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terça-feira, 8 de setembro de 2015

Mulheres Cristãs pegam nas armas para defender a Síria

 
Face ao abandono do mundo inteiro, eis aqui as milícias cristãs no nordeste da Síria a treinar mulheres, mães de família a manipular as armas.




Impressionante! Enquanto esses jovens com idade para defender as suas terras desertam, mulheres de coragem e óh quão valorosas, tentam se adestrar no manejo de armas com a firme intenção de defender os seus e a sua amada Pátria, até onde Deus lhes permita resistir.

Eu sei que é fácil criticar quando se está deste lado da barricada, sossegado da vida, mas estas mulheres estão exactamente no lado contrário da barricada e falam, dão o exemplo a seguir a todos esses  que não têm amor á Pátria. Nem de longe nem de perto me refiro ás crianças, mulheres e idosos, mas a toda a juventude com força e vigor para lutar ao lado das forças de al-Assad, defender as suas terras contra os terroristas financiados pelo Ocidente. Mas ao invés disso, preferem antes a fuga...a cobardia.

FONTE                                                                                              

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

A falsa «crise dos refugiados»

A falsa «crise dos refugiados»

Thierry Meyssan

Enquanto os média europeus provocam comoção mostrando fotografias de uma criança afogada e reportagens sobre multidões atravessando os Balcãs a pé, Thierry Meyssan mostra que estas imagens são fabricadas. Claro, elas servem os propósitos do patrão dos patrões alemães, Ulrich Grillo, e da Otan. Mas elas não dão conta do fenómeno no seu conjunto e conduzem os Europeus a respostas desadaptadas.

A parte esquerda desta fotografia foi repetidamente publicada pela imprensa atlantista. A vítima, uma criança síria curda, Aylan Kurdi, é suposta ter sido devolvida pelo mar. No entanto, o seu cadáver está perpendicular às ondas em vez de lhes ser paralela. A presença, sobre a parte direita da imagem, de um fotógrafo turco oficial confirma a ideia de uma encenação. Ao longe, distinguem-se alguns banhistas.

Uma onda de emoção submergiu, brutalmente, as populações vivendo no espaço da Otan. De repente, elas tomaram consciência do drama dos refugiados no Mediterrâneo; uma tragédia que dura há vários anos perante a indiferença geral permanente.

Esta reviravolta é devida à publicação de uma fotografia mostrando uma criança afogada, atirada a uma praia turca. Pouco importa que esta imagem seja uma grosseira montagem: o mar rejeita os cadáveres paralelamente às ondas, nunca de forma perpendicular. Pouco importa que ela tenha sido, instantaneamente, reproduzida nas «actualidades» de quase todos os jornais da zona da Otan, em menos de dois dias. Afinal estão sempre a a dizer que a imprensa ocidental é livre e pluralista.

Prosseguindo no mesmo registo, as televisões multiplicaram as reportagens sobre o êxodo de milhares de Sírios, a pé, através dos Balcãs. Uma atenção especial foi dada à travessia da Hungria, que, primeiro, construiu até uma inútil barreira em arame farpado, depois multiplicou as decisões contraditórias de modo a que se pudesse filmar multidões caminhando ao longo de vias férreas, e tomando comboios(trens-br) de assalto.

«Reagindo» à emoção que provocaram nos seus concidadãos, os dirigentes europeus «surpresos» e entristecidos desfizeram-se sobre a maneira como irão levar socorro a estes refugiados. António Guterres, antigo presidente da Internacional Socialista e actual Alto-Comissário das Nações Unidas para os Refugiados, convida-se para tal debate, defendendo : «a participação obrigatória de todos os Estados membros da UE. Segundo as estimativas preliminares, os países europeus têm uma necessidade potencial de aumentar as oportunidades de reinstalação em 200 000 lugares», declara ele.

Qual é afinal o real problema, quem o instrumentaliza e com que finalidade ?

Os refugiados do Mediterrâneo

Desde as «Primaveras árabes», em 2011, o número de pessoas tentando atravessar o Mediterrâneo e entrar na União Europeia aumentou consideravelmente. Mais do que dobrou e elevou-se em 2014 a 626 000.





Fluxo de migrantes para a União Europeia (em centenas de milhares)
Fonte : Eurostat

No entanto, contrariamente a uma ideia espalhada, não se trata aqui de uma vaga nova e ingerível. Em 1992, quando a União era composta por apenas 15 dos 28 estados actuais ela albergou ainda mais: 672 000 para um total de 380 milhões de habitantes. Existe, pois, uma margem considerável antes que os migrantes desestabilizem a economia europeia e os seus 508 milhões de habitantes actuais.

Em mais de dois terços estes migrantes são homens. Segundo as suas declarações, mais da metade de entre eles têm entre 18 e 34 anos. Em geral, não se trata portanto de famílias.




Proporção de homens entre os migrantes entrados na União em 2014.Fonte : Eurostat

Contráriamente à ideia actualmente martelada pelos média(mídia-br), apenas menos de um terço são refugiados, fugindo de zonas de guerra: 20% são Sírios, 7% Afegãos e 3% Iraquianos.

Os outros dois terços não vêem de países em guerra e são sobretudo migrantes económicos.

Por outras palavras, o fenómeno das migrações só marginalmente está ligado ás «Primaveras Árabes» e ás guerras. Os pobres deixam os seus países, e tentam a sua sorte nos países ricos, em virtude da ordem pós-colonial e da globalização. Este fenómeno, depois de ter regredido de 1992-2006, recomeçou e amplifica-se progressivamente. Representa actualmente apenas 0,12% anual da população da UE, ou seja – se fôr corretamente gerido— não apresenta nenhum perigo a curto prazo para a União.





O presidente da Federação da indústria alemã, Ulrich Grillo, pretende 800. 000 trabalhadores estrangeiros suplementares na Alemanha. Uma vez que os acordos europeus o interditam, e a opinião pública é hostil a isso , ele participa na encenação da «crise dos refugiados» afim de fazer evoluir a regulamentação.

Colocam os migrantes algum problema ?

Este fluxo de migrantes inquieta as populações europeias, mas é aplaudido pelo patronato alemão. Em dezembro de 2014, o «patrão dos patrões» alemães, Ulrich Grillo, declarou à DPA, mascarando hipócritamente os seus interesses por trás de bons sentimentos: «Nós somos desde há muito um país de imigração, e devemos continuar a ser». «Enquanto país próspero, e também por amor cristão ao próximo, o nosso país deverá permitir-se acolher mais refugiados». E, ainda mais : «Eu distancio-me, muito claramente, de neo-nazis e de racistas que se reúnem em Dresden e em outros lados». Mais a sério: «Devido à nossa evolução demográfica, nós garantimos o crescimento económico e a prosperidade com a imigração» [1].

Este fluxo de migrantes inquieta as populações europeias, mas é aplaudido pelo patronato alemão. Em dezembro de 2014, o «patrão dos patrões» alemães, Ulrich Grillo, declarou à DPA, mascarando hipócritamente os seus interesses por trás de bons sentimentos: «Nós somos desde há muito um país de imigração, e devemos continuar a ser». «Enquanto país próspero, e também por amor cristão ao próximo, o nosso país deverá permitir-se acolher mais refugiados». E, ainda mais : «Eu distancio-me, muito claramente, de neo-nazis e de racistas que se reúnem em Dresden e em outros lados». Mais a sério: «Devido à nossa evolução demográfica, nós garantimos o crescimento económico e a prosperidade com a imigração» [1].
Contráriamente a uma ideia feita, os migrantes económicos não colocam problema de identidade à Europa, fazem é falta nos seus países de origem. Mas, ao contrário, colocam um problema social na Alemanha, onde, devido à política inspirada, nomeadamente, por Ulrich Grillo, a classe operária é já vítima de uma exploração brutal.
Por todo o lado, aliás, não são os migrantes económicos, mas, sim, o subsequente reagrupamento familiar que levanta problemas.


Quem fabrica a actual imagem da «crise de refugiados» ?

Desde o início do ano a passagem da Turquia para a Hungria que custava 10.000 dólares baixou para 2.000 dólares, por pessoa. É claro que alguns passadores são esclavagistas, mas muitos buscam, simplesmente, fornecer um serviço a pessoas em aflição. Seja como fôr, quem paga a diferença?

Além disso, se no início da guerra contra a Síria o Catar imprimia e distribuía aos jiadistas da al-Qaida falsos passaportes sírios, para que eles pudessem convencer os jornalistas atlantistas que eram «rebeldes» e não mercenários, passaportes sírios falsos são agora distribuídos por certos passadores a migrantes não-sírios. Os migrantes que os aceitam pensam, muito justamente, que estes documentos falsos facilitarão o seu acolhimento na União. Com efeito, tendo os Estados membros da União fechado as suas embaixadas na Síria – salvo a República Checa e a Roménia—, não lhes é mais possível verificar a autenticidade destes passaportes

Há seis meses atrás, eu espantava-me com a cegueira dos dirigentes da União que não viam a vontade dos Estados Unidos em enfraquecer os seus paises, e nomeadamente com uma «crise de refugiados» [2]. No mês passado, o magazine Info Direkt afirmou que, segundo os serviços de Inteligência austríacos, a passagem para a Europa de refugiados sírios era organizada pelos Estados Unidos [3]. Esta imputação ainda precisa ser verificada, mas constitui, desde logo, uma hipótese a levar a sério.

No entanto, todos estes acontecimentos, e estas manipulações, não teriam qualquer gravidade se os Estados membros da União colocassem um fim ao reagrupamento familiar. O único real problema não seria então a entrada dos migrantes, mas a sorte dos que morressem na passagem, ao atravessar o Mediterrâneo. Ou seja, a única realidade que não mobiliza nenhum dirigente europeu.


Que prepara a Otan ?

De momento a Otan, quer dizer o braço armado internacional dos Estados Unidos, não se mexeu. Mas, segundo as suas novas missões, a Aliança Atlântica reserva-se a possibilidade de intervir militarmente logo que surjam migrações importantes
abendo nós, que apenas a Otan é conhecida por dispôr da capacidade de espalhar uma intoxicação de "actualidades" em todos os quotidianos dos seus Estados membros, é altamente provável que ela esteja por trás da campanha actual. Por outro lado, a assimilação de todos os migrantes à qualidade de refugiados fugindo de zonas de guerra, e a insistência sobre a suposta origem síria destes migrantes, leva a pensar que a Otan prepara uma ação pública ligada à guerra que ela secretamente conduz contra a Síria.

[1] «Allemagne : le patronat veut plus de réfugiés» («Alemanha : o patronato quer mais refugiados»- ndT), AFP, 23 décembre 2014.
[2] “A cegueira da União Europeia face à estratégia militar dos Estados Unidos”, Thierry Meyssan, Tradução Alva, Rede Voltaire, 27 de Abril de 2015.
[3] “Insider : Die USA bezahlen die Schlepper nach Europa !”, Info Direkt, 5. August 2015. “Acusam os Estados Unidos de financiar o êxodo de refugiados para a Europa”, Tradução Alva, Rede Voltaire, 16 de Agosto de 2015.

FONTE

Os protocolos de Mayer Rothschild (1773) - 1ª parte

Esta parece ser a génese de todos os ditos "Protocolos talmudistas" que serão constantemente actualizados e postos em dia ao longo dos séculos. Ao que tudo indica, pelo menos do conhecimento público, as últimas actualizações parecem ser os quase desconhecidos "Protocolos de Toronto" e "Projecto Aurora Vermelha", este último, data de á cerca de 30 anos atrás e ao que parece é o seguimento dos ditos "Protocolos de Toronto", que ambos impressionam pela precisão matemática de todos os eventos até ao dia de hoje. Nota-se sobretudo á leitura do "Projecto Aurora Vermelha" que os planos talmudistas estão atrasados, pois pensavam poder implementar a Nova Ordem Mundial no fim do século passado. Creio a título pessoal, que foi a mão do Cristo que baralhou seus planos, pois se pensam com egoísmo poder estar acima das Leis Divinas, o tiro sair-lhes á pela culatra tantas vezes que Deus assim  entenda, pois Ele é Misericordioso e Magnânimo para com o ser humano.

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Nesta 1ª parte serão apresentados os 10 primeiros pontos de um total de 25. A tradução foi efectuada pessoalmente pelo autor do blog a partir do livro de William Guy Carr "Pawns in the game". As notas existentes não constam no livro, mas são complementos acrescentados pelo autor do blog, assinaladas por «Notas do Traductor» ou «NdT».
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Os protocolos de Mayer Rothschild (1773)

Em 1773, Mayer Rothschild, ainda só com 30 anos, convida cerca de vinte homens ricos e influentes a reencontrá-lo em Francfort. O objectivo era de os convencer a reagrupar todas as suas capacidades, eles poderiam assim financiar e controlar o Movimento Revolucionário Mundial, utilizá-lo como "Guia de Acção" e ganhar o controlo absoluto das riquezas, dos recursos naturais e o potencial humano do mundo inteiro.

«Notas do traductor- alguns autores afirmam que em vez de "20 convidados" eles seriam apenas "12 convidados".  Também conhecidos como os "Sábios de Sião". Esta organização viria dar origem aos ditos "Illuminatis" cuja braço se perpetua até hoje através da sociedade secreta "Skull & Bones" segundo o pesquisador Anthony Sutton. Ainda segundo este, todas as outras organizações secretas, tais o CFR, Bilderberg, Trilateral, são em efeito organismos exteriores cujo núcleo central são os Skull & Bones.»

Rothshild lhes revela então como a Revolução Inglesa tinha sido organizada, mas apontou também as falhas e erros que tinham sido cometidos. O período revolucionário tinha sido muito longo e a eliminação dos reaccionários não tinha sido executada com suficiente rapidez e rigor. O reino do terror, pelo qual se deveria realizar rapidamente a opressão das populações não tinha sido dirigido como deveria ser. Apesar de todas essas faltas, o primeiro objectivo da Revolução tinha sido realizado: os Banqueiros que tinham provocado essa revolução controlavam a economia nacional e tinham agravado a dívida nacional, intrigando durante anos á escala internacional, sobretudo para emprestar dinheiro destinado a financiar guerras e rebeliões.

Baseando os seus argumentos na lógica e um raciocínio rigoroso, Mayer Rothshild sublinha que os resultados financeiros obtidos após a Revolução Inglesa não eram nada comparados com os ganhos esperados após uma Revolução em França: o acordo concluído permitiria a unidade no objectivo e realização de tudo o que ele tinha minuciosamente pensado, assim como tudo o que tinha revisto do plano de revolução. O projecto seria apoiado por toda a poderio que poderia representar os recursos disponíveis em comum. O contrato foi assinado, e Mayer Rotschild divulga o seu plano revolucionário. Pelas manipulações astuciosas de suas riquezas, seria possível criar situações económicas tão desastrosas que as populações, pelo desemprego, seriam reduzidas a um estado próximo de carência alimentar. Seria então possível responsabilizar esses desastres ao Rei, á Nobreza, á Igreja, aos Industriais e empregadores, utilizando uma propaganda bem perspicaz. Ter-se ia de remunerar os propagandistas que excitassem os sentimentos de ódio e vingança contra as classes dirigentes, apresentando todos os casos, verdadeiros ou não, como extravagancia, conduta indecente, injusta, opressiva e de persecução. Inventariam assim escândalos para sujar a reputação daqueles que poderiam se opor a seus planos.

Quando da introdução geral e afim de suscitar um acolhimento entusiasta para o complot que ele queria por á prova, Rothschild toma um manuscrito e começa a ler um plano de acção minuciosamente preparado. É este plano que se vai seguir e pelo qual me asseguraram que era uma versão condensada do complot pelo qual os conspiradores esperavam apoderar-se do controlo absoluto e sem partilha das riquezas, dos recursos naturais e do potencial humano do mundo inteiro:

1) O conferencista começa a revelar o complot declarando que, pois que a maioria dos homens tinha uma inclinação para o "Mal" em vez do "Bem", poder-se ia obter melhores resultados, no domínio do governo, pelo uso da violência e do terrorismo e não por discussões académicas. O conferencista em seguida parte do raciocínio que ao começo, a sociedade humana tinha sido submetida á força brutal e cega que depois viria a ser a LEI. Pretendia que a LEI não passava de Força sob a forma de máscara e concluiu que "pelas leis da natureza, o direito reside na força".

2) Ele sublinha que a liberdade política era uma ideia e não um feito e declara que afim de usurpar o poder político, tudo o que era necessário executar, era pregar o Liberalismo de maneira a que o eleitorado em busca de uma "ideia" acorde alguns de seus poderes e prerrogativas que os conjurados anulariam em proveito próprio.

3) O conferencista assegura que o poder do Ouro tinha caducado e usurpado a dos dirigentes liberais (1773). Ele recorda aos seus auditores que houve uma época onde a Fé reinava mas declara que uma vez a Fé substituída pela Liberdade, o povo não saberia como utilizá-la com moderação. Pretendendo que por causa, seria lógico impor a realização de uma ideia de Liberdade que generalizaria a "Luta de Classes". Recordando  que não era importante para o sucesso do Plano que os governos estabelecidos fossem destruídos por inimigos interiores ou exteriores, pois o vencedor deveria por necessidade assegurar-se do apoio do "Capital", que " está plenamente nas nossas mãos".

«Nota do traductor - note-se aqui a ideia da "Luta de Classes" desenvolvida posteriormente por Karl Marx»

4) Pretendia que a utilização de um só ou todos estes meios para atingir o objectivo final era justificado: o homem político que governa segundo o código moral não faz prova de habilidade, e mostra-se vulnerável, pois está numa posição instável no trono. "Aqueles que desejem tomar o poder devem ter recurso á astúcia e á duplicidade porque as grandes qualidades nacionais como a sinceridade e a honestidade são vícios na política".

5) Ele assegura: "Nosso direito reside na força. A palavra Direito é um conceito abstracto que nada prova: meti ao ponto um novo Direito...aquele de atacar pelo Direito do mais forte e de desordenar todas as forças da ordem e regulamentação, aquele de reconstruir todas as instituições existentes e ser o Senhor de todos aqueles: todos os que nos abandonarem voluntariamente seus Direitos e poderes pelo puro Liberalismo".

6) Em seguida adverte seus auditores nestes termos: "O poder de nossos meios deve ficar invisível até ao momento que tenha adquirido força suficiente para que nenhuma astúcia ou força o possa destruir". Declara então que todo o desvio da "Linha" do plano estratégico que dava a conhecer arriscaria naufragar o TRABALHO DE TANTOS SÉCULOS.

«Nota do Traductor - parece aqui que algo já existia bem anteriormente, aqui pensa-se que os talmudistas se refiram ao combate desde há 2000 mil anos contra o Cristianismo. Um autor no entanto evoca organizações anteriores no seu livro "Under the Sign of the Scorpion p.22" e que Mayer nada mais fez que reactivar os "Iluminati" no seu tempo, organização que existira anteriormente no tempo dos Marranos e Conversos, então denominada os "Alumbrados" - "Iluminados".

7) Ele recomenda em seguida a utilização da "Psicologia de massa" para obter o controlo das populações. Partiu do raciocínio que a "força" das massas é cega, sem sentido, sem razão e sempre á mercê de uma sugestão vinda de qualquer partido. "Só um dirigente totalitário poderia dirigir eficazmente uma população porque sem autoridade absoluta a civilização não pode existir: ela é produzida não pelas massas mas pelo seu guia, seja ele qual for". Previu que "no momento em que as populações adquirissem a inevitável Liberdade, rapidamente se daria a anarquia".

«Nota do traductor- é aconselhável a leitura do livro "Propaganda" do autor  Edward Bernays de 1928 para bem compreender a manipulação de massa. Outros livros mais actuais desenvolvem o assunto mais meticulosamente sob o prisma da psicologia humana, tais como "Neuroschiavi" existente em versão italiana e francesa.»

8) Recomenda o emprego do álcool, da droga, da corrupção moral e toda a espécie de vicio que seus agentes deveriam fomentar para corromper a moral á juventude de todas as nações. Aconselha o treinamento de agentes especiais para certas funções ou empregos: tutores, lacaios, governantes, empregados. As mulheres da organização frequentariam os locais de distracção habituais dos Goyim. "Quanto a estes últimos, conto sobre as ditas Senhoras da sociedade que voluntariamente sejam elementos da corrupção e da luxúria. Nós não devemos dirigir nosso olhar á corrupção, ao engano, á traição tanto que elas sirvam á execução de nossos objectivos".

9) Abordando a política afirma que eles tinham o Direito de conquistar a propriedade por todos os meios e sem hesitação através de uma conquista pacífica, nosso Estado tem o direito de substituir os horrores da guerra, as sentenças de morte menos perceptíveis e mais satisfeitas que são necessárias á conservação do Terror necessário para obter das pessoas uma submissão cega.

10) Sobre a utilização de slogans, ele diz: "Em tempos agora revolucionários, nós fomos os primeiros a inculcar ás massas os princípios de "Liberdade" de "Igualdade" e de "Fraternidade"...palavras repetidas até hoje pelos estúpidos papagaios; palavras que os pretensos conselheiros dos Goyim não podem representar-se na sua abstracção e não podem perceber a contradição no seu significado e sua correlação". Ele lembra as palavras que se devem repetir ás orelhas das "legiões que portam nossos ideais com entusiasmo". Parte então do raciocínio que não existe lugar na natureza para a "Igualdade", a "Liberdade" ou a "Fraternidade" e declara: "Nós estabelecemos a aristocracia do Dinheiro sobre as ruínas da aristocracia natural e genealógica dos Goyim...A essência desta aristocracia, é a Riqueza que depende de nós."

«Nota do traductor- muito interessante tomar em consideração os ideais da Répública Francesa "Liberdade, Igualdade, Fraternidade", Guy Carr desenvolve bem os meandros da conspiração contra o então Reino de França - a Filha da Igreja- a então massiva propaganda panfletária que visou a manipular  a vontade do povo para a revolução de origem maçónica financiada na obscuridade pelos Illuminati.»

Continuação na 2ª parte

sábado, 5 de setembro de 2015

A tragédia dos "Wolfskinder" na Alemanha do após-guerra

O termo alemão "Wolfskinder" -literalmente "criança-lobo", ou "pequeno lobisomem"- designa os órfãos de guerra alemães que, após a capitulação do Terceiro Reich, foram deixados a eles mesmos e que, em busca de comida fora das fronteiras alemãs, erraram em países estrangeiros, sobretudo na Polónia, na Lituânia e União-Soviética (na zona da Prússia Oriental anexada pela URSS). Seu número se eleva a vários milhares de crianças e sua sorte quase sempre horrível. Muitos dos  "Wolfskinder", as "crianças-lobo" morreram de fome, foram assassinados, violados, maltratados ou explorados como escravos. Algumas centenas dentre eles foram recolhidos por famílias lituanas (quase sempre sem filhos), sendo depois adoptados. Eles perderam assim suas identidades alemãs. Depois da famosa "Wende", a "viragem", quer dizer após a queda da URSS e do Muro de Berlin, as autoridades alemãs oficiais mostraram pela primeira vez interesse por essas "crianças-lobo" que entretanto já eram quarentões ou quinquagenários. Os médias também lhes consagraram sua atenção.

A pedido do canal de televisão ZDF, a jornalista Ingeborg Jacobs realizou uma série de três documentários, intitulado "Kinder der Flucht" (Crianças do Êxodo). Este documentário foi difundido em 2006 e suscitou enorme interesse. A terrível sorte dos "Wolfskinder" suscitou uma emoção geral em todo o país. No seu documentário, a jornalista e realizadora Ingeborg Jacobs, retrata um o caso terrível de Liesabeth Otto, que tinha 7 anos em 1945. Mas Ingeborg Jacobs não pôde explorar toda a documentação que ela tinha encontrado para a sua reportagem; decidiu então publicar um livro particular, consagrado unicamente a Liesabeth Otto ("Wolfskind: Die unglaubliche Lebensgeschichte des ostpreussischen Mädchens Liesabeth Otto" - "Criança-Lobo: a incrível biografia de uma pequena criança da Prussia Oriental, Liesabeth Otto", Munique, Propyläen, 2010). Antes de ter publicado a história de Liesabeth Otto, Ingeborg Jacobs já tinha editado em 2008, uma obra sobre as violações em massa de mulheres e crianças alemãs pelos soldados do exército soviético. "Freiwild: Das Schicksal deutscher Frauen 1945" - "Caça á disposição: a sorte das mulheres alemãs em 1945"). Mas vamos parar aqui e recensear o calvário de Liesabeth Otto.

O pai da pequena Liesabeth era um pobre pedreiro, mobilizado pelo exército: ele tinha sido dado como desaparecido nos tormentos da guerra. A mãe da pequena morre de fome e esgotamento em Maio de 1945 na vila de Dantzig, completamente destruída pelas operações militares e bombardeamentos. Com a sua irmã mais velha e o seu irmão, Liesabeth tenta sobreviver. Os dias eram passados a buscar qualquer coisa que se comesse. Comiam tudo: ratos, andorinhas...as folhas de tília ou urtigas eram consideradas como uma guloseima. Por uma miserável côdea de pão, Liesabeth se disputa violentamente com a sua irmã mais velha e foge. Sua irmã teria morrido literalmente de fome em 1947 aos 16 anos de idade. Na Prússia Oriental, centenas e centenas de alemães morrem de fome entre 1945 e 1948. Os soviéticos e polacos recusavam-se a ajudar os alemães fechados nos campos. Apenas confinavam-se a levantá-los c por todos os meios de transporte para enviá-los para o Oeste. A expulsão de quase 5 milhões de pessoas constitui a maior operação de limpeza étnica de todos os tempos.

Escorraçada para as ondas do Memel

Liesabeth introduz-se então como passageira clandestina num comboio de mercadorias que ia em direcção da Lituânia. Durante a longa viagem, ela comia pequenas bolas que tinham uma aparência engraçada e um gosto estranho. Sua fome era muito forte. Ela não sabia, não poderia sabe-lo: era bosta seca. Á chegada, ela caiu inconsciente no caís. Um homem tomou-a por piedade e levou-a para sua casa. A esposa deste bravo homem ocupou-se dela, cortou-lhe os cabelos que estavam cheios de piolhos e deitou ao fogo as suas roupas que cheiravam horrivelmente mal. Durante um tempo, tudo ia bem com Liesabeth. Até ao dia em que crianças da rua apanharam-na e brincaram ao "Pequeno Hitler" com ela. As crianças em geral são quase sempre muito cruéis com os mais fracos e mais jovens dentre eles. Esta crueldade marcou Liesabeth, aos 8 anos de idade. Depois que a canalha encheu-a de murros e pontapés, eles penduraram-na e fugiram. Um passante, que caminhava por ali á sorte, salvou-a por um triz da morte por estrangulação. Mais tarde, ela pensou frequentemente que esse passante não a deveria ter apercebido. Presa no medo, ela não mais teve coragem de ir para casa do homem que a tinha encontrado na gare e da mulher que cuidou dela.

Assim solitária como um lobo, ela errou durante um certo tempo na floresta. Um dia, um camponês bateu-lhe quase até á morte porque ela tinha roubado uma galinha. Com a idade de oito anos, ela foi violada pela primeira vez em seguida fechada dentro de um saco e deitada para as águas do rio Memel. Salvaram-na uma vez mais.

Durante alguns tempos, ela encontrou refúgio perto de um grupo de "Irmãos da Floresta" - os "Irmãos da Floresta" lituanos levavam uma guerra de guerrilha contra o ocupante soviético - para quem ela servia de correio. Liesabeth foi então rebaptisada de "Maritje", foi bem treinada pelos resistentes lituanos e recebia suficientemente comida para se alimentar. Em 1949, teve de abandonar os seus protectores. A situação começava a ficar muito perigosa para os "Irmãos da Floresta". Eles não podiam mais ocupar-se dos "Wolfskinder" alemães que se encontravam no meio deles. Durante vários anos, antigos soldados alemães lutavam lado a lado com os lituanos nesta guerra de compatriotas.

O Goulag

No fim de 1949, os últimos alemães da Prússia Oriental foram deportados para o Oeste. Todos os alemães deviam se ajuntar em locais previamente indicados. Liesabeth queria ir para a Alemanha-Oeste. Pessoas, que lhe queriam bem, dissuadiram-na de empreender essa viagem. Os comboios, diziam eles, não tomariam a direcção da Alemanha mais sim a Sibéria. Liesabeth, que vem de fazer os seus 11 anos, crê neles e prossegue as suas peregrinações.

Para poder comer, ela trabalha duramente nas fazendas. Por vezes, ela rouba. Aos 15 anos, ela é apanhada em flagrante roubo e entregue á milícia soviética.     Os milicianos comunistas não mostraram a mínima piedade e enviaram-na para uma prisão de crianças a 400 km de Moscovo. Lá reinava a lei do mais forte. As brigas e violações eram uma constante. As autoridades da prisão deixavam andar. Liesabeth/Maritje fica grávida e dá o seu bebé a uma detida que acabava de ser libertada. Alguns dias depois, o bebé morreu. Quando ela fez os seus 18 anos, Liesabeth/Maritje foi expedida para o Goulag, num campo para perigosos criminosos de direito comum. Ela foi regularmente  batida e violada. Deu á luz um segundo bebé mas estava muito fraco e morre no campo. Ela só foi libertada em 1965. Tinha então 27 anos.

Esta mulher, endurecida pelas privações, não tinha no entanto futuro. Quem iria empregar uma mulher que cumprira vários anos de prisão ? Finalmente, Liesabeth/Maritje encontra um trabalho no seio de uma "brigada de construcção" que foi mandada para Bakou no Cáucaso. Os homens consideravam que todas as mulheres eram prostitutas. Para escapar a esta suspeição permanente, ela casa-se e dá á luz uma terceira filha, Elena. Mas o casamento não dura muito. Liesabeth leva porrada constantemente do seu marido, que ainda por cima, a trata, como também á sua filha, de "porcos fascistas alemães". Três anos de casamento depois, ela divorcia-se.

Epilogo a Widitten

O feliz desfecho só veio em 1976. Graças a uma pesquisa da Cruz Vermelha alemã, ela pôde tomar contacto com o seu pai e irmão Manfred. Após 31 anos de separação, foi uma emoção muito intensa poder reencontrar seu pai e irmão a Braunschweig. Um interprete estava presente. Liesabeth só pronunciava algumas palavras em alemão com muita dificuldade. Portanto este reencontro não teve só consequências felizes. Manfred não estava lá muito contente de reencontrar a sua irmã. Durante anos, ele tinha vivido crendo que a sua irmã estava morta. E ora que ela reaparece praticamente do nada e que deve dividir a herança paterna com ela. Liesabeth não se sente feliz na Alemanha e parte com a sua filha Elena para a Rússia, onde a insultam frequentemente, ou tratam-na de "Boche" e de "fascista". Na Alemanha, seus vizinhos a designam sob o termo "Die Russin" - "A Russa". Liesabeth/Maritje não tinha mais nacionalidade...

Seu pai no entanto arranja-se de maneira a que ela possa comprar e mobilar uma pequena casa com um cantinho de terra a Widitten na Prússia Oriental. No principio, ela sente a hostilidade dos vizinhos russos. Mãe e filha eram confrontadas a cada dia com vibrantes "Heil Hitler!". Maltratavam os seus animais. Somente depois da queda da URSS que a sua situação melhorou. Em 1994, Liesabeth recebe pela primeira vez a visita de Ingeborg Jacobs.

Autor: Pieter Aerens

Tradução por gang2 ervilha