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quinta-feira, 22 de dezembro de 2016
Marx, Nietzsche : pré-socratismo e panteísmo
Achamos deveras interessante, pesquisar um pouco, de onde podem ter vindo certas ideias de Marx. A constante referência aos filósofos pré-socráticos ; em especial Parmênides, Empedoclo, Héraclito e outros mais, não é mera coincidência. Verificamos, a título de curiosidade, também este gosto pré-socrático, em tipos como Nietzsche, cujo pensamento, influenciou a filosofia ocidental de cariz anti-cristã ; este concebe que houve uma deturpação da filosofia após-Sócrates : ele reenvia, tal e qual como Marx, ao pensamento dito "primordial". Não existe diferença de fundo, se ousarmos olhar além das aparências. Nietzsche é uma sorte de marxista subversivo : logo podemos entender o seu "eterno retorno" - retorno ao pensamento primordial ; a "idade de ouro".
É esta a "idade de ouro" de que nos falam um Homero. A concepção cíclica do tempo Nietzschiano, deste dito "retorno ao primordial", coincide na perfeição com o pensar de Marx. Ambos apoiam-se no "pré-socratismo" como a verdade absoluta.
Um e outro, detestavam acima de tudo o Cristianismo ! É um facto inegável, e nada mais faríamos, para constatar tal declaração, lendo as obras de um e de outro. O anti-cristianismo de Marx, não é perceptível à primeira vista, tanto quanto o pré-socratismo de Nietzsche não o é.
Não nos vamos concentrar sobre Nietzsche, cujos homens de bastidores sabemos quem são. É simplesmente aqui evocado, porque encontramos uma linha de pensamento ideológica em comum com Marx. Pensamos assim, que o fundo da questão ficará um pouco menos obscuro, cujo resumo podemos simplificar em dois parâmetros essenciais :
1- pré-socratismo
2- anti-cristianismo
Confessamos nunca ter lido na totalidade o “Capital” de Marx. Não por falta de vontade, mas sim pela leitura fastidiosa e incompressível de termos duvidosos, de onde qualquer um pode tomar como verídicas tantas ideias quantas interpretações, todas contrárias umas das outras.
No entanto conhecemos bem a obra do maior inimigo de Marx quando vivo : Proudhon. E por analogia podemos sintetizar o pensar de Marx da seguinte maneira :
- Abolição total do estado : é visto como tirânico e opressor da classe proletária ; uma ferramenta ao serviço da burguesia capitalista (Proudhon reconhece o Estado, mas com um mínimo de serviços, de maneira a assegurar as garantias de um federalismo, da propriedade e mutualismo)
- Extinção da moeda : é a acumulação e domínio de moeda, que rende a burguesia capitalista cada vez mais opressora e, engrena por si só, mais opressão sobre o proletariado (Proudhon defende a moeda, abolição dos juros e uma distribuição equitativa desta entre trabalhadores e patrões ; Proudhon tentou mesmo criar um sistema bancário mutualista unicamente para os trabalhadores)
- Igualização de tudo e de todos ao mesmo standard (Proudhon reconhece as diferenças entre patronato e classe trabalhadora, e que ambos devem contribuir para o bem comum ; estamos longe do sistema igualitário de Marx)
Entre um e outro, Marx e Proudhon, damos-nos conta de um pensar muito especulativo e utópico – próprio aos judeus – e de um pensar mais próximo da realidade, o de Proudhon .
Esses três items que sintetizam o pensar de Marx, eles têm uma fonte : o pré-socratismo. Nos filósofos pré-socráticos, toda a natureza é sacralizada ; o homem faz parte da natureza, e como tal, ele é igualmente sacralizado : a natureza está em tudo, e tudo está na natureza. Tudo e todos eram iguais ; não existiam hierarquias, nem propriedades, ricos ou pobres, raças, divisão...
É a partir desta base pré-socrática, que Marx vai desenvolver toda a sua utopia dita “dialéctica materialista”, que repousa acima de tudo, num sistema igualitário. Para isso, ele encontrou grande apoio nas teorias da evolução humana de Darwin ; esta, nada mais fez que preparar, os espíritos ainda incrédulos, aos dogmas marxistas.
Não vamos aprofundar esta dialéctica materialista e mostrar as contradições, mas resumimos simplesmente, segundo o pensar de Marx, que a “invenção” das raças, da religião, de tribos, de uma hierarquia, de nações, são consideradas formas de alienação do ser humano ; algo como eventos preparatórios à marcha do espectáculo do Capitalismo. Ou, digamos, a cara de um pré-capitalismo em andamento que se manifestou mais tarde.
A abolição de diferenças raciais e nacionalidades, é um objectivo muito em conta, pelos movimentos marxistas, de todas as formas possíveis e imaginárias. É o ideal a atingir para destruir o Capitalismo.
Marx tem uma máxima, que podemos exprimir mais ou menos nas seguintes palavras : O Capitalismo corre à sua própria perda – como quem diz “à sua própria auto-destruição”. Pois abolindo as fronteiras, o Capitalismo nada mais faz que atingir os objectivos propostos por Marx, que por si só, são uma etapa para a destruição completa do Capitalismo Mercantil.
Estranho, que o ideal marxista e capitalista tenham as mesmas ideias em comum ! Tanto um como outro, lutam por uma uniformização de tudo e todos ao mesmo standard !
Agora, por onde entra o Paganismo nesta história ? Como descrito acima, logo que falamos do pré-socratismo, este nada mais é que a forma arcaica do Paganismo – o Panteísmo.
Logo compreendemos, por exemplo, esta subversão ecológica defendida ao extremo pelos pagãos. É a linha inconsciente, que retorna ao panteísmo xamãnico pré-socrático ; cuja natureza, e todas as formas de manifestação desta, inclusive o homem, são sacralizadas. É isto que Marx sugere com a sua dialéctica-materialista : em acordo total com as correntes ecológicas do Paganismo. Não é por acaso que o Paganismo adora a “Terra-Mãe”, ou Gaia. São restos primordiais do panteísmo que ainda lhe restam, cuja manifestação é ainda visível. Em certas correntes neo-pagãs da actualidade, este facto é ainda mais aparente, do estilo New-Age, como a Wicca pagãnica.
De uma forma ou de outra, por caminhos diversos e aparentemente contrários e opostos, o Paganismo concorre à marxirização do mundo. Ele serve de bengala ao marxismo ; o materialismo de Marx, está em perfeito acordo com a visão ecológica pré-socrático-panteísta, da qual se serviu, de maneira a estabelecer uma base sólida, para idealizar esta utopia pagânico-marxista de modo cientifico.
Tudo isto não passa de uma mascarada pseudo-religiosa, pagano-materialista, marxista, kabalista. A Igreja ao longo da sua história, sempre se elevou contra todas estas utopias. Mesmo se durante estes últimos anos, temos observado uma infiltração pagano-marxista nas estruturas da Igreja, temos ainda a alegria de saber que muitas bases, ainda estão imunes ao vírus pagano-sinagogal – panteísta e marxista.
Nota: Este artigo é um esboço, mas foi decidido publicá-lo mesmo assim, falta de tempo para limar umas arestas e dar mais desenvolvimento. Não são necessárias fontes que apoiem o que é aqui dito. Quem conhece bem Marx, sabe perfeitamente desta tendência pré-socrática, igualmente Nietzsche, de onde se pode ler "Zarasthrouta" e tirar esta conclusão. Sobre Proudhon, podem surgir umas questões, mas lembremos-nos que no fim da sua vida, ele reconhecia o role do estado como um garante.
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domingo, 4 de dezembro de 2016
Franco-Maçonaria: um descendente do Paganismo ?
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| Édouard Drumont (1844-1917) |
“... faz crer que a Franco-Maçonaria nada mais é que um descendente vivo do velho materialismo pagão, que atravessou dezanove séculos de Cristianismo.”
Fonte: «A revolução preparada de avanço pela franco-maçonaria », pág.58,Jean De Lannoy (1911)
A estátua da liberdade lá no país dos yankees, a Mariana, o símbolo da republica... é o culto de Mitra, outrora muito querido no Império Romano. As divindades pagãs que os maçons rendem culto nos seus rituais e toda a simbologia pagã que lhe é inerente, é por demais flagrante. Tudo reenvia à Paganaria. Exemplos não faltam. Sem esquecer que tanto o Paganismo como o Judaísmo, incrustaram-se um no outro como um caduceu; que outra coisa que não seja a merda, poderia atirar as moscas ?
segunda-feira, 7 de novembro de 2016
A "demokrassia" pagano-sinagogal
“… não estará longe o dia, em que as Nações da Europa descobrirão bruscamente que os bens do país pertencem aos judeus, e que em executando a estimada obra humanitária, a democracia trabalhou cegamente e sem o saber, para o triunfo da supremacia judaica, ao mesmo tempo que perdia a capacidade de manter a sua existência.”
The Modern Jew, Arnold White, pág.200 (1899)
A “demokrassia”... ai esta demokrassia...
Que esconde ela por detrás ? Quem a implantou ? De onde tiraram esta ideia de “demokrassia” ? Terá sido do Cristianismo ? Do Paganismo ?
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quarta-feira, 2 de novembro de 2016
Raízes do multiculturalismo, do cosmopolitismo, provêem-nos do paganismo
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| Culto pagão da elite cosmopolita à Coruja dos bosques |
Se houvesse ou não judaísmo, fossem ou não fossem os oligarcas apátridas que têm quase todas as rédeas dos países, o multiculturalismo mesmo assim prosseguiria o seu caminho. Isto devido ao simples facto, de que o paganismo sai dos escombros da sua própria ruína, para mais uma vez tentar destruir a homogeneidade do território Europeu.
Pelo passado já o fizeram inúmeras vezes, e ao longo de séculos. A religião do multiculturalismo, dos cosmopolitas apátridas, hoje em dia, é o resultado de uma perfeita simbiose entre judaísmo, ateísmo e paganismo.
Antes de tudo, sobre a retrospectiva histórica aqui focada, é necessário que se tenha em conta, que o Cristianismo não existia. Logo pode-se, muito folgadamente, afirmar sem preconceito algum, que não é do Cristianismo, não é de lá que nasceram as raízes do cosmopolitismo multicultural apátrida, mas sim, com múltiplos factos históricos à prova, de ambientes pagãos, onde reinava a degenerescência intelectual.
- Dionísio de Halicarnasso, e a sua descrição do ambiente pagão multiculturalista, cosmopolita, e degenerescente de Roma.
Nos tempos em que todos os caminhos iam dar a Roma, um historiador grego conta-nos com precisão a sua lenta bastardização populacional.
Esta, perde grande parte da sua homogeneidade, tal e qual a Europa de hoje em dia. Os dirigentes das Nações europeias, fazem igualmente a mesma coisa que os dirigentes romanos e todos os seus predecessores; eles davam a cidadania a todo aquele que viesse parar a Roma, a todo o estrangeiro, a todo o escravo emancipado.
Uns obtinham a emancipação para terem acesso aos cereais e demais benefícios, para depois em seguida traficar essas mesmas benesses, diz-nos Dionísio! Essas benesses que os dirigentes pagãos ofereciam aos apátridas de outrora, tem hoje em dia a cara de “segurança social”, “ajuda para refugiados”, “ONG's”, etc, etc, onde o tráfico reina em toda a impunidade.
Quanto aos dirigentes pagãos daquele tempo, pelos vistos eles deixaram bem as ideias deles por aí, pois estamos a viver exactamente a mesma história que se viveu naqueles tempos.
Estamos no renascimento do paganismo apátrida.
Dizem-se “nacionalistas”, reclamam-se “patriotas”, auto-intitulam-se “identitários”, mas se tivéssemos um olho no bosque, é vê-los a todos adorar muito alegremente a Coruja!
Somos governados por um grupo pagano-sinagogal, cujas raízes são tão longínquas, que se perdem na idade do tempo. Há que desenterrá-las! Temos de mostrar de onde vêm as raízes do multiculturalismo, temos de apontar de onde se desencadearam as primeiras acções de subversão apátrida!
Não é só os judeus. Aliás, naquele tempo, o judeu não tinha voto na matéria. Escusado será então esconder-se unicamente atrás do judeu. É no paganismo que vamos descobrir as fontes primordiais do cosmopolitismo, é de lá que vem este mal que assola a Europa desde há décadas. Os judeus nada mais são hoje em dia, que o fio condutor de todo esse mal, eles incarnam nos tempos de hoje o que o paganismo deixou em parte, como uma herança maléfica para o mundo. Este malefício renasce, há que exterminá-lo, cortar o mal pela raiz de uma vez por todas.
Eis um pequeno trecho do relato :
“Mas hoje as coisas mudaram completamente. Tudo está em grande desordem, a integridade dos romanos degenerou tanto, que pouca vergonha têm da desonra e da infâmia, que os escravos compram a liberdade com dinheiro ganho por meios ilegítimos.
As brigas, as violências, a prostituição, e mil outros crimes são os meios que empregam para sair da escravatura, e assim ficam cidadãos romanos.
Uns recebem a liberdade dos seus mestres como recompensa, porque foram cúmplices das suas abominações, dos seus homicídios, envenenamentos e outros atentados contra os deuses e a república.
Os outros emancipam-se unicamente para receber o trigo que se distribui cada mês e outras benesses que os ricos dão aos pobres, para depois encaminhar tudo para aquele de quem devem a liberdade.
Outros ficam livres unicamente pelo desleixo dos seus mestres, que procuram fazer-se honras.
Conheço quem pelo seu testamento libertaram todos os seus escravos, para depois da morte passarem por boas pessoas, e que o funeral fora seguido de um grande cortejo de emancipados que traziam chapéus para marcar a generosidade e a doçura dos seus libertadores.
Vimos nos funerais certos criminosos acabados de sair da prisão, e que mereciam os mais horríveis castigos pelos enormes crimes que haviam cometido; é o que se pode saber daqueles que os conhecem.
A maior parte das pessoas de bem que vêm em Roma esses infames chapéus dos escravos emancipados, não podem esconder a sua indignação.
Não será coisa indigna, que uma cidade assim tão célebre e que pretende dar a lição a todo o mundo, receba essa canalha como seus cidadãos ?” (1)
O relato fala por si só, e nós podemos imaginar a Roma daquele tempo, o que é hoje uma capital cosmopolita como Londres, Nova York, Paris... escusado será fazer mais comentários, apenas uma certeza: o multiculturalismo, o cosmopolitismo, o universalismo apátrida, tiveram sem sombra de dúvida alguma, origem, única e exclusivamente em ambientes pagãos.
E se o paganismo está na moda, ele é por qualquer coisa nestas ideologias universalistas que reinam entre os dirigentes das nações.
Notas:
(1) Antiguidades Romanas,Dionisío de Halicarnasso, Livro IV, cap.24
domingo, 9 de outubro de 2016
O Paganismo: o verdadeiro precursor do Goulag judéo-bolchevique
Na nossa Antiga Grécia, um homem, grande filósofo ressuscitado no tempo da Renascença, diga-se por renascentistas kabalizados até à raiz de gnose judaica (não é sem razão que a Europa Cristã Medieval dava prioridade a Aristote, sem desdenhar uma boa filtragem), um grande pensador surge: Platão! Numa das suas obras, dá-nos a ideia de uma Prisão, que ele preconizara no seu tempo como remédio e castigo aos “desviantes” do Paganismo Ateniense de então. Será somente séculos mais tarde, através do judeu Lénine, que a ideia de Platão será posta em prática.
Eis como o pagão Platão nos descreve a ideia primordial dessa Prisão na sua obra “As Leis”. Após preconizar certas etapas de castigos, conforme a gravidade da falta, para aqueles que não acreditassem nos deuses pagãos, para os mais árduos infiéis, Platão conceptualiza o primeiro Campo da Morte, da história da humanidade, a ideia primordial.
Infelizmente, séculos mais tarde, os dirigentes judéo-bolcheviques vão se inspirar nesta ideia do filósofo pagão, para levarem à morte, pela fome, pelo trabalho árduo, pelo assassinato, milhões e milhões de seres humanos, naquilo que se viria a chamar de Goulag: a ideia do pagão Platão posta em prática:
“Haverá na cidade, três sortes de prisões, uma na Praça Pública, que será comum a todos os delinquentes e onde serão tomadas em conta as suas necessidades, uma outra onde se reunirão os magistrados à qual se dará o nome de Casa de Correcção; uma terceira no meio do país, num local deserto e o mais selvagem possível, que será nomeada Prisão da Punição...”
Observe-se o contexto... é questão daqueles que não acreditam nos deuses pagãos. O diálogo concentra-se nesse ponto. Para os mais inflexíveis, Platão preconiza uma reeducação (veja-se lavagem cerebral), ou a morte:
“... após cinco anos, logo que o seu tempo de prisão chegará ao fim, se ele se acalmou, irá viver com os cidadãos virtuosos, caso contrário, ele será punido de morte... Quanto aqueles, semelhantes a bestas selvagens, que não acreditam na existência, na providência e à inflexível justiça dos deuses... será condenado, segundo a Lei, pelo tribunal, a ser posto ao ferro na Prisão do meio do país; e nenhum homem livre se aproximará dele... Na sua morte, será posto fora das fronteiras sem sepultura. Se um homem livre o ajudar a sepultá-lo, ele será acusado de impiedade...”
Eis o conceito do Goulag judéo-bolchevique, que teve as suas raízes no Paganismo e deu os seus frutos no Judéo-Bolchevismo. A reeducação... ou a morte!
Fonte: Platão, “As Leis”, livro X
Bónus: Interessante notar, ademais, que foi precisamente num “Kibboutz” que a práctica do igualitarismo entre homem e mulher, idealizada por Platão na sua “Républica”, e “Timeu”, foi pela primeira vez posta em acção. Encontramos também estas ideias, aplicadas na Revolução Judéo-Bolchevique e durante a 2ª guerra mundial. Tais ideologias, hoje em dia destroem pouco a pouco todas as Nações.
sexta-feira, 10 de junho de 2016
Dos fracos não reza a história : Cristianismo vs Paganismo
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| Sim, tenho muitas questões! |
- Questão: Se o Cristianismo varreu o paganismo europeu em 2 tempos 3 movimentos, qual era então o mais forte e o mais fraco dentre os dois ?
Não diz o ditado que "o fraco sujeita-se sempre ao mais forte" ? É esta a lei da natureza. Sendo assim, a resposta é...?
Vou citar o exemplo da confrontação entre três religiões fortes, potentes, sólidas, para apoiar com força o ponto de vista que tento exprimir. Se o leitor não estiver de acordo, faça o favor de se exprimir sem rodeios, directo ao assunto.
1º exemplo : Islão versus Hinduísmo
Apesar de o Islão ter conquistado a Índia, e de a ter dominado durante séculos, e após mais de 60 milhões de mortos, não conseguiu extinguir o hinduísmo e impor a sua crença por todo o território indiano. O Islão no entanto impôs-se em muitas zonas, sobretudo no que é o actual Paquistão, outrora fazendo parte da Índia, e mesmo no norte da Índia. Isto revela a força do Islão, mas também a força do Hinduísmo! É que apesar de tudo, o Hinduísmo não se sujeitou ao Islão, conseguiu sobreviver e é hoje (apesar de séculos de dominação islâmica) religião maioritária e bem viva. No meio da adversidade conseguiram preservar todas as suas tradições pré-invasão islâmica.
Neste caso Islão vs Hinduísmo, conclui-se que quando uma religião é fortemente sólida, coesa, unida, intrínseca, dificilmente uma outra consegue aniquilá-la.
- comparativamente : não foi o caso do paganismo-europeu que se sujeitou num abrir e fechar de olhos ao Cristianismo, com pouca e fraca resistência, rapidamente vencida, desbastada.
2º exemplo : Cristianismo vs Islão
a - Séculos e séculos de dominação islâmica no médio-oriente, e portanto os cristãos, a bem e a mal, sempre conservaram as suas tradições cristãs com séculos de existência e prática. Seja na língua, tipo aramaico, como nas liturgias.
- comparativamente : não foi o caso do paganismo-europeu, que não foi capaz de conservar uma só liturgia, reza, modo de proceder, livro sagrado... Tal foi a potência de um e tal foi a fraqueza de outro!
b - Durante séculos também, o Islão dominou em partes da Europa, sobretudo na Ibéria. No entanto, os cristão que viviam sob o regime islâmico, por vezes com muito mal, sempre conservaram as suas tradições, liturgias, livro sagrado, etc. Mais brilhante ainda, é que face a uma religião assim sólida e guerreira como o Islão, o Cristianismo não se sujeitou, ao contrário, deu a volta por cima e acabou por expulsar o Islão daqui para fora.
- comparativamente : não foi o caso do paganismo-europeu, que apesar de uma revolta aqui e ali, não chegou para impressionar o Cristianismo, que rapidamente tratou de lhe acertar o passo.
Resumindo...
Destas comparações, resulta então, que dentre o Cristianismo, o Islão, o Hinduísmo, e o Paganismo-europeu, três, souberam impor-se, resistir, avançar, solidificarem-se...e apenas um morreu, o mais fraco dentre todos.
O Hinduísmo também é uma religião politeísta tal e qual o politeísmo europeu. Se um soube resistir e o outro foi-se abaixo, não acham que existe um problema ?
O paganismo-europeu extinguiu-se porque era fraco. Se fosse sólido como um Hinduísmo que resistiu ao Islão, ainda estaria lá. Se fosse potente como um Cristianismo que soube fazer face ao Islão e retomar a vantagem, ainda estaria lá... a verdade é que nem uma reza ficou, nem como rezar a um Júpiter, a um Odin...
Compreendemos o porquê de se promover um suposto retorno (?) ao paganismo hoje em dia. Vivemos numa sociedade onde os valores morais são inversos à ordem natural, onde se clama o fraco em vez do forte, onde se elogia aquele que não merece em detrimento do que merece, onde o corrupto é visto com bons olhos e o honesto com maus olhos, onde o feio toma o lugar do bom e este toma o lugar do feio... onde se proclama um dito retorno às fraquezas e se afasta aquilo que nos rendia fortes e sólidos.
quarta-feira, 6 de janeiro de 2016
Paganismo e semitismos
Encontramos uma aversão tão forte ao cristianismo por parte dos pagãos, de um modo geral, que somos obrigados a questionar esta coisa de "paganismo". É que escutando os argumentos e declarações de pagãos e judeus, perguntamos-nos qual a diferença ? Não são assim tão diferentes de um judeu ou de um filosemita como Nietzsche. Este último via na Igreja o mal da humanidade mas não se sentia minimamente importunado com os inúmeros judeus e rabinos que viviam á sua volta na Alemanha. É ocasião para interrogarmos-nos o porquê de, ser neste pensador do séc.19 (entre muitos outros) que muitos pagãos encontram inspiração ?
Não significa que todos sejam assim, mas de uma maneira geral a maioria professa, talvez sem o saber, o mesmo ódio para com o Cristianismo que os judeus igualmente professam. Isto é curioso. Talvez seja lícito pensarmos como o Abade Meinville: "O paganismo está de retorno, mas sob a tutela do judaísmo."
De Nietzsche a Benoist
Tomemos o exemplo de Nietzsche á letra, que pouco ou nada critica o Judaísmo ou o judeu salvo para acabar sempre e sempre a descarrilar o seu ódio contra o cristão. Criticas ao Cristianismo vocês vão encontrá-las em abundância, apenas teriam dificuldades em escolher uma se a isso fossem obrigados. Mas se por um lado não encontramos críticas aos judeus, excepto para bem centrar o seu ódio c para já vamos conseguir enxergar alguns elogios ao "povo eleito" aqui e ali, meio dissimulados: "... respeito perante o Antigo Testamento! Nele encontro grandes homens, uma paisagem heróica e algo raríssimo sobre a terra, a incomparável ingenuidade do coração forte; mais ainda, encontro um povo. No Novo, porém, nada senão pequeninas manobras de seitas, nada senão rococó da alma, nada senão volutas, tortuosidades e bizarrias, mero ar de conventículo, não esquecendo ainda um ocasional sopro de doçura bucólica, próprio da época (e da província romana) e não tanto judeu quanto helenístico." [1].
E detestava odiosamente todos os anti-semitas: "...tampouco me agradam esses novos especuladores em idealismo, os anti-semitas, que hoje reviram os olhos de modo cristão-ariano-homem-de-bem, e, através do abuso exasperante do mais barato meio de agitação, a afectação moral, buscam incitar o gado de chifres que há no povo..." [1]. Mais uma: "Nós artistas entre os espectadores e os filósofos nos sentimos reconhecidos por isso — aos judeus." [2]
Hitler admirava este homem ? Em que sentido ? Estes pequenos extractos de Nietzsche são apenas uns poucos no meio de tantos. Hervé Ryssen, um historiador e talentoso escritor, examinou toda a obra de Nietzsche e chega a esta conclusão: "Em cada um dos seus livros, Nietzsche balança os seus aforismos em desordem, a granel, sem dar a impressão de nenhuma acção de sequência no seu pensamento, e, na maior parte do tempo, sem nada explicar ao leitor. É por isso que você balbucia, ao ler a sua prosa. "Descartes é superficial", escreve ele por exemplo, sem nenhuma explicação [3]. Seus leitores vão assim pensar estar a lidar com um génio. [...] O sucesso de Nietzsche, obviamente, gozou da complacência das autoridades morais dominantes, que viram nele principalmente um meio de enfraquecer a Igreja." (Ryssen apenas considera "Zarasthrouta" como uma excepção, uma obra de arte da literatura).
E aqui vemos como um escritor vulgar, fica um génio graças ao domínio judeu sobre a Alemanha, que ele mesmo Nietzsche reconhece. O mais intrigante é que vamos encontrar Hitler como um grande admirador deste puro anti-cristão e filosemita! Mas que viu Hitler que nós não vimos ?
Avançando, não será hora de nos questionarmos sobre este movimento pagão ? Se houver dúvidas, vejamos um outro grande pensador da nossa época, Alain de Benoist, um grande intimo do falecido judeu Arthur Koestler. (Arrrgh! Mais um pagão influenciado por um semita! [4]) Este, do qual temos muitas conferências e artigos disponíveis na web, vamos encontrar igualmente muitas críticas ao Cristianismo, num estilo mais correcto, menos grosseiro que Nietzsche. Benoist é um grande defensor da cultura europeia, sem dúvidas, mas apesar de tudo e, tal e qual como Nietzsche, não vamos encontrar uma só critica ao Judaísmo nem ao judeu. Mas porque será ? Porventura é o Cristianismo que domina a oligarquia financeira apátrida ? Porventura é o Cristianismo que abriu as portas a toda esta imigração ? Porventura é o Cristianismo o causador dos milhões de mortos da 1ª e 2ª guerra mundial ? Dos milhões de mortos do Bolchevismo ? É ele o causador dos transtornos em todo o Médio-Oriente ? Foi ele que roubou a terra aos Palestinianos ?
Não quero com isto lançar duras críticas ao paganismo ou neo-paganismo ou lá o que lhe desejem chamar. Mas eu não estou de acordo com esses movimentos pagãos ou no mínimo olhá-los com desconfiança, e pessoalmente sou anti-pagão e pró-cristão. Isto não me desobriga de admirar a pertinência de certos pensadores como Alain de Benoist, uma mente brilhante em suma. Não me impede de ler e ter o gosto da mitologia pagã. Mas não sabemos o porquê, o judeu e o Judaísmo ficam sempre esquecidos ao contrário do cristão e Cristianismo que são sempre e constantemente criticados.
Algo não está certo com estes movimentos. Pelo passado, onde o judeu tenha surgido, sempre criou os mesmos problemas seja em que época for e em relação com qualquer que seja a crença dominante. Isto é perfeitamente verificável se lermos os historiadores da antiga-Grécia e alguns do Império Romano. Mas a tendência do pagão e ateu é o de sempre acusar o cristão de todos os males do judeu. Levando qualquer pessoa menos advertida a pensar que o Cristianismo é a causa da propagação do câncer talmudista. Na antiga-Grécia, o Cristianismo não existia. Mas talvez um pagão há-de sair algum dia com a seguinte: "Vocês é que foram os culpados!"; ou talvez se encontre um manuscrito da antiga-Grécia a culpar os cristãos (sic).
No tempo do Império Romano, o Cristianismo começa-se a difundir e aos poucos os pagãos romanos vão tal e qual como Nietzsche e Benoist na nossa época, esquecer os judeus. É curioso isto! Nós vamos mesmo encontrar os judeus muito próximos de alguns Imperadores Romanos, do menos com a influência necessária de maneira a incentivá-los a matar cristãos. Esta influência é de tal maneira que a sociedade romana acaba por favorecer a comunidade judaica como o constata o historiador Jean Juster: " Mas a sua característica é, de um ponto de vista político, a defesa dos judeus e aprovação do seu particularismo nacional..." [5]. Para não sairmos fora de contexto com esta citação de Juster, a "característica" á qual ele se refere, diz respeito aos ataques lançados contra o Cristianismo. Justifica-se então a razão pela qual certos historiadores afirmam que a comunidade judaica detinha alguma influência junto ás autoridades romanas, chegando como citado acima, a influenciar certos Imperadores. Diz-se mesmo, por exemplo, que a esposa de Nero era judia [6].
Hitler e o paganismo
Tem de se esclarecer muitos mitos á volta do paganismo de Hitler ou da Alemanha Nazi. Os NS (nacionais-socialistas) actuais, reclamam-se herdeiros do neo-paganismo supostamente emanante da Alemanha nazi. Ora, particularmente, se observarmos sobretudo o começo do NSDAP, observamos que isto não é verdade [7]. Em claro o partido de Hitler nunca se reclamou de alguma crença pagã seja ela qual for. Pelo contrário, parece que se tiver de se reclamar de alguma crença, ele declara pertencer a um “cristianismo positivo” sem alegar alguma confissão em particular. [8]
Deve-se considerar que quase todos os dirigentes NS eram cristãos. A grande maioria dos soldados alemães eram cristãos. Não são raras as vezes em que os arqueólogos encontram restos de soldados alemães mortos há mais de 70 anos, em que não tenham uma cruz nos seus haveres.
Alguns podem alegar que tal e tal dirigente NS tenha criticado o Cristianismo, isto é certo, mas não nos leva a concluir que o NSDAP era anti-cristão e pró-pagão. Nem os problemas existentes a uma época entre a Igreja e a Alemanha nos permitem afirmar tal coisa. Por testemunho temos o artº 24 do programa do partido que contraria esta visão que alguns desejam ou desejariam inculcar por conveniência á Alemanha Hitleriana.
O 1º sionista-messiânico de todos os tempos : um pagão!
Foi aliás, e pode-se dizer com uma certa ironia, que o primeiro grande sionista-messiânico deste mundo, foi um Imperador Romano pagão: Júlio, o Apóstata. Este assim que lhe foi possível assumir o poder, instaurou o paganismo. E o curioso desta história, é que se resolveu a construir o Templo dos judeus, para além de os admirar. E as obras de construção do Templo começaram, mas infelizmente para os judeus, pararam assim que o Imperador morreu. É curioso não ? Ficaríamos menos espantados se fosse um judeu a fazê-lo, mas não, foi um pagão o primeiro grande sionista-messiânico! Se julgava que fosse um cristão, um budista, um ateu, um judeu... enganou-se completamente. Era um pagão! Talvez não seja exagerado qualificarmos Júlio o Apóstata, como o pai do sionismo-messiânico, pelo menos o seu grande precursor. Exagerando um pouco, perguntamos-nos então com que autoridade um pagão pode-se dizer anti-sionista se o primeiro dos sionistas da história da humanidade foi precisamente um pagão ? Imaginem só, Júlio, o Apóstata e Joseph Nasi terem vivido á mesma época ? Juntar-se ia a fome com a vontade de comer.
Isto dito, nem sempre o paganismo viu com maus olhos o Cristianismo, como é o caso sobretudo do paganismo nórdico e celta dos então ditos "bárbaros". O factor "judiofílico"" não estava presente ou misturado entre os pagãos bárbaros, daí a relativa e fácil compreensão. Como então poderia um pagão reivindicar-se legitimamente anti-cristão se os ancestrais pagãos europeus acolheram de mãos abertas o Cristianismo ?
Poderíamos aprofundar a história do paganismo e a sua relação com os judeus com mais precisão. Por exemplo lembro-me de uma excepcional que me vem á mente: cada vez que os gregos e cristãos importunavam as festas judaicas, eram punidos pelos dirigentes romanos com trabalho forçado nas minas. [9] Aí de aquele que criasse confusão numa festa judaica! O paganismo greco-romano tratava logo de o punir, fosse ele pagão ou cristão! Contava sobretudo não importunar os talmudistas.
Pode-se questionar o paganismo de mil e uma maneiras e pôr em destaque a sua estreita colaboração com o semitismo. Coisa que estes não cansam de acusar o Cristianismo como se tivessem as mãos limpas. Olhemos para alguns deuses semitas do panteão greco-romano a título de exemplo: Mitra, Sérapis, Taweret... Que pensar deste semitismo nas divindades greco-romanas ? Existem várias divindades semitas no paganismo greco-romano. Alguns dirão: mas não são divindades judaicas. Certo, mas são deuses semitas, tal e qual os judeus ou egípcios o são. O sangue é o mesmo. Não é por um português ser português ou por um grego ser grego que deixam de ter sangue ariano, certo ?
Origens do melting-pot ocidental: o paganismo greco-romano
Parece também, que foi na época do greco-romanismo que assistimos a uma espécie de cosmopolitismo, e certamente a 2ª civilização, após a Egípcia, a por em prática o melting-pot á americana. Tal e qual como Barack Obama surge á frente dos USA, nós vimos um árabe surgir á frente do Império Romano. A um momento é dada a nacionalidade romana a todas as populações dentro do território, fossem eles de que raça fossem. Razão pela qual vamos encontrar um árabe como Imperador: Filipe, o Árabe. Este é o mesmo processo que os judeus hoje utilizam para todos os imigrantes que desembarcam na Europa, dar-se lhes a nacionalidade dos autóctones e seguidamente oferecer-lhes cargos de relevo. É caso para ousarmos dizer que o melting-pot á americana inspirou-se nas "virtudes" pagãs melting-potianas do greco-romanismo.
Conclusão
Á parte as minhas incisões algo provocatórias ao paganismo, que nada mais são que uma maneira de demonstrar que se pode facilmente retornar contra os actuais movimentos neo-pagãos o que estes incessantemente culpabilizam o Cristianismo, de ser uma via do semitismo talmúdico. Como pretender a esta acusação se foi do meio do paganismo que surgiu o primeiro sionista-messiânico ? Como ousar acusar os cristãos como a causa do melting-pot se a nossa civilização actual herdou do paganismo greco-romano esse mesmo melting-pot ?
Obviamente reconheço em toda a sinceridade que estes casos todos não significam que tenham sido causados pelo paganismo em si. Mas eles desenvolveram-se num ambiente pagão. Isto é factual. E tocamos somente em alguns pontos, porque a matéria daria para escrever um longo livro. [10] Não é por acaso que um cristão olhe com uma certa desconfiança para estes movimentos pagãos.
Os neo-pagãos devem reconhecer sucintamente, que apenas estão a fazer o jogo dos cabalo-talmudistas a cada vez que acusam o Cristianismo disto e daquilo. A maioria das acusações são apenas simples mentiras que se propagaram desde a época Iluminista até aos nossos dias.
Autor: Gang2 Ervilha
Notas:
[1] http://neppec.fe.ufg.br/up/4/o/Genealogia_da_Moral.pdf
[2] §250 http://ghiraldelli.pro.br/wp-content/uploads/alem-do-bem-e-do-mal.pdf
[3] §191 http://ghiraldelli.pro.br/wp-content/uploads/alem-do-bem-e-do-mal.pdf
[4] http://files.alaindebenoist.com/alaindebenoist/pdf/entretien_sur_le_paganisme.pdf - "Eu devo por exemplo a Arthur Koestler, que recebeu-me várias vezes em Londres nos seus ultimos anos de vida, de me ter introduzido a uma critica rigorosa de todas as formas de reducionismo."
[5] Les juifs dans l'Empire Romain, p.34
[6] http://gangdaervilha.blogspot.pt/2015/09/os-judeus-no-tempo-das-persecucoes.html
[7] Ver artº 24 - http://www.hitler.org/writings/programme/
[8] Por “confissão em particular” entenda-se entre catolicismo, protestantismo, ortodoxo, etc, etc.
[9] « Protecção das reuniões judaicas.
Os Gregos pertubavam, de facto, ou interdiam por leis, decretos especiais; mais tarde, os cristãos, com a sua propaganda, suscitavam tumultos. A autoridade romana sempre se manteve do lado dos judeus: ela fez retirar ás cidades os seus decretos especiais e pune os Gregos e cristãos pertubadores. Neste caso, estes eram culpados de injuria extrema que terminava por serem enviados para as minas. (nota: assim o futuro Papa Calisto foi enviado para as minas da Sardenha por ter perturbado uma reunião judaica...)» Ver aqui.
Les juifs dans l'Empire Romain, p. 412
[10] Já agora olhemos para alguns dos versos nórdicos de “Wola, a Sábia”, para constatarmos mais "semitismos" (sic):
« 1- Escutai-me, filhos de Heimdall, inteligências santas, superiores e inferiores! Quereis que vos conte os prodígios feitos pelo pai das predestinações ? Eu aprendi cedo o antigo canto sobre os homens.
2- Eu lembro-me dos gigantes nascidos com o nascer dos dias, esses gigantes que em tempos me ensinaram a sabedoria. Eu lembro-me dos nove mundos, dos nove céus; eu vi brilhar a primeira matéria ainda enterrada na terra.
(Biblia: os gigantes assemelham-se aos Nephilims de Gén. e no livro de Enoch é dito que os gigantes ensinaram a sabedoria aos humanos. Arrrrgh! Um semitismo!)
3- A manhã pertencia ao tempo, logo que Ymer se pôs a construir; não havia areia, não havia mar, nem vagas frescas. A terra não existia, nem o céu elevado; não havia erva, mas somente o abismo de Ginnung.
(Biblia: Gn 1:2 - Era a terra sem forma e vazia; trevas cobriam a face do abismo. Arrrrgh!! Ora aqui está um outro semitismo!)
4- Até ao momento em que a abóboda celeste foi levantada pelos filhos de Boer, essas criaturas magnificas de Midgard; o sol até lá só enviava os seus raios sobre as montanhas geladas; e desde então as plantas verdes cresciam no solo.
5- O sol, esse amigo da lua, estendia com vivacidade a sua mão direita para o sul, sobre os cavalos do céu. Ele não sabia onde estavam as suas casas, as estrelas não sabiam onde se fixar, a lua ignorava o poder que dispunha.
6- Então todas as potências, os deuses santos, dirigiram-se para os seus tronos para entrar em deliberação. Eles deram nomes á Noite e aos seus filhos. A Manhã, a Tarde e o Anoitecer foram encarregados de contar os anos.
(Biblia: Gn 1:5 - Deus chamou à luz dia, e às trevas chamou noite. Passaram-se a tarde e a manhã; esse foi o primeiro dia. Arrrrrrrrgh! Ora aqui está mais outro semitismo!)
Tomei a liberdade de usar um ton sarcástico, mas podemos ver quantos "semitismos" quisermos e desejarmos seja qual for o recito nórdico-pagão. E a verdade é que existem muitas e muitas semelhanças que levantam muitas questões sobre uma antiguidade comum desconhecida. Obviamente não significam que sejam "semitismos", é só para demonstrar que "semitismos" existem em todo o lado, basta utilizar as ginasticas retóricas dos neo-pagãos e revertê-las contra eles mesmos.
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