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| Sim, tenho muitas questões! |
- Questão: Se o Cristianismo varreu o paganismo europeu em 2 tempos 3 movimentos, qual era então o mais forte e o mais fraco dentre os dois ?
Não diz o ditado que "o fraco sujeita-se sempre ao mais forte" ? É esta a lei da natureza. Sendo assim, a resposta é...?
Vou citar o exemplo da confrontação entre três religiões fortes, potentes, sólidas, para apoiar com força o ponto de vista que tento exprimir. Se o leitor não estiver de acordo, faça o favor de se exprimir sem rodeios, directo ao assunto.
1º exemplo : Islão versus Hinduísmo
Apesar de o Islão ter conquistado a Índia, e de a ter dominado durante séculos, e após mais de 60 milhões de mortos, não conseguiu extinguir o hinduísmo e impor a sua crença por todo o território indiano. O Islão no entanto impôs-se em muitas zonas, sobretudo no que é o actual Paquistão, outrora fazendo parte da Índia, e mesmo no norte da Índia. Isto revela a força do Islão, mas também a força do Hinduísmo! É que apesar de tudo, o Hinduísmo não se sujeitou ao Islão, conseguiu sobreviver e é hoje (apesar de séculos de dominação islâmica) religião maioritária e bem viva. No meio da adversidade conseguiram preservar todas as suas tradições pré-invasão islâmica.
Neste caso Islão vs Hinduísmo, conclui-se que quando uma religião é fortemente sólida, coesa, unida, intrínseca, dificilmente uma outra consegue aniquilá-la.
- comparativamente : não foi o caso do paganismo-europeu que se sujeitou num abrir e fechar de olhos ao Cristianismo, com pouca e fraca resistência, rapidamente vencida, desbastada.
2º exemplo : Cristianismo vs Islão
a - Séculos e séculos de dominação islâmica no médio-oriente, e portanto os cristãos, a bem e a mal, sempre conservaram as suas tradições cristãs com séculos de existência e prática. Seja na língua, tipo aramaico, como nas liturgias.
- comparativamente : não foi o caso do paganismo-europeu, que não foi capaz de conservar uma só liturgia, reza, modo de proceder, livro sagrado... Tal foi a potência de um e tal foi a fraqueza de outro!
b - Durante séculos também, o Islão dominou em partes da Europa, sobretudo na Ibéria. No entanto, os cristão que viviam sob o regime islâmico, por vezes com muito mal, sempre conservaram as suas tradições, liturgias, livro sagrado, etc. Mais brilhante ainda, é que face a uma religião assim sólida e guerreira como o Islão, o Cristianismo não se sujeitou, ao contrário, deu a volta por cima e acabou por expulsar o Islão daqui para fora.
- comparativamente : não foi o caso do paganismo-europeu, que apesar de uma revolta aqui e ali, não chegou para impressionar o Cristianismo, que rapidamente tratou de lhe acertar o passo.
Resumindo...
Destas comparações, resulta então, que dentre o Cristianismo, o Islão, o Hinduísmo, e o Paganismo-europeu, três, souberam impor-se, resistir, avançar, solidificarem-se...e apenas um morreu, o mais fraco dentre todos.
O Hinduísmo também é uma religião politeísta tal e qual o politeísmo europeu. Se um soube resistir e o outro foi-se abaixo, não acham que existe um problema ?
O paganismo-europeu extinguiu-se porque era fraco. Se fosse sólido como um Hinduísmo que resistiu ao Islão, ainda estaria lá. Se fosse potente como um Cristianismo que soube fazer face ao Islão e retomar a vantagem, ainda estaria lá... a verdade é que nem uma reza ficou, nem como rezar a um Júpiter, a um Odin...
Compreendemos o porquê de se promover um suposto retorno (?) ao paganismo hoje em dia. Vivemos numa sociedade onde os valores morais são inversos à ordem natural, onde se clama o fraco em vez do forte, onde se elogia aquele que não merece em detrimento do que merece, onde o corrupto é visto com bons olhos e o honesto com maus olhos, onde o feio toma o lugar do bom e este toma o lugar do feio... onde se proclama um dito retorno às fraquezas e se afasta aquilo que nos rendia fortes e sólidos.



