A vitória dos adeptos da despedida do Reino-Unido da
União-Europeia (Brexit), com o apoio em particular do
multimilionário Paul Sykes, constitui um passo importante no quadro
da repartição e regulação dos poderes políticos e financeiros no
seio do mercado transatlântico em formação. O Reino-Unido, que já
beneficiava de uma forma de Brexit disfarçado, com direitos
particulares no seio da União-Europeia, oficializa a sua ruptura.
Teoricamente, a arquitectura final deste conjunto deve resultar na
“
mecânica” seguinte : uma parceria transpacifica de
livre-comércio, assinado no 4 de Fevereiro de 2016, que integras os
países da região Ásia-Pacifico (com excepção da China) ao bloco
norte-americano, enquanto que uma negociação transatlântica em
curso deve ser estabelecida com uma Inglaterra que servirá de ponte
entre o Antigo e o Novo-Mundo, como pedia o então Richard
Coudenhove-Kalergi (a Paneuropa) em 1950. Neste negócio, a América
do Norte jogaria o papel de centro múltiplo entre a Ásia-Pacifico e
a Europa. Para impor as normas anglo-saxónicas, esse bloco
constituiria o “
primus inter pares” ás custas do BRICS, em
particular da Rússia e China.
Esta política só pode ser atingida pela coerção forçada para
dar livre curso ao materialismo mais desenfreado a primazia aos
tribunais sobre os Estados. Os habitantes desta imensa zona de
livre-comércio não passarão de simples utensílios de uma casta
predadora que constitui o governo mundial em formação. Desgraçadas
as pessoas mal ou pouco formadas ao bom funcionamento do Moloch
mundialista, não passarão de bocas inúteis. Esta visão unicamente
utilitária fará definitivamente do dinheiro-rei o alpha e o ómega
de toda a coisa ou. Para retomar uma expressão querida a Jacques
Attali “
uma forma superior de organização das relações
humanas permitindo de regular sem violência todos os conflitos,
inclusive de ordem religiosa”.
A génese deste ideal pode ser encontrada, entre outras, nos
princípios do revolucionário Anarchis Cloots (1755-1794), que havia
perfeitamente compreendido, numa obra editada em 1792, que a
Revolução de 1789, nada mais era que apenas uma etapa para a
“
Republica Universal”. Incentivando um livre-comércio
mundial antes da hora (“
abolir a feudalidade universal”)
no quadro de uma humanidade unificada (“
a nação única”)
regulada pelo “
estabelecimento universal dos direitos do homem”,
este espírito nómada profetizava uma métapolitica que nós
observamos a finalização em ligação com Vaticano II e o seu
objectivo de uma religião universal (o noachismo – leis de Noé
para o Goy).
No entanto, este Brexit pode subir constrangimentos devido à
implosão em curso da economia americana (bomba da divida), sem
esquecer os 200.000 mil milhões de dollars de divida no mundo.
Os dirigentes politicos (Obama, Cameron, Merkel, Hollande,...) são
apenas simples empregados mais ou menos talentosos podendo dizer tudo
e o seu contrário. Os verdadeiros dirigentes dos Estados,
constituidos de fações opostas sobre o método, mas não sobre o
objectivo, podem ser levados a mudar de partição na açcão em
forma do governo mundial. Uma moeda unica universal, o “
Phoenix”,
prevista teoricamente para 2018, segundo o The Economist, a
fragmentação em sete mega-regiões dos Estados-Unidos no quadro de
uma União Norte-Americana em formação, como o revelava o New York
Times em estreita ligação com outros blocos continentais (União
Eurasiana, UNASUR,...) são elementos que sublinham as diferentes
combinações possíveis conduzindo ao coroamento de Mammon, tudo em
aproveitando-se, graças ao Brexit, das crises politicas (outros
referendos, movimentos separatistas) e financeiros na União-Europeia.
A famosa fórmula “
ordo ab chao”, tão util para
passar a uma etapa superior, arrisca-se de fazer sentido.
Fonte: bvoltaire.fr
Autor: Pierre Hillard
Para quem não conhece Pierre Hillard, o texto pode parecer algo difícil a compreender, de um modo geral, este BREXIT foi pilotado pelos mundialistas. Olhem só para os multimilionários que finaciaram o UKIP de Nigel Farage, um dos quais é dono de muitos canais pornográficos. Muito possivelmente, um dos objectivos é o de pôr a City, centro financeiro mundial, ao abrigo do caos que vai germinar na Europa, como também nos USA. Segundo Pierre Hillard, os USA, obrigatoriamente vão ter de passar por um colapso do dollar, e uma devastação sem precedentes, cuja crise dos anos 30, será vista apenas como um magro aperitivo em comparação. Na Europa, igualmente. Sem caos, o governo mundial nunca poderá ver o dia.
Como diz Hillard, desgraçado aquele que pensa na sua cabeça que foi a vontade do povo que quis tal coisa...há que ver mais longe. Este BREXIT é o sinal de que o caos aproxima-se a longos passos.