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segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Werner Sombart: os judeus e a vida económica (3ª parte)


Continuação da 2ª parte

Por outro lado, toda a concorrência entre as diversas economias no interior do país é reconhecida como algo em principio impossível.

A cada individuo é estipulado o seu campo de actividade; nos limites desse campo, ele pode comportar-se como deseja, mas á condição de respeitar a moral e a tradição e de não cobiçar os campos vizinhos onde os seus próximos têm o direito de concretizarem, como ele, o ciclo da sua existência, sem serem perturbados na sua tranquilidade. É assim que o cultivador recebia uma parcela de terras, compatível com a boa economia da sua gestão rural e com o apoio da sua família. É esta unidade, base da economia e da propriedade rural, que serviu de ponto de partida a todas as concepções ulteriores, incluindo aquelas sobre as quais foram organizadas as profissões e o comércio. A subsistência agrícola sempre serviu de modelo ideal: tirando do exemplo do agricultor, o artesão-produtor e o comerciante devia ter o seu circulo bem delimitado, no interior do qual eles pudessem livremente exercer a sua actividade. A clientela era para o citadino o que era para o agricultor a sua parcela de terra: uma fonte de subsistência. Como a parcela de terra, a clientela devia de ter um certo espaço que, limitando-se aos limites tradicionais, assegura aos produtos do artesão e do comerciante uma saída suficiente. Este espaço mínimo devia ser assegurado para cada sujeito económico, pois era o único meio de preservar uma vida estável. Um grande número de medidas foram concebidas com esse objectivo, que é igualmente aquele da moral comercial. Durante toda esta época, como durante a idade-média, o direito e a moral tendiam paralelamente para o mesmo objectivo: proteger o produtor e o comerciante contra a usurpação de seu vizinho sobre o seu campo de actividade, ou sobre a sua clientela. Assim que fosse caso de usurpação de um ramo de negócios sobre um outro, era a corporação que intervinha para manter o monopólio da possessão ou da produção , e em muitos casos ela obtinha esse resultado fechando o acesso de uma corporação onde o monopólio ou a profissão estivessem ameaçados conjuntamente. Quanto a cada comerciante em particular, ele era protegido contra os seus colegas pela moral comercial que nos interessa aqui de uma maneira muito particular, pois ela constituía a expressão mais adequada e mais directa da mentalidade económica.

Ora a moral dos negócios ordenava da maneira mais formal  de ficar na sua loja á espera tranquilamente da clientela que, segundo todas as previsões, não podia faltar de vir. É assim que De Foe (ou os seus seguidores que, na 1ª metade do séc.18, escreveu o célebre Livro do Comerciante): “and then, with God's blessing and his own care, he may expect his share of trade with his neighbours24. Nada é mais conforme que esta ideia á mentalidade do “artesão”: o comerciante deve esperar tranquilamente a sua parte no comércio geral.

E mesmo, o visitante das feiras (séc.18) “espera pacientemente dia e noite os compradores, sem sair da sua loja25.

A “caça aos clientes” era rigorosamente interdita. Era uma acção “anti-cristã”, imoral tirar os clientes ao seu vizinho 26. Dentre as normas em uso pelos comerciantes que faziam comércio de mercadorias, encontramos esta, entre outras: “Nem por escrito, nem de viva voz, não tirem a alguém os seus clientes ou seus fornecedores e não façam a pessoa o que não querem que vos façam27. As ordenanças com respeito ao comércio insistem sem cessar sobre este principio: a Mayntzische Policey Ordnung (séc.18) diz 28: ninguém deve impedir seja quem for de comprar uma mercadoria ou de fazer em sorte que a compra seja impossibilitada pela aumentação exagerada do preço, e isto sob pena de confiscação da mercadoria. Ninguém devia intervir no comércio de outrem nem de fazê-lo seu de maneira a prejudicar outros cidadãos”. As ordenanças anglo-saxónicas sobre o comércio dos anos 1672, 1682, 1692 estipulam (artº.18) 29: “Nenhum comerciante deve desviar os compradores da loja do seu vizinho: é-lhe igualmente interdito de impedir as pessoas, por sinais ou gestos, de fazer as suas compras onde bem desejam ou de lhes dirigir para outros comerciantes, de lhes influenciar de uma maneira ou de outra, e mesmo se eles deverem dinheiro àqueles que lhes tentam influenciar”.

Estavam também proibidos todos os procedimentos que tivessem o objectivo de aumentar a sua clientela.

Ainda durante a metade do séc.18, os comerciantes de Londres olhavam como uma concorrência desleal os esforços que faziam alguns de seus colegas para ornamentar a sua loja  ou atirar os clientes com uma montra feita com gosto e elegância. De Foe, que nós já citámos, e os editores posteriores da sua obra protestam contra uma tal concorrência desleal, que, dizem eles com satisfação, só os pasteleiros e alguns comerciantes de brinquedos até então se tinham rendido culpáveis 30.

O anúncio comercial, sobretudo sob forma de reclame, contava entre o numero de coisa interditas, e isso durante muito tempo após o começo da época capitalista, até um período algo avançado do séc.18 (só faço excepção para a Holanda, sobre a qual não estou suficientemente informado mas onde o gelo parece ter sido quebrado desde o séc.16).

O anúncio comercial introduz-se na Holanda na segunda metade do séc.16, na Inglaterra no fim do mesmo século, em França bem mais tarde. O jornal Post-Tijdingen, fundado a Gand em 1667, continha no seu nº do 3 de Outubro desse mesmo ano o primeiro anúncio 31. As folhas de anúncios de Londres não contêm ainda, entre 1660 e 1670, um só anúncio, nenhuma casa tinha julgado útil fazer conhecer o seu novo endereço por via do anúncio. É só a partir de 1682, ano em que John Houghton tinha fundado a Collection for the improvement of husbandry and trade 32, que o mundo dos negócios, que já tinha recurso desde há alguns tempos á distribuição de prospectos nas ruas, vai pouco a pouco tomar o hábito de considerar o jornal como órgão de inserção.

Duas gerações mais tarde, Postlethwayt 33 escreve: “os anúncios nos jornais são uma moda corrente. Ainda há alguns anos, os comerciantes respeitáveis teriam considerado como humilhante e indigno de se dirigir ao público através de um anúncio; hoje, tudo mudou, e mesmo as pessoas com um pouco de dinheiro vêm no anúncio de jornal o meio mais simples e menos caro de fazer conhecer a todo o país os objectos que têm a oferecer”.

Na época em questão, a França estava bem menos avançada nesse aspecto. Veja-se o que escreve Savary 34 no seu “Dicionário” (1726) sobre a palavra Reclame: “Termo de imprimiria: é a primeira palavra de um caderno de um livro” etc. E sobre a palavra Afixo: “Termo de mestre pescador” ; Afixar: “Termo de sapateiro”, etc.  É unicamente no suplemento de 1732 que ele junta á definição da palavra Afixo (que, em consequência, era apenas uma palavra pouco utilizada, pois conseguiu escapar a um lexicógrafo especialista em economia política): “Placa fixa em local público para mostrar algo notório a toda a gente”. Mas dentre as coisas que se faziam conhecer a “toda a gente”, através de placas fixas em local público, ele cita: venda de barcos, partida de barcos, anúncios das grandes companhias de carregamentos vindos nos barcos e da data de sua venda, fundação de novas fábricas, mudanças de domicilio. O anúncio comercial não existe ainda.

Notas:

24. D. Defoe, The Complete English Tradesman, 1st ed., 1726. I have used the 2nd edition in 1 vol. (1727), and the 5th edition in 2 vols. (1745), published after the author’s death. The passage cited in the text is from the 1st ed., p. 82.
25. Allgemeine Schatzkammer, vol. 3, p. 148.
26. Ibid.. vol. 4, p. 677.
27. Ibid., vol. 3, p. 1325.
28. Ibid., vol. 3, p. 1326.
29. Ibid., vol. 1, p. 1392 — “Sachsischen Krämer-Ordnungen” Of 1672, 1682, and 1692, §18. 
30. See the highly instructive Letter (No. 19 in the 2nd ed., corresponding to No. 22 in the 5th) “Of fine shops and fine shews.”
31. Jules de Bock, Le Journal à trovers les âges (1907), p. 30, quoted in F. Kellen, Studien über das Zeitungswesen (1907), p. 253.
32. Much useful information, especially as regards England, will be found in Henry Sampson’s History of Advertising from the Earliest Times (1875), pp. 76, 83.
33. M. Postlethwayt, A Universal Dictionary of Trade and Commerce, 2 vols. (1741), 2nd ed. (1757), vol. 1, p. 22. Postlethwayt calls his work a translation of Savary’s Lexicon, but in reality there are so many additions in it that it may be regarded as original. It should be mentioned by the way that the work is an invaluable source of information concerning economic conditions in England in the 18th century.
34. Savary, Dict. du Commerce (1726), Suppl. 1732.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Werner Sombart: os judeus e a vida económica (2ª parte)


Continuação da 1ª parte

 França – Mesmas queixas, de Marselha a Nantes. Veja-se o que dizem os comerciantes de Nantes (1752): “O comércio desleal desses estrangeiros causou um transtorno considerável aos comerciantes desta cidade, de maneira que se eles não podem ter autoridade sobre esses senhores, eles serão na dura necessidade de não poder sustentar as suas famílias, nem cumprirem com os seus impostos9.

 “Toda a gente corre para os comerciantes judeus”, queixam-se os comerciantes cristãos de Toulouse em 1745 10. “Nós vos suplicamos de parar com os progressos desta nação que acabará certamente por arruinar todo o comércio do Languedoc”,  lê-se numa petição da câmara de comércio de Montpellier 11.
E veja-se o que diz a corporação dos comerciantes de Paris: “A admissão desta espécie de homens não poderia deixar de ser muito perigosa. Podemos compará-los  a vespas que se introduzem nas colmeias só para matar as abelhas, abrir-lhes o ventre e tirar o mel que está nas tripas: assim são os Judeus12.

 “Que se julgue por esta generalidade e esta unanimidade da grave questão dos Judeus, vista sob o aspecto comercial13.

 Mesmo bater de sino na Suécia 14 e na Polónia 15: em 1619, o magistrado de Posen queixa-se num correio ao rei Sigismond III das “dificuldades e obstáculos que a concorrência dos Judeus cria aos comerciantes e aos artesãos”.

 Mas a simples constatação do facto de que os Judeus são pessoas que “tiram o pão da boca” não nos chega ainda. Nós queremos conhecer as razões do sucesso da concorrência que eles faziam aos Cristãos. Só depois de descobrirmos as razões é que nós poderemos ter uma ideia da maneira particular dos Judeus se comportarem nos negócios; atarefemos-nos portanto a penetrar os “segredos do negócio”, falado por Savary na passagem que citamos mais abaixo.

 Interroguemos de novo os contemporâneos directamente interessados ou de pessoas que estavam muito perto das coisas da vida diária para estarem informadas: a razão da superioridade dos Judeus reside na sua conduta fraudulenta dos negócios. “Os Judeus e os comissários têm uma lei e uma liberdade: mentir e enganar, quando eles podem tirar vantagens”, diz Philander von Sittewald 16. Nós encontramos o mesmo parecer na engraçada obra, intitulada Dictionnaire des fraudes (dicionário das fraudes) e composto por Georg Paul Honn, “conselheiro intimo e colector de impostos17. Na rubrica “Judeus”, o autor intercalou um parêntesis (o único em todo o dicionário): “Os Judeus enganam tão bem em geral como em particular”. Um julgamento análogo  é formulado no artigo “Judeus” de Allgemeine Schatzkammer der Kauffmannschaft 18.  E um “pintor de moral” diz a cru dos Judeus de Berlin que “eles vivem de pilhagem e de fraude que, segundo os seus princípios, não são crimes19.

 E no que toca á França, veja-se o parecer de Savary “Os Judeus têm a reputação de serem muito hábeis no comércio, mas eles são suspeitados de não o fazer com toda a legalidade e fidelidade possíveis20.

 E esses julgamentos gerais encontram-se confirmados nas petições dos comerciantes de tal e tal localidade ou ramo particular.

 Mas se examinarmos de perto as práticas de que eram acusados os Judeus na manobra de negócios, não tardamos a constatar que a maior parte delas não tinham nada do que possa constituir uma fraude, mesmo no sentido largo da palavra, que é o de uma deformação ou supressão intencional da verdade, ou de uma mentira pérfida que tenha por objectivo uma perda material. O emprego da palavra “fraude” tem mais por objectivo de exprimir  a seco o facto que na sua conduta dos negócios os Judeus nem sempre têm conta das normas legais em vigor. O que, em consequência, caracteriza a maneira de agir dos comerciantes judeus, é a sua falta de respeito por certos costumes tradicionais dos comerciantes cristãos, era, (em casos muito raros) a sua violação da lei, era, enfim, e sobretudo, a sua atitude provocante face aos bons costumes do mundo do comércio. E se nós olharmos ainda mais perto, se nós examinarmos uma após outra as faltas acusadas aos Judeus, metendo-nos no terreno dos princípios , nós apercebemos-nos  rapidamente que a luta entre comerciantes judeus e comerciantes  cristãos leva-se, ao fundo, a uma luta entre duas concepções do mundo ou, pelo menos, entre duas mentalidades económicas diferentes ou mesmo opostas. Mas para compreender esse facto, nós devemos ter uma ideia do espírito que animava a vida económica  na qual os elementos judeus começaram a penetrar cada vez mais numerosos a partir do séc.16 e com a qual eles não tardaram a por-se em oposição tão feroz que acabaram por adquirir uma reputação de importunadores.

 Durante toda a época que eu considero como a época preparatória do capitalismo, portanto durante os séculos que viram a invasão progressiva do elemento judeu, a condução dos negócios era ainda dominada pelo mesmo principio que aquele em curso durante a idade média: o principio feudal-corporativo, que tinha encontrado a sua expressão exterior na divisão da sociedade em classes.

 Conforme a esse principio (é esta a ideia dominante, aquela que inspira todas as maneira de agir e raciocinar), é o homem que forma o centro dos interesses económicos. O homem, enquanto produtor e consumidor de bens, determina conforme os seus interesses a maneira pela qual se comporta assim bem o individuo como a colectividade; e são ainda os seus interesses que encontram a sua expressão tanto na organização exterior do processo económico como no aspecto da vida dos negócios tal e qual ele aparece na prática. Todas as medidas que a colectividade e o individuo adoptam em vista  da regulamentação dos processos económicos apresentam uma orientação pessoal. A maneira de pensar e de sentir de todos aqueles interessados na economia presente também, tem uma forte textura pessoal. Isso não significa que cada um não seja livre de se conduzir á sua maneira. Sabemos, ao contrário, que o individuo é submetido, no seu pensar e acções, a normas objectivas e fixas; mas essas mesmas normas, e é este o ponto capital, são derivadas de um espírito puramente pessoal. Os bens são produzidos e manipulados, para que os consumidores possam largamente e vantajosamente satisfazer as suas necessidades, mas também para que os produtores e comerciantes encontrem o seu honesto beneficio suficiente,  e claro, que o interesse do consumidor como o do produtor sejam satisfeitos segundo os usos e costumes legados pela tradição. Poderíamos dizer ainda que a vida económica era então tomada de um ponto de vista essencialmente natural, quer dizer que a estimação tinha como critério o bem de consumação de uma qualidade determinada.

 Produtor e comerciante deviam encontrar no exercício honesto de suas actividades os meios de uma subsistência em relação com a classe a que pertenciam. Esta ideia de subsistência ou de alimento domina ainda a maneira de pensar da maior parte dos sujeitos económicos no principio da época capitalista, ainda mesmo que esses sujeitos económicos conduzam já os seus negócios segundo os princípios claramente capitalistas. A ideia em questão encontra o seu reconhecimento exterior nos regulamentos escritos e a sua justificação teórica nos obras sobre o comércio: “Falamos de falta de subsistência ou de subsistência insuficiente, logo que alguém caia numa situação tal que ganhe menos do que ele necessita para levar uma vida honesta ou satisfazer os seus credores21.

 Durante toda esta época, a pesquisa desenfreada, ilimitada de benefícios era considerada pela maior parte dos sujeitos económicos como algo indecente, contrário ao Cristianismo: porque o espírito da velha filosofia económica do Tomismo reinava ainda, pelo menos oficialmente, sobre os espíritos. “Se tu... possuis uma mercadoria, tu podes tirar um beneficio honesto; fá-lo unicamente como bom cristão, que a tua consciência não tenha nada que te acuse e que a tua alma não obtenha nenhuma desvantagem22. Seja como for, a vida económica, em todas as suas reviravoltas, ainda estava subordinada á lei religiosa ou moral; ainda não era questão de separação entre a vida económica, de um lado, a religião e moral, de outro. Todo o acto estava ainda sob a dependência imediata da suprema instância moral: a vontade divina. E conquanto o espírito da idade média estivesse em vigor, esta vontade era inteiramente e rigorosamente estrangeira á concepção mammonista (ndt: deus Mammon) das coisas, e por esse facto a vida material do tempo encontrava-se temperada por um sólido factor moral.

 Produtor e comerciante devem encontrar no exercício da sua profissão o meio de assegurar a sua subsistência: esta ideia directriz devia chegar antes de tudo á delimitação de certas esferas de actividade no conjunto do comércio de um país ou de uma região e á atribuição de uma esfera de acção para cada sujeito económico, em relação com o lugar que ele ocupava. O que foi dito sobre a idade média 23 continuará a ser verdade em todas as concepções económicas que tiveram curso até ao fim do séc.19: cada direito comporta uma determina esfera de influência e o lugar que ocupa cada individuo na sociedade, em vez de ser deduzida de princípios gerais, une-se a uma esfera determinada na qual ele é julgado capaz de exercer a sua influência.

 Por isso é que a colectividade (que se considera sempre como a responsável da sorte do individuo) vigia para que antes de tudo o conjunto dos seus produtores e comerciantes disponham de um campo de actividade assim vasto que possível: tal é a ideia fundamental de toda a política mercantil  que segue em linha direita a política económica das conglomerações da idade média. Se necessário, toma-se de força ou defender-se-á  pela força um campo de actividade nos quais os sujeitos do Estado precisam. Sabemos que nos nossos dias toda a política comercial e colonial repousa sobre esta ideia fundamental. A extensão das relações comerciais e, por consequência, a aumentação de saídas para os produtos nacionais aparecem assim única e exclusivamente como um problema que não pode ser resolvido que através da força exercida na sua mais alta tensão. Todas as vezes que haja concorrência, caso que não se poderia produzir senão fora das fronteiras do país, o sucesso dependia das aptitudes militares, e não comerciais.

Notas:

9. Given in Leon Brunschvicg, “Les Juifs en Bretagne au 18 sc.,” in R.E.J.. vol. 33 (1876), pp. 88, 111.
10. “Les Juifs et les Communautés d’Arts et Métiers,” in R.E.J., vol.36, p. 75.
11. M. Maignial, La question juive en France en 1789 (1903), contains a great deal of material from which the prevailing feeling among French merchants against the Jews in the 17th and 18th centuries becomes apparent.
12. p. 14, quoted by Maignial, op. cit., p. 92.
13. The opinion of Wegelin is given by Ernst Meyer, op. cit., pp. 513,522.
14. Czacki, Rosprava o Zydach, p. 82; cf. Graetz, vol. 9, p. 443. Almost word for word the same cry is heard from Rumania, cf. Verax, La Roumanie et les Juifs (1903)
15. Maignial, p. 92.
16. Philander von Sittewaldt, op. cit.
17. Georg Paul Honn, Betrugs-Lexicon, worinnen die moisten Betrügereyen in allen Standen nebst denen darwider guten Theils aienenden Mittein endeckt, Dritte Edition (1724).
18. Allgemeine Schatzkammer der Kaufmannschaft oder vollständiges Lexikon aller Handlungen und Gewerbe, vol. 2 (1741) p. 1158.
19. Charakteristik von Berlin. Stimme ernes Kosmopoliten in der Wüste (1784), p. 203.
20. J. Savary (Œuvre posthume, continue . . . par Phil-Louis Savary), Dictionnaire universel de Commerce, vol. 2 (1726), p. 447.
21. Allgemeine Schatzkammer, vol. 1 (1741), p. 17.
22. Allgemeine Schatzkammer, vol. 3 (1742), p. 1325.
23. This is only the expression of the mediaeval view. It is excellently well discussed in R. Eberstadt, Französische Gewerberecht (1899), p. 378.

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Werner Sombart: Os judeus e a vida económica (1ª parte)

   
Werner Sombart

Os judeus e a vida económica


Formação de uma mentalidade capitalista


 O que nós dissemos sobre a parte tomada pelos Judeus no processo de objectivação, da vida económica moderna já mostra com claridade suficiente que a influência dos Judeus se estende bem além das formas exteriores que eles elaboraram. É a Bolsa, que seguidamente á evolução subida durante os últimos séculos, cessou de ser uma simples organização exterior dos processos económicos: para bem o compreender, para bem tomar pulso ás suas características essenciais, nós devemos buscar a penetrar o espírito que a anima. As novas formas de organização industrial nasceram, também, de um espírito muito particular e não podem ser compreendidas se não as visualizarmos como uma emanação deste “espírito” particular. Assim aplicar-me-ei desde já a chamar a atenção do leitor, não somente sobre o feito que nossa economia nacional deve a sua marca aos Judeus, desde o momento que estes tomaram uma parte das mais activas na elaboração das partes mais importantes da sua estrutura exterior, mas também sobre um outro mecanismo interno da visa económica moderna, os princípios da direcção económica, em resumo o que forma o espírito da vida económica ou, para empregar um termo mais adequado, a mentalidade económica deixa-se levar na sua grande parte á influência judaica.

 Para ter a prova desta afirmação, nós devemos enveredar por caminhos algo diferentes daqueles que seguimos até aqui.

 É difícil, senão impossível, de fornecer a prova "documental" da influência da qual nos ocupamos aqui. O que nos servirá, nesta busca, o principal ponto de apoio, é a "mentalidade" que reinava nos meios onde o espírito judeu, no que tinha de mais particular, era percebido de maneira evidente como um espírito bem estrangeiro. Faço alusão aos comerciantes não-judeus e aos seus porta-palavras. As opiniões em curso nesses ambientes, apesar de sua parcialidade e do sentimento de ódio que quase sempre os anima, constitui entretanto a única fonte de informações que nós buscamos, porque elas representam a reacção inocente á natureza judaica, não conformada á dos não-Judeus, e reflectindo quase sempre esta como um espelho (por vezes côncavo, é verdade).  Digamos que se nós queremos utilizar os julgamentos dos contemporâneos (que, pensamos bem, viam nos Judeus os seus piores inimigos), para fazermos uma ideia da maneira particular dos Judeus  de se comportarem nos negócios, nós devemos antes de tudo ler nas entrelinhas e tomar precaução para extrair a verdade desta pilha de opiniões. O que no entanto é de maneira a facilitar a nossa pesquisa, é a uniformidade por assim dizer esquemática dos julgamentos, uniformidade não devida a cópias ou imitações, mas á semelhança ou mesmo á identidade das circunstâncias que as provocaram e constituem naturalmente a prova (quase sempre indirecta) desses julgamentos.

 Ora, antes de tudo, um facto que parece ser evidente, é que em todo o lado onde os Judeus aparecem como concorrentes, entende-se queixas a acusar a sua influência nefasta sobre a situação dos comerciantes cristãos: nas memórias e súplicas que endereçam ás autoridades, estes queixam-se de que os Judeus são uma ameaça para a sua existência, tirando-lhes o seu ganha-pão, privando-os da sua “alimentação”, tudo isto em desviando para eles a corrente da clientela. Veja-se, sobre esse sujeito, alguns trechos de escritos do séc.17 e do séc.18, ou seja da época que nos interessa mais.

 Alemanha – Em 1672, as corporações dos Estados de Brandeburg queixam-se de que os Judeus “tiram o alimento da boca aos outros habitantes do país1. E lemos quase palavra por palavra na petição dos comerciantes de Danzig, do 19 Março de 1717: “Esses seres nefastos arrancam-nos o pão da boca2. Os cidadãos da velha cidade de Magdebourg oporem-se (1712, 1717) á admissão de Judeus pela simples razão que “a prosperidade da cidade e o bom desenrolar do comércio só podem sofrer da concorrência judaica3. Numa representação endereçada pela cidade de Ettenheim (em 1740) ao príncipe-bispo lê-se isto: “é de notoriedade pública que os Judeus são para a comunidade uma fonte de grandes problemas e de grande corrupção”. Maneira de ver que tinha recebido a sua expressão no provérbio:

Alles verdirbt in der Stadt
Wo es viele Juden hat
(“Tudo se degrada na cidade onde há muitos Judeus”). 4

 Na introdução geral ao édito (prussiano) de 1750, lê-se: “os comerciantes nas nossas vilas queixam-se de que os Judeus trazem um grande prejuízo àqueles que têm o mesmo comércio que eles”. Os comerciantes (cristãos) de Nuremberga assistem com impotência ao espectáculo dos seus clientes irem fazer as compras aos Judeus. Após a sua expulsão de Nuremberga, a maior parte dos Judeus imigraram para Fürth (1469). Mas os burgueses de Nuremberga que, naturalmente, só buscavam a sua vantagem de consumidores, não hesitaram a deslocar-se a Fürth para fazerem as suas compras. E foi durante o séc.17 e todo o séc.18 uma avalanche de ordenanças proibindo ou tentando ao menos restringir as compras aos Judeus de Fürth 5.

 Sabemos, que ainda durante todo o séc.13,  as corporações de comerciantes (e naturalmente também as corporações de artesãos) estavam fechadas aos Judeus 6.

 Inglaterra – Mesma atitude hostil dos comerciantes cristãos face aos Judeus durante os séc. 17 e 18: “Os Judeus são um povo subtil... que priva os comerciantes ingleses dos benefícios que eles realizariam se os Judeus não lá estivessem” ; os Judeus “fazem os seus negócios de maneira prejudicial aos comerciantes ingleses7. Uma lei foi votada em 1753 que deveria facilitar aos Judeus a naturalização; mas o descontentamento da população contra o povo detestado era tão grande que foram obrigados a revogar a lei logo no ano seguinte. Dentre as razões alegadas para que se pudesse recusar aos Judeus esse direito, uma das principais foi a apreensão de ver os Judeus, uma vez naturalizados, invadir o país e suplantar em todo o lado os ingleses: “oust the natives from their employment - tirar o emprego aos da terra8.

Notas:

1. König, op. cit., p. 97.
2. “Zur Geschichte der Juden in Danzig,” in Monatsschrift, vol. 6 (1857), p. 243
3. M. Güdemann, “Zur Geschichte der Juden in Magdeburg,” in Monatsschrift, vol. 14 (1865), p.370.
4. Quoted by Liebe, op. cit., pp. 91–2.
5. Regesten, in Hugo Barbeck’s Geschichte der Juden in Nürnberg und Fürth (1878), p. 68.
6. See, for instance, the conduct of the Berlin Retailers’ Gild as related in Geiger’s Geschichte der Juden in Berlin, vol. 2 (1871), pp. 24, 31.
7. Josiah Child, Discourse on Trade, 4th ed., p. 152. Child reports the prevailing opinion without saying one word by way of criticism. But he does make it clear that the accusation levelled against the Jews is no crime at all.
8. See extracts from the polemical pamphlets of the period in Hyamson, p. 274.

Continua na 2ª parte

Fontes: principal - versão francesa  (1924) de apoio -versão inglesa (1911, esta versão contém muitos cortes e abreviações, como é dito pelo tradutor na introdução do livro).

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Assimilação ou choque de civilizações ?

 É um assunto complicado na medida em que muitos especialistas defendem que a judiaria e seus lacaios não estão em busca de qualquer tipo de "choque de civilizações" mas sim de assimilar todos os afro-árabes na sociedade europeia de maneira a que aos poucos e poucos os brancos sejam minoritários e em consequência, finalmente desaparecerem do mapa. Nós podemos entender a via da assimilação por uma óptica marxista. Esta consigna que na realidade os europeus têm um instincto revolucionário que mais nenhum outro povo tem. Nós temos de ter em conta que é questão de raça e não de uma luta de classes como Marx sempre desejou impor. Isto porque a classe proletária europeia não difere em nada da classe proletária asiática. Tanto num caso e noutro não se deixa de ser a (e não uma) classe proletária. Portanto só pela óptica de uma luta de raças poderemos entender o conceito de "instincto revolucionário" de Marx, próprio aos europeus, digamos, ás pessoas de raça branca, arianos. Só assim poderemos então entender a distinção obscura entre a classe proletária europeia e asiática, que deixa de ser obscura e clarifica-se compreendendo a coisa como raça ariana e raça asiática. Basta descodificar Marx e tentar transpor tudo para a "luta de raças", ver "luta de religiões". Ver aqui uma tentativa de descodificação.

Para resumir, entenda-se os conceitos marxistas pelo seguinte:

- luta de classes fica luta de raças
- classe proletária europeia fica raça ariana

Ora tentando assimilar outras raças na sociedade europeia, visa-se destruir este "instincto" europeu, que se extinguirá pelo meio de uma substituição de população que a Europa sobe desde há uns 40 anos. Estamos numa fase de industrialização imigratória, em grande escala. Os mundialistas pelos vistos estão apressados, tem se a sensação que correm contra o tempo. Poderiam ter optado pela discrição como tinha sido até á pouco tempo atrás, continuar a fazer vir imigrantes mas não de modo industrial como nestes últimos tempos. Isso não suscitaria tanta controvérsia e muitos europeus que acordaram entretanto, continuariam ainda a "dormir" e quando acordariam, já seria tarde demais, pois já seriam minoritários sem saberem ler nem escrever.

Agora porque é que os mundialistas optaram pela industrialização massiva imigratória ? Aqui só podemos tentar responder através de duas questões:

- será que correm contra o tempo ?
- será estão em busca do "choque de civilizações" ?

Se porventura correm contra o tempo, deduz-se que têm uma data na agenda mundialista a cumprirem. Sabemos que estas pessoas são muito viciados em números cabalísticos, e não admira que desejam chegar aquela data que têm em mente e prosseguirem com a fase seguinte do projecto cabalo-messiânico. Aqui só podemos fazer suposições porque aventurar-se em datas seria muito aleatório.

Mas esta inserção parece algo contraditória, pois sabemos que este tipo de satanistas pensam a longo termo. São como estafetas ao longo dos séculos que vão passando sem cessar, o marco a outros, e assim sucessivamente, prosseguindo a bem ou a mal o projecto. Mas não é impossível que tenham, apesar da mentalidade do "longo termo", uma data especifica em mente.

A outra hipótese, é que estão em busca de um "conflito de civilizações", entenda-se "conflitos raciais". Aqui é que está o problema; como conciliar "assimilação" e "conflitos raciais" ? Isto é contraditório! É que para se atingir o objectivo da "assimilação" afro-árabe na sociedade europeia, tem de se evitar custe o que custe, os conflitos raciais. Ora bem, nós assistimos cada vez mais a vários conflitos, sobretudo com estes imigrantes recentes. E isto vai em crescendo e não vai parar assim tão rápido. O caso das violações de mulheres europeias pelos afro-árabes, veio despertar ainda mais o sentimento de patriotismo naqueles que já o eram e também naqueles que até agora andavam a dormir no consumismo e bem-estar. Os mundialistas sabem muito bem que estas pessoas tem propensão para violar mulheres. Não é por acaso que só mandaram para aqui maioritariamente homens; cerca de 75% dos imigrantes são homens, autênticos frustrados sexuais habituados a verem as mulheres vestidas como um saco de batatas na terra deles, onde abandonaram mulheres, crianças e idosos á sua sorte.

Ainda para mais, quando estes imigrantes são altamente protegidos pelos lacaios governantes ao serviço da oligarquia talmúdica, mesmo com esta sucessão de violações e criminalidade sempre a aumentar, mais protegidos ainda são! Isto é um incentivo para estes imigrantes cometerem mais e cada vez mais crimes contra os europeus.

Visto assim, teremos de admitir que os mundialistas buscam o "conflito racial" propositadamente sem perderem então de vista a "assimilação" social afro-árabe. Aparentemente contraditório, temos antes de ver o desenrolar do "conflito de civilizações" como um meio para atingir um fim e não como um fim em si mesmo.

Para apoiar este ponto de vista, veja-se o artº 5 do projecto mundialista "Aurora Vermelha", que nada mais é que os Protocolos dos Sábios de Sião actualizados para o nosso tempo:
"...nós provocaremos dentro desses Estados, um afluxo importante de refugiados que terá como efeito, a desestabilização da sua economia interior, e aumentar as tensões raciais no interior do território."
Este aumentar das "tensões raciais" corresponde perfeitamente com a visão de "conflito de civilizações" promovido pela oligarquia judaica em território europeu. Conceito esse idealizado cientificamente por Bernard Lewis, como se fosse uma novidade para o mundo neófito, mas na realidade há muito tempo inscrito nos anais judaicos desde os tempos de Solomon Molkho, afinado por Menasseh ben Israel e cabe finalmente a Bernard Lewis dar-lhe um corpo "cientifico".

Eles contam provocar o caos em todos os sentidos dentro da Europa, para que a população a um dado momento esteja mais receptiva a escutar e aceitar as soluções que os mesmos mundialistas instigadores do caos proporão ás massas, tudo em prosseguindo os planos de assimilação e incentivo á mestiçagem.

É certo que os oligarcas judeus, pretendem o caos total. Que a Europa vá mesmo abaixo. Eles conjugam todas as forças para o conseguirem. Devemos-nos pôr na cabeça destes satanistas e ter em vista o principio cabalístico absoluto que os rege : "Ordo ab Chaos".

Será neste ponto, neste dito "Ordo Ab Chaos", que se as forças necessárias forem reunidas, os mundialistas poderão sofrer o reverso da medalha.

Alexandre Soljenitsyne previra que será neste momento, que homens valentes e corajosos, surgirão do meio das ruínas, da destruição total, para dar a glória de outrora á Europa... será do leste europeu que surgirão estes homens.

Autor: Gang2 Ervilha