Unidos vão ter de se bater
seriamente... Que nas condições caracterizadas pela crise que se
anuncia pode vir a ser muito perigoso. E cair no momento onde o mundo
vai ver que a crise começou no seguimento das acções da Rússia. E
sua autoridade crescerá consideravelmente. Mas de todas as maneiras,
quem vai compreender ? Nas condições actuais, os Estados-Unidos
precisam disso ?
Como conclusão
geral de tudo isto (isto é puramente uma previsão especulativa, com
base num sentimento pessoal que sobre factos), uma luta está
ocorrendo não entre um pais forte e um país fraco, ou entre um país
forte e um país que está a recuperar, mas entre dois países muito
fracos. Claro, um deles é formalmente muito mais forte do que o
outro, mas a quantidade de tarefas um deles se encarregou é
substancialmente maior. E de maneira geral, tanto de uma parte como
de outra não há practicamente mais recursos para uma tal
confrontação.
FONTE Tradução: Gang da Ervilha
Será muito interessante ver o desenvolvimento dos acontecimentos depois dos acordos de Minsk, ontem. Os Estados-Unidos continuam a manter seus colaboradores enviados para enquadrar Kiev na guerra contra o Donbass. Deduz-se assim que Kiev aproveitará, como antes o fez, para reorganizar suas tropas e repartir para mais uma (derrota!). Portanto tudo leva a crer que os últimos acordos não vão solucionar absolutamente nada. E pelos vistos a Rússia mais uma vez vai ter de pôr mãos à obra e dar mais uma palmadinha a Kiev e ao Tio Sam... que aparentemente não aprenderam a lição. É que apesar das sanções económicas contra os interesses russos, principalmente a baixa de preço do petróleo,e os constantes ataques ao rublo, que também lesaram enormemente a economia americana e europeia, a Rússia conseguiu resistir, mesmo tendo ficado enfraquecida no plano económico. Ora, talvez seja de esperar que os Estados-Unidos mudem de táctica. Porque soberbos como eles são, de certeza absoluta que vão tentar mais uma vez um golpe através de seus lacaios de Kiev e Bruxelas. Os EUA, meteram-se numa aventura muito perigosa, tentar algo contra a Rússia não é bem a mesma coisa que ter tentado algo contra o Iraque de Saddam Hussein... isto atendendo aos rumores de um possível fornecimento massivo de armas ás tropas ucranianas.
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