Por vezes, sem o sabermos, e sem termos a mínima consciência das
nossas atitudes, a não ser a protecção custe o que custe da
identidade nacional, daquilo que é um marcador da nossa história,
dos nossos costumes que vêm lá do fundo da antiguidade, deparamos,
sem querer, com um jogo sórdido, do qual mais tarde tomamos a plena
consciência, e sabemos, e temos a certeza, de estar no bom caminho.
E aqui refiro-me, aqueles que pensam ou fazem pensar os outros,
que são os defensores da identidade nacional, quando na realidade
não passam de simples seres manipuladores e manipulados.
Provavelmente fazem-no sem ter consciência do que tal defesa de
posição acarreta em si. Os russos chamam-lhe “
Tecnologia
Política”, aqui para estes lados damos o nome de “
Engenharia
Social”. Não vamos entrar no que significam estes termos, nem
como vieram à luz. O facto é que são armas extremamente eficazes,
em que dia após dia somos perfeitamente manipulados e ao mesmo tempo
manipuladores. Tudo isto mesmo sem termos plena consciência. Todos
nós, sem excepção alguma, aqui não há espertos, entramos uma vez
no quadro de manipulados e outra vez no quadro de manipuladores sem
sequer darmos conta disso.
Há alguns tempos atrás, falávamos nós das “
Touradas”,
em que se tomava a defesa deste costume que faz perfeitamente parte
da identidade nacional. E isto quer se goste ou não deste costume. O
facto é que é bem um marco identitário, e como tal, não deve ser
repudiado.
Isto dito, da maneira e das acções que são tomadas contra este
costume, elas nada mais visam na realidade que o mesmo objectivo perverso,
ao mesmo titulo que a as questões das raças, do sexo, de povos, de
nações, de costumes, etc. É a indiferença geral de tudo e de todos,
de uns e de outros, incluindo os animais.
A repudiação das touradas, tida como um maltrato sobre o
animal, ela apoia-se na realidade em casos particulares, e de facto,
do maltrato que é aplicado aos animais, tal e qual como o
anti-racismo se apoia, de facto também, sobre casos particulares de
racismo.
O importante tanto num caso como noutro, é que o esquema vai além
das aparências. Por exemplo o anti-racismo, não é em nada o combate contra o racismo, como a maioria
de nós pensa, mas sim a acção ultima e perversa de abolir todas
as diferenças raciais, étnicas.
Ora bem, os “
anti-touradas” procedem da mesma maneira,
seguindo o mesmo esquema aplicado ao “
anti-racismo”, sempre
com a mesma perversidade : o da abolição das diferenças ;
desta vez, entre espécies. Toma-se neste caso, o maltrato como
pretexto, tal e qual como se toma um caso isolado de racismo como
pretexto, ou tal e qual se toma um caso isolado de maltrato de mulher
para se defender o feminismo.
Se num caso o resultado esperado é a abolição das diferenças
raciais, étnicas, de sexo, no outro passa-se ao patamar da abolição
das diferenças entre espécies.
O Veganismo(1)
é para as touradas o que o anti-racismo é para o racismo, ou o que
os LGBT são para a feminização do homem. Pratica-se sempre e
sempre a mesma metodologia que, sob pretexto de defender qualquer
coisa, faz avançar outra causa em paralelo sem que ninguém se aperceba.
Esta é a rigor matemática da Engenharia Social, da Tecnologia
Política, que consiste em proceder sistematicamente por
culpabilização : “
óh tu és contra os direitos das mulheres, és
machista retrógrado!”, “
óh tu és contra os direitos do
homossexual, és heterossexual!”, “
óh tu és contra os direitos
de asilo dos refugiados, és racista!”, “
óh tu és contra os
direitos do animal, és um carniceiro!”.
A causa a ser defendida, no geral, é sempre boa, por vezes
imoral, por vezes moral, mas a estratégia que se esconde por detrás
de tais actos vai muito além do que parece à primeira vista, neste caso especifico das touradas, destruir toda e qualquer referência identitária numa primeira fase e o passo seguinte é a abolição das diferenças entre espécies. O humano e o animal, farão parte de uma só massa. Estamos em pleno trans-humanismo. Já se estuda mesmo os "
direitos dos robots"!
Autor: gang2 (baseado nos livros, estudos pesquisas de Lucien Cerise, especialista em Marketing e Social Engineering)
Notas:
(1)
- Veganismo não toma unicamente a forma de um movimento para a
abolição de alimentos animais, mas sim também a defesa dos
“
direitos dos animais”.